Um perfil de Instagram para quem curte metal e viagens

Se você se interessa por música e viagens, o multiinstrumentista finlandês Ukri Suvilehto pode ser uma grande inspiração.


O cara foi o primeiro Youtuber na Europa a ter patrocínio da maior empresa de baterias e percussões do mundo, a Pearl Drums, quando ele só tinha 16 anos. Além de tocar em várias bandas incríveis, curtir bandas brasileiras como Korzus, Sepultura e Krisiun, ele é super gente boa, acessível e já morou no Brasil.

Ukri deu uma entrevista exclusiva para o Imprensa o Rock.

Que tal conhecer mais um pouco sobre o músico?

Segue abaixo a entrevista exclusiva e em português com o multiinstrumentista finlandês Ukri Suvilehto.


Imprensa do Rock: Primeiramente, agradecemos a oportunidade de saber mais sobre seu trabalho. Atualmente você é baterista do Abbath, já tocou na banda finlandesa Whispered e você tem um projeto solo muito interessante, um EP chamado “Syövereistä” que foi lançado em 2013. Neste projeto, você fez tudo praticamente sozinho e inclusive o lançou de maneira independente. Gostaríamos de saber mais sobre seu trabalho solo.
Como você traduziria “Syövereistä” to English? Usei o Google tradutor, mas não ficou muito claro, por isso gostaria que você nos dissesse.

Ukri Suvilehto: A melhor tradução que consigo pensar é “Das profundezas“. Syövereistä é uma palavra complexa e neste contexto possui um significado simbólico. No entanto, essa tradução é a mais adequada.

Imprensa do Rock: O que te inspirou a começar este projeto solo?

Ukri Suvilehto: É um pouco difícil dizer quando e como exatamente. O primeiro instrumento que comecei a tocar foi a guitarra e ela sempre me serviu como ferramenta para compor. Comecei a tocar guitarra aos sete anos e desde então componho minhas próprias músicas. Tenho uma visão musical sobre muitos elementos. Desde a fase de composição e execução através de diversos instrumentos até a produção.  Entretanto, nunca dei vazão à minha criatividade em um contexto mais abrangente dentro das bandas nas quais toquei. Assim, foi um passo natural criar um projeto no qual eu pudesse pessoalmente decidir cada detalhe. Em 2012, passei por uma profunda mudança de consciência e bem-estar. Como resultado, minha criatividade se expandiu e eu fiquei determinado a me dedicar mais ao meu projeto solo. “Syövereistä” foi o resultado natural de todo esse processo e foi também meu segundo lançamento solo. Mais detalhadamente, em 2010, lancei um EP chamado Todellisuus‘ e usei o nome de Psykoosi. Este projeto não é muito conhecido, mas para mim é muito importante e está disponível no meu canal do Youtube.

Imprensa do Rock: Neste projeto, você foi responsável pelos vocais, bateria e guitarra. Você é sua própria banda. Quais foram os desafios de criar um trabalho tão complexo?

Ukri Suvilehto: Não houve desafios muito grandes na criação de “Syövereistä“. Não tão grandes quanto os desafios que tenho enfrentado em meu último trabalho e que ainda não terminei. Na verdade, “Syövereistä” foi quase como um trabalho mágico para mim. Foi um processo muito natural, pois estava transbordando de inspiração e criatividade. Seria até mais fácil dizer quais não foram os desafios de lançar este álbum. O grande desafio é, claro, lidar com a imensa quantidade de trabalho, uma vez que tudo está em suas mãos. Você compõe a música, letras e arranjos. Fica responsável pela produção em diferentes estágios, executa as músicas através de diversos instrumentos e faz a maior parte da gravação. Colabora com outros artistas e engenheiros de som. E, faz a parte artística e a divulgação. Ainda por cima, promove o projeto sozinho.

Imprensa do Rock: Apesar de ter sido um projeto solo, você teve ajuda. Poderia falar um pouco sobre as pessoas que colaboraram com você nesse projeto?

Ukri Suvilehto: Lars Eikind, da banda Before The Dawn“. Um músico talentoso e cantor fantástico, me ajudou com a parte instrumental. Enviei os arranjos para diferentes instrumentos de cordas e ele organizou tudo. Jari Haipu do Vermivore também me ajudou. Ele tem um toque da alma ao tocar e tocou guitarra da terceira música.
Mirka Anttonen, foi outra artista que participou do projeto. Conheci Mirka através de sua outra banda e pedi que participasse. Ela me mostrou alguns de seus quadros e rascunhos que haviam sido influenciados por um sonho que ela teve. Tudo se encaixou perfeitamente no tema do meu álbum. Fizemos a pós-produção e digitalização com a ajuda de meu talentoso irmão, Otso Suvilehto. A fase de produção de som ficou a cargo de Juho Räihä. Ele trabalha em seu estúdio SoundSpiral Audio e toca guitarra na banda Swallow The Sun. Juho gravou a bateria e fez a mixagem e masterização. Trabalhei com ele em seu estúdio durante todo o processo.

Imprensa do Rock: Você lançou este EP em 2013, ele está disponível no Youtube e no Bandcamp. Você é bastante presente em seus canais de mídia social, tais como Facebook e Instagram. Além disso,você é realmente muito acessível à todos que estejam interessados em seu trabalho. Como vê o trabalho de um músico, hoje, com relação à interação em canais de mídia sociais, o acesso fácil e gratuito às músicas e a divulgação do trabalho através desses canais?

Ukri Suvilehto: Bem, fui o primeiro baterista na Europa a receber patrocínio da Pearl Drums somente por minha atividade nas redes sociais. Quando era adolescente, ganhei fama mundial por causa dos meus vídeos no Youtube. Também sou um cara cuja careira e identidade social foram fortemente influenciadas pelas redes sociais. Tanto que parei completamente por muitos anos e sofri as consequências, mas também aprendi lições muito importantes. As redes sociais tornaram-se, sem dúvida, o maior canal para artistas compartilharem seu trabalho. Isso naturalmente tem seus prós e contras. Pessoalmente, não vejo problema algum que as as maneiras mais tradicionais de divulgação e publicidade estejam desaparecendo. Tudo está em constante transformação e é assim que deve ser.
No entanto, da mesma maneira que as redes sociais enriquecem as vidas das pessoas, acredito que exista também uma tendência de elas fazerem com que as pessoas se tornem entediadas, alienadas, egocêntricas e viciadas.

Imprensa do Rock: Você esteve em turnê com o Abbath, viajou por muitos países e já esteve no Brasil. Você tem a oportunidade de ouvir bandas dos países que visita? Você conhece bandas brasileiras?

Ukri Suvilehto:: Geralmente, existe essa possibilidade, em viagens à trabalho ou lazer. Claro que conheço o Sepultura, Korzus, André Matos e o Krisiun, só para citar algumas.

Imprensa do Rock: Agradecemos muito a oportunidade de conhecer melhor seu trabalho e esperamos encontrá-lo no Brasil. Estamos nos seus planos?

Ukri Suvilehto: Muito obrigado mesmo! O Brasil, definitivamente, está em meus planos de turnê e viagens, mas quando for o momento certo.

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marilima

Repórter e professora.
"Sem a música, a vida seria um erro."
Friedrich Nietzsche
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