Sepultura @ Sesc Belenzinho – São Paulo/SP (28/07/2017)

Com uma série de três shows no Sesc Belenzinho em São Paulo, o Sepultura novamente fez uma excelentes apresentações respeitáveis e destruidoras !!!
Nossa equipe acompanhou um desses shows. Quer saber como foi? Nós contamos!!!

Tocando músicas do mais recente álbum “Machine Messiah” lançado esse ano e clássicos que marcaram a história do Metal Brasileiro, os quatro integrantes conseguiram agradar os fãs o máximo possível e fizeram um espetáculo de muito peso e talento.

Há dois meses, o Sepultura tinha se apresentado na Audio Club em São Paulo e divulgando o “Machine Messiah”. No Sesc, foi basicamente a mesma intenção, trazendo as músicas do mais recente disco e clássicos da banda que marcou várias décadas passadas. Sendo assim, assistir aos shows do Sepultura, é cada vez mais prazeroso e mais divertido. Cada membro é de um talento elevado e a dedicação deles com a sonoridade que trazem e a força que a banda tem em suas composições enérgicas e primorosas, foram impressionantes e fascinantes em relação ao show executado. Bastante técnica envolvida, muitas vibrações pelo público, um som extremamente pesado, foram alguns aspectos que ocorreram na noite.

Estivemos presente na noite do dia 28, sexta-feira. Os relatos a seguir foi de uma noite de muito peso!

Pontualmente começando as 21:30h e lotando o espaço da comedoria do Sesc, já ouvimos uma boa  introdução mecânica e depois de uns instantes, a banda toda sobe ao palco e tomando os seus lugares e já destruírem com a “I Am the Enemy”, música de duração curta, mas extrema, com excelentes riffs bem conduzidos do Andreas. Continuando com o “Machine Messiah”, veio a “Phantom Self”, sem dúvidas, uma das melhores faixas do álbum. Alguns playbacks na introdução, devido as suas orquestras e uma bateria diferente no estilo sendo tocada. Para depois entrar um riff pesado de guitarra e o Derrick arrebentando nos seus vocais agressivos e pesados. Por mais que essa faixa teve os seus playbacks nas orquestras, eles são fantásticos, fazendo muito bem a sua parte, onde faz a gente nos envolver fácil com ela. “Kairos” veio em seguida, outra música pesada com bons andamentos dos instrumentos em ritmos bem cadenciados.

Continuando, veio a “Desperate Cry”, um clássico da banda, com uma introdução limpa de guitarra que não dura muito para entrar distorções e uma pegada veloz. Prometendo tocaram bastante músicas do “Machine Messiah”, veio a “Sworn Oath”, outra música com as suas orquestras maravilhosas e como sempre, os vocais e guitarras potentes. “Inner Self” foi a próxima, música que não poderia faltar de jeito nenhum, clássica de 1989, animou ainda mais os fãs e agitando-os cada vez mais. A instrumental “Iceberg Dances” foi a próxima, onde o Derrick deixou o palco para o Andreas, Paulo e Eloy destruírem em suas harmonias pesadas.

Choke” foi a próxima, com um refrão matador, extremo e marcante que te deixa na cabeça. Voltando para o álbum “Kairos” (2011), foi a vez do “Dialog”, para manter no ritmo pesado e agradável. Mais outra faixa do “Machine Messiah” e foi a “Resistant Parasites”, com um pequeno riff grave do Paulo Jr. no baixo que logo já entra a banda com a sua velocidade rápida que sempre teve.

Depois, veio um medley que foi composto pela “Biotech Is Godzilla” com o cover do TitãsPolícia”. Continuando com o “Chaos A.D.” (1993), veio a “Territory”, uma bela introdução destruidora do Eloy e com vocais ainda mais energéticos do Derrick, em conjunto com a guitarra do Andreas fazendo os riffs intensos e o Paulo sempre mantendo a sua pegada nas melhores notas graves no baixo. E novamente no “Chaos A.D.” veio a “Refuse/Resist”, com a guitarra cada vez “pegando fogo” devido aos seus violentos riffs e o Eloy destruindo cada vez mais. Outra clássica da banda veio e foi “Arise”, música que dá o título ao álbum de 1991, onde nota-se o mais puro Thrash Metal feito pela banda.

