Ego Kill Talent : “Uma Surpreendente apresentação no Sesc Pompeia”

Formada por Jean Dolabella (bateria e guitarra), Jonathan Correa (vocal), Raphael Miranda (bateria e baixo), Niper Boaventura (guitarra e baixo) e Theo Van Der Loo (guitarra e baixo), o Ego Kill Talent acaba de fazer uma apresentação no Sesc Pompeia em São Paulo. Formada em 2014, a banda já lançou dois EPs: “Sublimated” (2015) e “Still Here” (2016) e em Janeiro de 2017, lançou o seu primeiro álbum intitulado “Ego Kill Talent”.

Escutando o disco de estreia da banda, percebemos na potência e sonoridade que ela tem a nos oferecer. Devido aos integrantes muito talentosos, músicas empolgantes e composições agradáveis, o resultado foi bem positivo e muito apreciável. E com isso, fui lá conferir esse resultado no Sesc e visualizar, a performance da banda ao vivo e se eles realmente, souberam cumprir o que eles fizeram no primeiro álbum.

Com um local razoavelmente cheio, a banda entrou no palco às 21:30h, como previsto para começarem a apresentação e muitas vibrações podemos sentir pelos fãs. Iniciando com a faixa “Just To Call You Mine”, já percebemos que a noite seria surpreendente e divertida. Executada de maneira eficaz, a banda veio para mostrar a sua potencialidade e ganhando os bons aplausos dos fãs e fazendo com que eles não parassem de agitar. De cara também, percebemos claramente, a aptidão dos membros da banda, todos muito bem empenhados e representativos.

Sublimated” foi a próxima, talvez a música de mais sucesso banda. Assim como na música anterior, já diga-se de passagem, na impressionante voz do Jonathan Correa, bem cuidadoso e com bastante energia. Um aspecto interessante da banda, é que eles fazem a troca de instrumentos entre os integrantes em algumas músicas específicas. O Jonathan é o único fixo nos vocais, já os outros fazem essa troca. Foi o que aconteceu na música “We All”, onde bem no começo dela, deu uma pequena falha na guitarra do Jean, mas que depois isso foi arrumado logo e nem prejudicou a banda. Eles puderam tocá-la de forma competente que animava cada vez mais o público.

The Searcher” foi a próxima, com um belo riff de guitarra bem desempenhada e intensa. Depois veio a “Same Old Story”, uma balada muito bonita que chegando para o final da canção, entra num andamento mais agitado com guitarras distorcidas, finalizando ela num ritmo mais pesado e que com certeza, encantou os fãs. Em seguida veio a “Old Love and Skulls”, mantendo na mesma pegada das outras músicas.

Fizeram de novo a troca de instrumentos para a música seguinte, que foi a “Heroes, Kings and Gods”, mais uma vez falando do desempenho de cada integrante da banda. É incrível cada um deles, da empolgação, da felicidade e do prazer de estarem se apresentando naquela noite em São Paulo. Sem passar despercebido, nessa excelente música que executaram de forma esplêndida.

Novamente, teve a troca de instrumentos e tocaram duas músicas: “Still Here” e “Last Ride”, duas excelentes composições frenéticas com refrões marcantes e divertindo a galera que não parava de vibrar.

De novo e a última vez, fizeram a troca dos instrumentos e o Jonathan avisou que vão tocar as saideiras. O show estava tão bom que o tempo passou despercebido e todos queriam que a banda continuasse. Daí, ele disse que vão tocar uma música nova do álbum que estão para lançar e queria que todos gostassem. Chama-se “My Own Deceiver”, que sinceramente falando, é uma música fascinante, fiquei impressionado com ela e por causa disso, esperaremos ansiosamente esse novo álbum lançar.

E por último, encerraram com a “Try (There Will Be Blood)”, que por sinal é a última faixa do álbum “Ego Kill Talent”. Uma ótima música que deixou os fãs satisfeitos para que voltassem tranquilos e felizes para a casa.

É incrível o desempenho de cada integrante do Ego Kill Talent, todos comprometidos, empolgados e dedicados com a apresentação.

O talento deles é algo surpreendente, cada um fazendo excelentes trabalhos e vale ressaltar que eles fazem as trocas de instrumentos em músicas específicas, mostrando a eficiência deles em mais de um instrumento. Com exceção do Jonathan Correa que é o único fixo nos vocais. E por falar dele, que performance fantástica, com vocais potentes e muito agradáveis, e interagindo direto com os fãs, falando da honra de estarem se apresentando naquela noite, da felicidade de saber que os fãs estavam muito contentes, agradecendo muito a eles presentes e claro, a banda sempre muito ovacionada pelo público.

Vale também destacar o Jean Dolabella, ex-integrante do Sepultura e do Diesel. Aqui ele mostrou todas as habilidades que tem, tocando bateria e guitarra. Muito bem representado nos dois instrumentos, demonstrando a capacidade e competência na batera, que já conhecíamos por ter feitos ótimos trabalhos no Sepultura e no Ego, ele não deixou para trás e mandou ver na performance. E na guitarra, conseguiu agradar pela dedicação e esforço em nos oferecer uma boa sonoridade no instrumento com boas melodias feitas por ele.

Com apresentação de uma hora de duração, o Ego Kill Talent fez um show muito prazeroso, animado, divertido e carismático. Executando excelentes músicas muito bem compostas e elaboradas, a banda mostrou o potencial que tem nessa noite. Agora, é esperar mais trabalhos e mais shows dessa talentosa banda que nos tem muito mais a oferecer daqui para frente.

Setlist:

1. Just To Call You Mine
2. Sublimated
3. We All
4. The Searcher
5. Same Old Story
6. Old Love And Skulls
7. Heroes, Kings And Gods
8. Still Here
9. Last Ride
10. My Own Deceiver
11. Try (There Will Be Blood)

Line-up:

Jean Dolabella – Bateria e Guitarra
Jonathan Correa – Vocal
Raphael Miranda – Bateria e Baixo
Niper Boaventura – Guitarra e Baixo
Theo Van Der Loo – Guitarra e Baixo

Texto por: Giancarlo Rossi
Fotos por: Wallace Andrade

Agradecimentos a equipe de assessoria de imprensa do Sesc Pompeia pelo credenciamento concedido.