Lo Fi e Day of Hate unem psicodelia agressiva e noisecore em álbum conjunto

The Magnificent Regressive Band é o resultado de duas baterias, duas guitarras e um baixo

A psicodelia agressiva do Lo Fi se juntou ao noisecore torto do Days of Hate e o resultado é a The Magnificent Regressive Band, um quinteto barulhento e despretensioso e seu registro de dez faixas, compostas e gravadas em um único dia. O lançamento é da Abraxas Records.

Ouça The Magnificent Regressive Band aqui: https://ps.onerpm.com/5532702907.

Duas baterias, duas guitarras e um baixo, cinco pessoas concentradas no home estúdio do Lo Fi, em São José dos Campos, para uma empreitada única.

The Magnificent Regressive Band tem peso em demasia, mas tem também jams psicodélicas, além de canções ora violentas, ora sutis.

“O melhor e o pior de nós, cheio de erros, acertos e exageros.”, como ambas as bandas definem este álbum e esta experiência de todos tocando juntos as composições criadas praticamente momentos antes de gravá-las.

Samuel, vocal e guitarra do Days of Hate, resume com brilhantismo o que se encontra neste disco:

“Os primeiros acordes da passagem de som foi virando riffs que logo mais ganhava linhas de bateria matadoras. O ‘blastbesta’ do Cesinha com as viradas polidas do Marcelo era a combinação perfeita. O baixo pesado e bêbado do Rogério dava aquele ar que fazia você viajar no tempo e ficar preso em woodstock, porém todos os riffs tinham assinatura dos solos transgressores do Thiago! O maluco tocando é igual ao pica-pau tocando piano!”.

Como tudo começou

Baltimore, 2015, durante a segunda turnê do Lo Fi nos EUA, juntos com Lotus Fucker, e foi aí que o noise entrou na vida do power trio, ainda com Rogério na guitarra.

“Enquanto na estrada ouvíamos hip hop, country e hardcore japonês, nos shows encontrávamos bandas com set list de 40 músicas com duração entre 5 e 25 segundos, máximo de barulho e microfonia numa jam frenética e cacofônica, emocionante e verdadeira, além do tradicional hardcore e punk”, eles lembram.

No mesmo ano, o Lotus Fucker veio ao Brasil junto com a lenda japonesa Sete Star Sept. O motorista: Rogério, o guitarrista do Lo Fi. Um dos destinos: o tradicional festival São Caos. Ali ele conheceu o Days of Hate.

Depois disso é história. “O tempo passou e no início de 2019, olhando para a fita cassete do Days of Hate e pensando num disco com um caráter inédito e para se divertir , decidiram então chamar Cesar e Samuel (o duo do Days of Hate) para gravar um split. Mas um split em que iríamos compor, tocar e gravar as músicas juntos”

Acompanhe o Lo Fi no instagram: instagram.com/lofipunkrock.

E o Days of Hate também: instagram.com/daysofhate.

Nós da Rede

Anderson Severo

Atua como baixista das bandas: Capa Preta Rock, Exclusão Social e Ligante Anfetamínico. Fundou o Selo Sub_Discos. Comunicador em Radio Putzgrila. www.radioputzgrila.com.br