Confira o LineUp completo do Maximus Festival 2017

Maximus Festival 2017 acaba de fechar seu line up ao confirmar mais seis bandas que se apresentarão em Interlagos, no dia 13 de maio.

Na segunda edição do Maximus Festival, você poderá assistir aos ícones do rock alemão Böhse Onkelz, no palco Maximus; a banda americana Hatebreed e a brasileira Nem Liminha Ouviu, no palco Rockatansky, e também The Flatliners junto aos brasileiros Dead Fish e Oitão, no palco Thunderdome.

Para a edição de 2017, o festival já havia confirmado outras nove atrações:

No palco Maximus, o headliner Linkin ParkSlayerRob Zombie Red Fang; no palco Rockatansky, o headliner Prophets of RageFive Finger Death Punch e Ghost; e no palco Thunderdome, o headliner Rise Against e também Pennywise.

Em 2016, no dia 07 de setembro, São Paulo sediou a primeira edição do Maximus Festival

Festival que nasceu com o propósito de se tornar uma referência para os novos cenários do rock mundial. Os 25 mil fãs presentes viveram a incrível experiência de estar em um festival de padrão internacional, com quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se revezaram nos três palcos, além de aproveitarem as opções de entretenimento, gastronomia e diversão montadas em uma área de 200 mil metros quadrados em Interlagos.

A nova edição do Maximus Festival repetirá a configuração do evento de 2016

Com os palcos Maximus e Rockatansky, montados lado a lado, estrutura que foi completamente aprovada pelo público. Também retorna o sistema de pagamento Cashless, que eliminou as filas, dando mais conforto aos consumidores. Uma grande novidade na edição 2017 será a escalação das bandas que se apresentarão no palco Thunderdome, que será inteiramente dedicado ao hardcore.

Seguindo a tradição de grandes festivais como o Wacken e o Hellfest

A Move Concerts e as 2,5 mil pessoas que trabalharam na organização da primeira edição do Maximus Festival apostam suas fichas na qualidade e na construção lenta e cuidadosa do evento para que se torne o “irmão” sul-americano desses festivais poderosos, o melhor festival de hard rock em nosso continente, mas com as cores e os temperos latinos.

No sábado, dia 13 de maio de 2017, um novo capítulo desta história será escrito, com a realização da segunda edição do Maximus Festival. Tudo embalado pelo mesmo cuidado com as atrações especiais de gastronomia, entretenimento e diversão que transformaram em um enorme sucesso a primeira edição do evento.
Ainda existem ingressos à venda no site Livepass.com.br. Os valores iniciais vão de R$ 220 a R$ 800 reais. O festival conta com o patrocínio da SKY e da BUDWEISER e apoio do MONSTER energético. Confira mais informações no serviço abaixo.

NOVAS ATRAÇÕES

BÖHSE ONKELZ
A banda alemã Böhse Onkelz foi fundada em 1980 por Stephan Weidner (baixo), Kevin Russel (vocal) e Peter “Pe” Schorowsky (bateria). O quarto membro da banda, Matthias “Gonzo” Röhr (guitarra) juntou-se a eles em 1981 e, desde então,eles se tornaram uma das mais bem sucedidas bandas alemãs de rock de todos os tempos.

O Böhse Onkelz começou na pequena e vibrante cena punk em Frankfurt, e logo encontrou sua verdadeira vocação dentro do gênero hardrock. Isto provou ser o começo de seu sucesso e, em 1992, o álbum Heilige Lieder alcançou o número 5 nas paradas musicais. Depois de outros sucessos entre os 10 primeiros lugares nas paradas musicais, o Böhse Onkelz se tornou uma parte crucial e permanente do panorama musical alemão.

Após lançar seis álbuns que alcançaram o número um consecutivamente, a banda decidiu dividir-se em 2004, devido ao problema de drogas, hoje resolvido, do cantor Kevin Russel. Eles tocaram em seu último show na frente de uma plateia de 120 mil fãs.

Em 2014, o Böhse Onkelz anunciou seu retorno, que foi recebidocom um incrível entusiasmo por seus fãs. Os dois shows que marcaram a volta da banda reuniram 200 mil pessoas na lendária pista de corrida de Hockenheimring, na Alemanha – sendo apenas superados pelos quatro shows que fizeram em 2015, atraindo uma multidão de 350 mil pessoas. Outras bandas de renome internacional que se apresetaram na mesma ocasião foram Motörhead, Limp Bizkit, Machine Head, Rose Tattoo, Soulfly e muitos mais.

O novo álbum Memento foi lançado em 2016 e imediatamente alcançou a posição número um das paradas musicais. A turnê que se seguiu ao álbum teve ingressos esgotados em poucos dias e bateu o recorde de vendas, atingindo a marca de 10 milhões de tickets.

HATEBREED
Com determinação firme, unidade e dedicação, o Hatebreed se reafirmou como uma das bandas mais fortes do heavy metal com seu sétimo álbum, The Concrete Confessional, lançado em 2016.

Desde 1994, o quinteto de Connecticut, nos Estados Unidados, composto por Jamey Jasta (vocais), Chris Beattie (baixo), Wayne Lozinak (violão), Frank Novinec (guitarra) e Matthew Byrne (bateria), subiu para a elite das bandas mundiais de hardcore e heavy metal com uma indicação ao Grammy Awards, as participações em palcos principais de diversos festivais e uma enorme legião de fãs em todo o mundo. Em 2013, a banda ficou entre os 20 melhores nas paradas da Billboard Top 200, com o álbum The Divinity Of Purpose, que vendeu mais de 17 mil cópias apenas na primeira semana do lançamento.

“Não há nada melhor do que amplificadores na nossa cara, riffs que batem direto no peito e letras que despertam um novo pensamento e lhe dão uma carga”, declara Jasta. “Esse é o nosso DNA musical. Podemos ser quem somos. Nós não precisamos incorporar qualquer tendência. Podemos apenas ser Hatebreed. Há alguns novos destaques no cenário musical, mas você sabe quem somos nós.”

O álbum The Divinity Of Purpose levou a banda para novas áreas do mundo, como os festivais no Reino Unido, Finlândia, Noruega, Alemanha e Europa Oriental, além de terem se apresentado no Ozzfest, no Japão. Também se apresentaram em Woodstock, na Polônia, diante de 400 mil pessoas. Em 2015, a banda abriu shows do Slipknot durante uma turnê no primeiro semestre, entre as aparições no festival Rock On The Range e Welcome to Rockville, além do Motörhead’s Motörboat, que contou com Slayer e Motörhead.

No segundo semestre de 2015, a banda voltou para os Estados Unidos e entrou no estúdio com o produtor Zeuss (Rob Zombie, Soulfly) para gravar seu mais novo trabalho, The Concrete Confessional. Em janeiro de 2016, o álbum foi mixado por Josh Wilbur (Megadeth, Lamb Of God). “Nós realmente tivemos uma boa vibração no estúdio”, afirma Jamey Jasta. “Para nós, a gravação mostra a instantaneidade desse momento”.

Hatebreed já percorreu um longo caminho desde a cena underground dos anos 90. Sua jornada os levou a um GRAMMY® Award, em 2005, na categoria de “Melhor Performance de Metal” por “Live For This”, vendendo mais de 1,2 milhão de discos e alcançando o primeiro lugar na parada Billboard  DVD, com o trabalho Live Dominance, de 2009.
Agora, a banda roda o mundo com a turnê do seu mais novo álbum, The Concrete Confessional, lançado em maio de 2016. O Hatebreed se apresenta no palco Rockatansky Stage, no Maximus Festival 2017.

THE FLATLINERS
A carreira do The Flatliners é um testemunho de perseverança e dedicação. Com uma formação que nunca se desviou dos membros originais, que se conheceram ainda adolescentes, a banda já registrou inúmeras milhas na estrada e acumulou uma legião de fãs dedicados ao longo do caminho. Formada por Chris Cresswell (vocal e guitarra), Scott Brigham (guitarra), Jon Darbey (Baixo) e Paul Ramirez (Bateria), a banda se encaminha para completar 15 anos, em 2017, se apresentando de bares a festivais e salas de concertos da Europa.

O grupo apareceu no cenário musical com uma exuberância juvenil em seu álbum de estreia, Destroy To Create, em 2005, e desde então vem aprimorando seu estilo com cada lançamento subseqüente: The Great Awake, em 2007, Cavalcade, em 2010, Dead Language, em 2013, e Division of Spoils, em 2015.

Em 2015, após uma grande turnê, The Flatliners decidiu passar a maior parte do ano fora da estrada para recarregar as energias e passar mais tempo com amigos e familiares. O vocalista e guitarrista Chris Cresswell conta que “encontrar um equilíbrio entre a vida em casa e na estrada é uma tarefa difícil, mas admito que é necessário.”

O tempo de inatividade provou ser um movimento benéfico para a banda e, apesar de parecer que estavam por baixo, havia muita coisa acontecendo nos bastidores. No início de 2015, os artistas se reencontraram e lançaramNerves, um EP de duas canções, que chegou ao público em 28 de outubro de 2016. A gravação apresenta as músicas “Hang My Head” e “Mud”, ambas segundo Cresswell, um gostinho do que está por vir no próximo álbum do The Flatliners, que será lançado ainda esse ano.

DEAD FISH

A banda de hardcore formada em Vitória, no Espírito Santo, comemorou 25 anos de trajetória, repleta de conquistas, em 2016. Consagrada como um dos principais grupos de hardcore no Brasil por seu discurso político progressista, a banda aborda, na maioria de suas letras, a saúde e educação pública, além de denunciar, sem meios termos, a desigualdade, desonestidade, preconceito, hipocrisia e violência no país.

Uma história que começa com quatro anos de estrada, duas demo tapes e alguns shows pelas cidades capixabas, quando aparece a oportunidade de assinar com uma gravadora independente, lançando, em 1998, seu primeiro álbum. Contrariando as expectativas de qualquer disco independente, Sirva-se vendeu mais de 10 mil cópias em apenas um ano de divulgação.

Em seguida, afim de produzir e distribuir um CD próprio, a banda montou, em 1999, a “Terceiro Mundo Produções Fonográficas”, que deu vida aos três trabalhos seguintes dogrupo, Sonho médio, que entrou para a história do hardcore nacional; Afasia e Ao Vivo, este último uma compilação de seus três primeiros discos, gravado em 2002 no Hangar 110, o “berço” do rock em São Paulo.

Em 2003, pela gravadora DeckDisc, o Dead Fish entra em estúdio para gravar Zero e um, seu quarto disco, lançado em 2004. Responsável pela maior vendagem da banda, o álbum alcançou mais de 30 mil cópias em apenas um ano de lançamento. Também em 2004, ganhou projeção nacional ao receber o VMB de “Banda Revelação” e lançou, em parceria com a emissora, seu primeiro DVD, o MTV Apresenta DeadFish.

Em 2006, ainda pela DeckDisc, surgiu um novo disco, intitulado Um homem só, com sons de sucesso como “Oldboy”, “Destruir tudo de novo” e “Obrigação”. No ano seguinte, fez sua primeira turnê fora do Brasil, com cerca de vinte shows entre Alemanha e República Checa. Dois anos depois, em 2009, lançou o sétimo e mais recente álbum, Contra todos, que trouxe ao DeadFish, mais um VMB, desta vez, na categoria de “Melhor Banda de Hardcore”.

Para comemorar vinte anos de carreira, em novembro de 2011, gravaram no Circo Voador, no Rio de Janeiro, seu segundo DVD, “DeadFish 20 anos”, que trouxe músicas das diferentes fases e participações especiais de amigos da banda. Além de diversas turnês como “headline”, o Dead Fish já abriu shows para grandes nomes do punk rock e hardcore internacionais como BadReligion, Ignite, Pennywise, RiseAgainst e Shelter.

Com o apoio dos fãs em projeto de financiamento coletivo, o Dead Fish lança, no ano seguinte, o disco Vitória, que traz, entre as 14 faixas, as preferidas do público: a faixa título “Vitória”, “912 passos” e “Selfegofactóide”. Em 2016, o ano em que a banda comemora 25 anos de toda essa trajetória, já começou com o pé direito com a turnê no Chile, passando por Coquimbo, Santiago, Talca e Valparaíso.

Agora, o Dead Fish segue em sua nova turnê com o show de comemoração do aniversário da banda. O show, que está passando pelas princiais cidades do país, carrega no repertório os sons que marcaram cada um destes 25 anos de história. E ainda este ano, a banda, uma das mais respeitadas do país em seu estilo, tem planos de gravar novo DVD, também comemorativo. A gravação deve acontecer em um final de semana de agosto, em uma casa de shows de São Paulo.

OITÃO

O Oitão surgiu no cenário da música rock em 2008, com letras ácidas e carregadas de protesto, embaladas em um som hardcore sujo e raivoso inspirado em ícones como Ratos de Porão e Sepultura. A banda formada na capital paulista por Henrique Fogaça (vocal), Ed Chavez (baixo), Marcelo BA (bateria) e Ciero (guitarra) tem se dedicado à divulgação do seu mais recente álbum, Pobre Povo (2015), o segundo da discografia.

