THORHAMMERFEST – 2018 – 2• Dia 01/06

O segundo dia do festival começou cedo, as 15:30 sobe ao palco a Futhärk, folk metal de Guarapuava – PR, formada em 2013, tocaram além de seu repertório autoral, tributo a grandes nomes do folk metal mundial.

Visual bem característico, usando Kilt, mesclando o peso do metal às melodias das culturas vikings, celtas.

A baixista Maria e o guitarrista Mateus entraram a pouco para a banda e já estavam bem integrados.

Tocaram canções do Eluveitie, Amon Amarth, Finntroll, fazendo a alegria da galera que dançaram e banguearam bastante. Terminaram a apresentação com Vodka da Korpiklaani, agitando mais ainda o público.

Senti falta de tocarem mais som autoral.

Futhärk:

João Wünsch (Acordeon/Flautas/vocais)

Pedro Wünsch (Guitarra/Backing vocals)

Mateus Gechele (Guitarra/vocais)

Maria Helena Wünsch (Baixo/Backing vocals)

Felipe Raul Rachelle (Bateria/vocais).

Set list
1- When The Trolls Leave The Stones
2- Wanderer (Amon Amarth)
3- Land of Freedom
4- Thousandfold (Eluveitie)
5- The Mad King
6- Inis Mona (Eluveitie)
7- Trollhammaren (Finntroll)
8- In The Forest
9- Vodka (Korpiklaani)

 

As 16:20 é a vez dos cariocas da Tamuya Thrash Tribe, folk metal com letras voltada a nosso folclore, deuses, escravidão, abolicionismo, lendas indígenas, religião afro, demarcação das terras indígenas e luta pela liberdade.

O principal objetivo da banda é mostrar ao mundo a grandeza e a beleza da história brasileira,exaltando não somente personagens como Zumbi dos Palmares, Tiradentes e Lampião, mas também o lado mais sombrio da história e cultura brasileira, mostrando tudo aquilo que ficou de fora dos livros didáticos e das salas de aula.

Excelente a escolha deles para o festival, pois nós também temos nosso folk.

Além dos instrumentos clássicos metálicos a banda conta com percussão ( atabaque, chocalhos), com som nitidamente notado. Thrasheira de responsa, curti muito o som, a mensagem e as brincadeiras: Nos falaram que vieram trazer a palavra de Tupã, que tomam cachaça dentro do coco. Nos trouxeram a versão nua e crua  de nossa história aliado ao som pesado e brutal. A cada som aumentava a empolgação dos bangers da platéia que curtiram muito o show, fazendo o bate cabeça e o mosh pit.

Show de muita energia e de orgulho pelo trabalho desses músicos.

Tamuya Thrash Tribe:

Luciano Vassan (guitarra e voz)

Leonardo Emanoel (guitarra)

João Paulo Mugrabi (baixo)

Bruno Rabello (bateria)

e Paula Perez  na percussão

 

Set list

1-The Voice of Nhanderú (VoN)

2-Uti Possideti

3- The Last of the Guaranis

4-Tamuya

5-Violence in Blood

6-Senzala/Favela

7-Imortal King

 

 

Em seguida conferimos o trabalho de nossos hermanos argentinos, Einher Skald.

Por Odin, que banda linda, puro viking metal, criativos, simpáticos. Melodias gostosas, vocal grave.

Abriram com “Burning Shore”, death metal com uma bateria matadoura, vocal gutural, agitando a galera, começando a batalha rumo a Valhalla.

Pela segunda vez tocando no Brasil, estavam bem a vontade, cumprimiram um setlist que agradou muito aos presentes.

EINHER SKALD:

Gunnar Gunthwulf – Vocal, Baixo |

Hrothgar Langurskegg – Vocal, Guitarras |

Roderik Radulfson – Vocal, Guitarras |

Baldhar – Bateria

Franco Filippi – Violino

 

Set List

1- Burning Shore

2- Battle at Midgard

3-The last howl of the Wyrd

4- Fylfot

5- Mud and Blood

6-Raise your Horns

7-Drinking in Valhalla

 

 

Representando nosso metal, se apresentaram a seguir, a Armored Dawn, em sua turnê pelo seu segundo disco “Barbarians In Black”, desceram a lenha na continuidade da festa.

