Entrevista exclusiva: Queensrÿche – Michael fala sobre a banda

O Queensrÿche é uma banda norte-americana de metal progressivo formada em 1981 em Seattle, Washington. Já lançaram onze álbuns na carreira, e continuam gravando e fazendo shows. o último álbum lançado foi em 2015, intitulado de “Condition Human”. 

Michael Wilton – o guitarrista e principal compositor da banda –  gentilmente nos concedeu essa exclusiva, confira:

1.Como você vê a cena de heavy metal estes dias?

Pessoalmente, acho que a cena do heavy metal sempre foi um forte movimento undergroug,que sempre teve fãs leais e dedicados. As vezes, algumas bandas podem ganhar mais visibilidade e popularidade. Se você é afortunado bastante ganhar um Grammy você poedrá  obter um sucesso enorme, principalmente hoje com o Youtube e outros meios que podem facilitar um sucesso momentâneo.

2.O que vocês mais gostam quando você estava aqui no Brasil?

O Queensryche teve grande sucesso em turnê pela América do Sul. Tocamos em grandes festivais como o Rock In Rio, e pudemos visitar outras grandes cidades. O que é tão especial para mim,  é que os fãs são tão apaixonados pela música. Nós realmente sentimos que a energia durante o desempenho no palco e que torna muito mais agradável para nós.

3. Houve rumores de um conflito na última aparição da banda no Brasil em 2012. O que mudou disso?

2012 marcou a história do Queensryche, onde a mudança foi definitivamente necessária em seus negócios e, bem como direção musical. E nem todo mundo estava feliz com isso. O conflito de que você fala aconteceu em São Paulo antes de um show. Foi uma implacável e embaraçosa briga infantil que quase cancelou o show. Isso selou nossa decisão de avançar com a mudança. Desde então tem sido uma reconstrução do Queensryche.

 4. Quando o metal pesado entrou em sua vida? Quais são suas maiores influências?

No início da década de 80, quando estávamos imersos na grande cena de metal que vinha da Inglaterra e da Europa, estávamos todos comprando álbuns importados e comprando revistas importadas como a Kerrang. Fomos fãs de Judas Priest, Black Sabbath, Acept, Rainbow, UFO e Iron Maiden para citar alguns. Algumas de minhas influências de guitarra foram Michael Schenker, Ritchie Blackmore e Uli Roth.

5.De 1982 a 2016: Como vocês definem “Queensryche” e o processo evolutivo da banda nesses anos?

É difícil descrever Queensryche com uma descrição de uma palavra. Temos muitas influências, então talvez uma banda de rock melódico com influências de heavy metal progressivo.

6. Que novas bandas você acha que pode ser o futuro do Heavy Metal?

Eu sou um fã de Gojira e Mastodon. Mas certamente estou esquecendo muitos.

7. O que inspira você a compor?

Inspiração vem a mim em tantos níveis diferentes. É algo que tenho feito há muito tempo. Eu acho que quando meu subconsciente começa a jogar melodias ou riffs, eu começo a agarrar e começar a construir. Eu sei que é o que todo mundo diz, mas meu processo nunca é o mesmo. Eu apenas vou com o fluxo.

8.Qual é o seu relacionamento com os fãs brasileiros?

Conheci muitos fãs brasileiros recentemente que vieram para os Estados Unidos, Reino Unido e Europa, para nos ver tocar. E eles estão sempre perguntando quando vamos voltar para o Brasil. Posso dizer que o nosso manager está trabalhando nisso. Precisamos reconstruir o nosso relacionamento com os promotores, por isso estamos esperançosos que será em breve.

9.Qual é a mensagem da banda para os fãs?

Obrigado por acreditar e apoiar Queensryche. E obrigado por apoiar a música ao vivo.

Seus integrantes são:

  • Todd La Torre – Vocais (2012-atualidade)
  • Michael Wilton – Guitarra, Voz (1981–atualidade)
  • Parker Lundgren – Guitarra (2009–atualidade)
  • Eddie Jackson – Baixo, voz (1981–atualidade)
  • Scott Rockenfield – Bateria, Percussão, Teclas (1981–atualidade)

Pauta Elaborada por Mônica Dias

Tradução: Paula Alecio

Paula Alecio

Paula Alecio

Diretora, redatora e Apresentadora do Unimetal em Imprensa do Rock
Paula Alecio