Pobre Povo chega para mostrar a versatilidade criativa de seus músicos: foi produzido pelo próprio guitarrista do quarteto e chama atenção por ter Fogaça, renomado chef de cozinha e jurado do MasterChef Brasil, um dos programas de maior audiência da TV, atrás do microfone.

Com uma performance furiosa e consagrada no cenário underground brasileiro, o Oitão promete apresentações ainda mais potentes com músicas novas, como “Podridão Engravatada”, “Doença” e “Imagem da Besta”. A reputação artística do Oitão é sacramentada logo no disco de estreia, 4º Mundo (2009), que reuniu os renomados músicos Jão (Ratos de Porão), Marcão (Lobotomia) e Marcus D’Angelo (Claustrofobia).

Oitão já dividiu o palco com bandas como Ratos de Porão, Olho Seco, Dead Kennedys, Brujeria, Nuclear Assault, Extreme Noise Terror e Exploited, e acumula passagens pelos mais renomados festivais de rock do Brasil como Abril Pro Rock, Metal Land, Porão do Rock, Virada Cultural em São Paulo e Manaus, e Máquina Profana, além do Projeto Música Extrema do Sesc.

Alinhado com a tendência e demandas do mercado musical, a banda mantém uma loja online com produtos oficiais e oferece grande variedade de itens, das clássicas camisetas a avental de cozinha e roupa para bebês. Em suas redes sociais, concentra uma base de fãs com mais de 30 mil seguidores e para expandir tudo o que plantou até aqui, o quarteto pretende entrar em estúdio ainda em 2016 para registrar novas canções.

NEM LIMINHA OUVIU

Quem tem mais de 30 anos com certeza curtiu muito algum LP que o renomado músico e produtor Liminha colocou em suas mãos. Seja tocando ou produzindo, ele sempre esteve presente nas bandas: Liminha tem parcerias com Gilberto Gil, tocou nos Mutantes e produziu bandas como Paralamas do Sucesso, Titãs, Lulu Santos, O Rappa, Ultraje a Rigor, entre outras.

Nos anos 80, muitas bandas surgiram e os principais produtores fonográficos, como João Augusto, Jorge Davidson, Sérgio Lopes, André Midani, Roberto Augusto, Marco Mazzola, Mariozinho Rocha e Liminha, não ouviram ou não deram a oportunidade necessária para muitas bandas que talvezQuincy Jones e o Jack Andino teriam dado.

As bandas “marginais” dos anos 80 trabalhavam pelo direito à liberdade de expressão e com isso sofriam preconceito e repressão militar, por isso a maioria delas acabou e poucas conseguiram reconhecimento, e é aí que entra a banda NEM LIMINHA OUVIU, que homenageia os arquitetos do rock brasileiro.

Nem Liminha Ouviu foi o jeito bem humorado de reconhecer a importância que muitas bandas poderiam ter se tivessem sido mais reconhecidas. Inevitavelmente, você já ouviu alguma música dessas bandas que NEM LIMINHA OUVIU: são clássicos do rock nacional que sempre viveram a beira do sucesso anônimo e que hoje são resgatadas por quem esteve presente em parte da história contada nas letras ou representada nos palcos das casas de show da época, como Dama Xoc, Circo Voador, Projeto SP, Rose Bombom, Madame Satã e muitas outras pelo Brasil.

Mas nada que o tempo não resolva: depois de 20 anos, chegou o momento do reconhecimento guardado na memória de cinco músicos paulistanos, que trazem a tona um repertório que mais parece um disco. NEM LIMINHA OUVIU traz aos palcos uma interpretação na voz de Tatola, ex-vocalista das bandas Muzak, Cabine C, Fellini, Nau, Violeta de Outono, Inocentes, Não Religião, GUETO, Escola de Escândalo, 365, Varsóvia, Replicantes, entre outras. Na melhor essência do rock, a banda é formada ainda por Wecko (guitarra), Marcão (baixo), Jacaré (bateria) e Gabriel (guitarra).
NEM LIMINHA OUVIU é um resgate da música que a história não contou e que a geração atual também não conheceu e nem se lembrou. Se você acha que óculos Ray-Ban de armação colorida ou preta é uma invenção dos tempos das bandas de internet, está enganado; procure imagens dessas bandas e chegue a conclusão de que qualquer semelhança pode ter sido um mero conselho de pai.

 

Fonte: Midiorama

*Revisão: Paula Alecio