Conhecidos de nosso público, fizeram um show enérgico acompanhados pelo público que cantaram e agitaram muito.

Armored Dawn

Eduardo Parras – Vocal

Timo Kaarkoski – Guitarra

Tiago de Moura – Guitarra

Tiago Giovanetti – Baixo

Rodrigo Oliveira – Bateria

Rafael Agostino – Teclado

 

Set List

1-Bloodstone

2-Chance to Live Again

3-Eyes Behind the Crow

4-Men of Odin

5-Survivor

6-Sail Away

7-Gods of Metal

8-Barbarians in Black

9-Beware of the Dragon

 

A quinta apresentação ficou a cargo dos noruegueses da Blot. Fizeram tremer o chão do Clube Piratininga com a força de seu black/viking metal. Com repertório  baseado na maioria em seu álbum “Ilddyrking”, lançado em 2015 fez a galera balançar a cabeleira como se não houvesse amanhã.

Subiram ao palco como se estivessem voltando vitoriosos de uma batalha, com o corpo pintado de vermelho simulando sangue dos inimigos. E o que sentia quando via o vocalista Jan Lindeland e seus companheiros era a força de um guerreiro Viking.

Começaram com a faixa título do álbum “Ilddyrking”, com um vocal gutural forte, gestos de força e domínio, seguido de “Chains Forever Unbond”, com a bateria incansável e precisa de Stig.

Jan, mostra sua tatuagem em homenagem ao Sepultura levando o público ao delírio, sempre simpático pergunta se queremos mais Black Metal, e manda pau no set list.

“Blot” foi a música que mais agitou o mosh deixando o sentimento de dever cumprido para a banda.

Agradeceram e tenho certeza que ficaram felizes e emocionados em tocar para o público brasileiro. E nós gostamos muito.

Blot:

Ruben Gentékos – Guitarra

Bengt Orstad – Guitarra

Jan Åge Lindeland – Vocal

Stig Reinhardtsen – Bateria

Osvald Egeland – Baixo

 

Set List

1-Ilddyrking

2-Chains Forever Unbound

3-Sound of the Horde

4-I Takt

4-Fimbulwinter

5-God of War

6-Death to All

7-Blot

8-Dead

9-Ruslende

 

Antes da última atração quero dizer que todos os músicos que tive contato nesse festival e que vi interagindo com outras pessoas, foram simpáticos, solícitos às fotos,  conversando com alegria. Foram 8 horas de confraternização e boa música.

Hora da sexta e última atração, os headliners da Manegarm, que no dia anterior se apresentou em formato acústico, agora iam tocar plugado.

Palco impecável supervisionado pelo grupo sueco, todos vestidos com camisas pretas com um Mjolnir (martelo de Thor) de patch na manga. Detalhe que me fez ficar emocionada.

Com a introdução da “Blodorn” já  demonstram que o setlist será poderoso, faixa do último disco fizeram o público se emocionar e arranhar um sueco na cantoria. Para a próxima o baixo de Erik anunciou a “Tagen av Daga”, enlouquecendo mais um pouco a galera, totalmente envolvidos no som. Mesclaram sons antigos com os do álbum de 2015, Manegarm.

Erik nos apresentou a banda e agradeceu ao público, fez o merchan da cerveja da banda e continuam a rolar mais som.

Vocal perfeito, harmonia dos instrumentos.

Cada música foi acompanhada do público com muita empolgação, mas a “Sons of War” e “Odin Owns Ye All”, tenho certeza que muitos saíram do festival com dor de garganta.

Terminam o show com a belíssima “Hemfard,” já deixando saudades.

Espero que voltem mais vezes em nossas terras e já aguardo ansiosa a próxima edição do THF

Manegarm:

Erik Grawsio – Vocal e Baixo

Jakob Hallegren – Bateria

Markus André – Guitarra

Tobias Rydsheim – Guitarra

Martin Bjorklund – