A prova de que o Korn é a melhor banda de Nu Metal do mundo

Quarta feira, dia 19/04, show do KORN no Espaço das Américas. A banda veio ao Brasil promovendo seu mais recente álbum “The Serenity of Suffering” (2016).

Com a grande surpresa da substituição do baixista Reginald Arvizu pelo jovem baixista filho de Robert Trujillo, o Tye Trujillo, todos os fãs ficaram mega surpresos com isso, primeiro pela ausência do “Fieldy” na turnê e segunda por se tratar de um garoto de 12 anos tocando baixo no KORN. As expectativas eram altas em relação a isso, todo mundo se perguntando: “Será que vai dar certo ?”, “Um garoto de 12 anos tocando no Korn, e agora ?”. Mas ao mesmo tempo, pensávamos: “Para o garoto estar substituindo o “Fieldy” que é um dos principais integrantes da banda, o Tye precisa ser muito bom né”.

Antes do KORN se apresentar, tivemos o grande guitarrista Robertinho do Recife e sua banda. Com 63 anos de idade, ele mostra o por quê ainda é um ótimo guitarrista. Tocando músicas de sua carreira e covers de bandas clássicas. Com excelentes solos na guitarra e interagindo um pouco com os fãs, fez uma boa apresentação.

Era umas 21:30 quando se apagaram as luzes e só se ouvia os fãs gritando sem parar e vibrando a cada momento. E quando o KORN subiu no palco, foi uma loucura e já abrindo o show com a excelente “Right Now” do “Take a Look in The Mirror” (2003), já mostrando que a banda veio para o Brasil para simplesmente quebrar tudo, com todos os fãs enlouquecendo e cantando a música sem parar.

Logo depois veio a “Here to Stay”, para agitar ainda mais o público. Depois quando o projetor no fundo mudou a imagem e apareceu a capa do “The Serenity Of Suffering”, foi a vez de tocarem uma música do álbum né e a escolhida foi a excelente “Rotting in Vain”, uma das melhores faixas do álbum, bem pesada e com vocais potentes. Só de ouvir a excelente introdução do “Somebody Someone”, o show continuava na mesma pegada. Em seguida, foi a vez de um cover, a escolhida foi a “Word Up!” do Cameo, muito bem tocada.

Continuando, veio a empolgante “Coming Undone”, complementando com uma pequena parte da clássica “We Will Rock You” do Queen. Voltando com o “The Serenity Of Suffering”, veio a “Insane”, com vocais ainda mais agressivos.

Continuando, o carismático Jonathan Davis interagiu um pouco com os fãs e isso já foi um aviso para a música “Y’All Want a Single”, onde o público foi ainda mais a loucura e todos cantando esse refrão matador: “Y’all want a single? Say fuck that Fuck that, fuck that”, foi espetacular.

Falando em espetacular, veio a “Make me Bad” do ótimo “Issues”, já é a segunda música da noite desse excelente álbum. “Shoots and Ladders” foi a próxima, com uma introdução bem bacana de gaita de fole, onde o Jonathan apareceu no palco com uma. Música clássica do primeiro álbum da banda e que teve uma pequena parte complementada da música do Metallica, “One”.

Quando acabou essa música, veio um maravilhoso solo do baterista Ray Luzier, fez um ótimo trabalho nesse solo, impressionando todo mundo que estava presente. E no final desse solo, escutávamos as baquetadas de leve no prato, e já sabíamos qual seria a próxima né, não podia ser outra, a não ser a matadora, insana e pesada “Blind”, onde já se abria quase duas rodinhas insanas. É espetacular os riffs dessa música, uma guitarra super pesada arrebentando tudo e os vocais insanos do Jonathan, sempre potentes e muito bem cuidados.

Em seguida foi a vez de tocarem duas músicas do “Life Is Peachy”: “Twist”, uma música bem curta onde o grande destaque dela é os vocais rápidos do Davis, e tocaram a “Good God”, mais um refrão que os fãs cantavam juntos: “Why don’t you get the fuck out of my face?! Now!” “Why don’t you get the fuck out of my face?! Now!”.

Chegando para o final do show, teve o famoso bis e foram duas músicas clássicas da banda que não poderia deixar de tocar: a primeira foi a “Falling Away From Me”, com aquela introdução muito marcante e caindo já pra um riff distorcido de guitarra.

E para fechar o show, não podia ser outra, senão a excelente “Freak on a Leash”, sem dúvidas a música mais famosa da banda, onde o Davis novamente dá um show no vocal, mandando ver nos versos rápidos que qualquer pessoa provavelmente travaria a língua.

Um grande show desse escolhido num excelente lugar, o grande Espaço das Américas, com um palco grande e excelente para a banda se apresentar, e excelentes iluminações que variavam entre cores fortes e ao mesmo tempo, luzes girando em que dá um tom perfeito para o show. Cada integrante ficou bem confortável no palco e cada um deles, teve os seus grandes momentos durante a apresentação.

O que falar do carisma do Jonathan Davis (vocal), cantando muito bem em cada música, com bastante energia até nos refrões mais difíceis em certas músicas, sempre se movimentado de um lado para o outro, sorridente o tempo todo e interagindo com os fãs, pedindo para eles cantarem algumas estrofes das músicas, até mesmo dos refrões. Outro destaque para o show, com certeza vai para o garoto de 12 anos Tye Trujillo (baixo), foi impressionante vê-lo tocar daquele jeito, com apenas aquela idade, soube representar muito bem a banda, sem medo de errar e que cada música tocada, ele levou numa simplicidade. No meio do show, ele até fez um solo de baixo com o baterista apoiando ele no ritmo, um garoto simpático que com certeza, conseguiu agradar os fãs.

Os guitarristas James Shaffer e Brian Welch sempre muitos representativos, com riffs pesados em cada música, efeitos variados nas guitarras em determinadas faixas e ajudando nos backing vocals. Tivemos também o Davey Oberlin, onde ficou nos teclados e sintetizadores. Ficou bem no fundo do palco, quase não se via muito ele, mas que foi importante na apresentação, devido as músicas da banda que sempre teve sintetizadores e teclados. E temos o baterista Ray Luzier, que entrou para a banda em 2007. Desde então, ele já mostrou bastante trabalho muito bem feito, muito bem representativo nos álbuns de estúdio e nos shows da banda pelo mundo. E nesse show, ele destruiu na bateria, tocou muito bem cada música com direito a um solo no meio do show.

O KORN fez uma apresentação de mais ou menos, 1:30, e sim, o tempo simplesmente voou, mas que com certeza, valeu cada minuto da apresentação deles. Foi uma noite espetacular, impressionante e emocionante, tudo no show ocorreu bem, devido aos seis integrantes super talentosos que é o KORN. Uma banda super simpática e com carisma, sem dúvida nenhuma, conseguiram agradar até demais os fãs presentes. Uma experiência dessas que só quem esteve presente, poderia sentir e vamos torcer para que eles retornem para o Brasil, o mais rápido possível.

Setlist:

1. Right Now
2. Here to Stay
3. Rotting in Vain
4. Somebody Someone
5. Word Up! (Cameo cover)
6. Coming Undone (with a snippet of Queen’s “We Will Rock You”)
7. Insane
8. Y’All Want a Single
9. Make Me Bad
10. Shoots and Ladders (with a snippet of Metallica’s “One”)
11. Drum Solo
12. Blind
13. Twist
14. Good God

Encore:

15. Falling Away From Me
16. Freak on a Leash

Line-up:

Jonathan Davis – vocal
James Shaffer – guitarra
Brian Welch – guitarra
Tye Trujillo – baixo
Ray Luzier – bateria
Davey Oberlin – teclado e sintetizador