Chegando para o final do show, veio o bis e tocaram mais três músicas: “Sepultura Under My Skin”; “Ratamahatta”, onde fizeram uma pequena adaptação nela, encurtando a música mas de
forma agradável e muito bem tocada, sem perder o ritmo dela. E para fechar essa ótima apresentação, veio “Roots Bloody Roots”, clássica da banda que sempre deixam para o final. Talvez, uma das músicas de maior sucesso da banda e sempre marcante quando tocada.

Claro que os integrantes do Sepultura deram um show em suas performances. Todos bem dedicados e focados na apresentação, com direito a algumas interações com os fãs e sempre simpáticos por parte deles. Simplesmente, esses caras em cima do palco, arrebentam, quebram tudo e tudo isso para deixar os fãs felizes. O Derrick Green e seus vocais matadores e poderosos, fez um excelente trabalho. Sem perder o ritmo, foi eficiente em todas as músicas, impressionando na sua agressividade, mandando muito bem nos seus graves mais potentes e guturais. O Andreas Kisser sempre representativo na banda, mandando ver nos riffs e solos mais intensos e energéticos. Carisma foi o que não faltou nesse excelente guitarrista e um dos melhores que o Brasil já teve.

O integrante original e o mais antigo da banda, Paulo Jr., sempre nos cativando e relevante em sua performance. Mandou muito bem no show, segurando bem nas notas graves e pesadas, mostrando as suas condições notáveis no instrumento e não parando por um segundo sequer. E tivemos a presença do grande Eloy Casagrande, que sinceramente, foi um dos maiores destaques do show, se não o maior destaque, pois uma banda tão fantástica como essa, fica difícil de falar qual foi o melhor no palco. É impressionante as técnicas dele e a insanidade desse cara tocando bateria ao vivo, por quê não é coisa para qualquer um. Sempre energético em cada música onde ficava mais agressivo, violento e sempre bem cadenciado em seus ritmos acelerados. Sem dúvidas, um dos maiores bateristas do Brasil.

Mais um show do Sepultura e mais uma performance digna e agradável feita pela banda. Uma apresentação de uma hora e meia que se passou despercebida, muito pelo fato deles serem produtivos e sempre empolgarem os fãs. Com o mais recente e excelente álbum “Machine Messiah”, é a prova que o Sepultura continua sendo uma das melhores bandas que o Brasil tem e a prova que eles tem bastante chão para continuarem produzindo discos e mais infinitos shows que nunca cansaremos de assisti-los.

E fiquem espertos que o Andreas, na metade do show, anunciou que teria mais um show do Sepultura e dessa vez ao lado do Krisiun ainda esse ano no Clube Atlético Juventus na Mooca. Não perderemos de jeito nenhum!

Setlist:

1. I Am the Enemy
2. Phantom Self
3. Kairos
4. Desperate Cry
5. Sworn Oath
6. Inner Self
7. Iceberg Dances
8. Choke
9. Dialog
10. Resistant Parasites
11. Biotech Is Godzilla / Polícia
12. Territory
13. Refuse/Resist
14. Arise

Encore:

15. Sepultura Under My Skin
16. Ratamahatta
17. Roots Bloody Roots

Line-up:
Derrick Green – Vocal
Andreas Kisser – Guitarra
Paulo Jr. – Baixo
Eloy Casagrande – Bateria



Texto por: Giancarlo Rossi
Fotos por: Wallace Andrade
Wallace Andrade

Wallace Andrade

Fotógrafo em Imprensa do Rock
Fotógrafo, formado em Comunicação Digital, amante da música.
Wallace Andrade