Grave Digger: um espetáculo no Carioca Club – SP

Show do Grave Digger – Carioca Club – 26/03

“UM ESPETÁCULO NO CARIOCA”

Pela décima, os alemães do GRAVE DIGGER passaram pelo Brasil, trazendo a turnê do mais recente álbum “Healed by Metal”. Com muita energia, a banda fez um ótimo trabalho e ficaram marcados mais uma vez no Brasil.

A banda nacional ARMAHDA foi encarregada de abrir a casa.

Constituída de um quinteto, esse metal bem interessante que fazem, agitou o público e trouxe de quebra, um pouco de história aos palcos. É que em seus temas líricos, falam sobre guerras históricas. Tocaram duas baladas e as outras bem velozes. O vocalista Maurício Guimarães impressionou bastante, devido ao seu excelente vocal. Uma banda também muito simpática com boas interações com o público, agradecendo a produtora, os fãs que estavam presentes e da honra deles abrirem para o GRAVE DIGGER.

Por volta das 20:00, os integrantes do da alemã aguardadíssima pela galera, sobem no palco, foi um de cada vez e os fãs não paravam de vibrar e gritar, falando o nome da banda direto.

A banda começou justamente com a “Healed by Metal”, onde pode se ouvir todos cantarem com bastante energia no refrão. Sendo a turnê do novo álbum, foram tocadas 4 músicas dele, “Healed by Metal”, “Lawbreaker”, “Hallelujah” e “Call for War”. Porém, foram tocadas músicas de outros álbuns, sendo assim, ficou um repertório bem variado.

Ao todo foram 19 músicas, onde teve faixas dos primeiros álbuns até os mais recentes. Destaque para as músicas, “Witch Hunter”, do segundo álbum, super empolgante; “Lionheart”; a clássica “Excalibur”; “Rebellion (The Clans Are Marching)” uma das músicas mais famosas da banda, onde foi fantástico ver a banda e os fãs cantando juntos o refrão; “Highland Farewell”, onde tem uma introdução linda no teclado e não poderia deixar de tocarem a clássica “Heavy Metal Breakdown”, faixa do primeiro álbum, foi a que fechou a noite. Foi tocada de uma maneira maravilhosa, onde o Chris interagia com o público pedindo para cantarem várias vezes o refrão.

O vocalista Chris Boltendahl fazendo a parte dele com vocais poderosos e precisos; o guitarrista Axel Ritt e o baixista Jens Becker sempre participativos, empolgando os fãs com solos e riffs muito bem elaborados; o baterista Stefan Arnold estava num ritmo bem acelerado, devido ao seu talento no instrumento e temos o tecladista Marcus Kniep, que faz o papel de mascote da banda, vestindo uma capa com capuz preto e uma máscara de caveira.

O carisma e a simpatia da banda foi algo marcante, a todo momento o Chris interagia com o público. E foi impressionante ver a empolgação e a vibração dos fãs, cantando as músicas e os refrões bem alto, e sempre que possível, gritavam o nome da banda.

Um ponto negativo do show foi o tecladista Marcus Kniep, por mais que ele fez a sua parte tocando bem nas músicas, foi o menos participativo, ficando atrás dos outros integrantes no palco, e ainda tinha momentos em que as luzes nem refletia nele e mal conseguíamos vê-lo. Por ser o mascote da banda, a presença dele poderia ser mais relevante. Outro ponto também, quase chegando no final do show, ele fez um solo de teclado sem graça que não empolgou, devido à habilidade dele, poderia ter se esforçado melhor.

Em 1:40 de show, foi um espetáculo feito por esse quinteto alemão de Power Metal, as músicas ficaram bem distribuídas, sem pressa nas execuções e cada integrante mostrando as suas habilidades.

A simpatia dos membros da banda, fez com que o show ficasse ainda melhor e tomará que o quinteto volte ao Brasil ainda mais vezes.

Set List:

1. Healed By Metal

2. Lawbreaker

3. Witch Hunter

4. Killing Time

5. Ballad of a Hangman

6. Season of the Witch

7. Lionheart

8. The Round Table (Forever)

9. Tattooed Rider

10. The Dark of the Sun

11. Hallelujah

12. Morgane le Fay

13. Keyboard Solo

14. Excalibur

15. Rebellion (The Clans Are Marching)

Encore:

16. The Last Supper

17. Call For War

Encore 2:

18. Highland Farewell

19. Heavy Metal Breakdown

 

LINE UP:

Chris “Reaper” Boltendahl (vocal)

Axel “Ironfinger” Ritt (guitarra)

Jens Becker (baixo)

Marcus Kniep (teclado)

Stefan Arnold (bateria)

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Texto: Giancarlo Rossi

Revisão: Paula Alecio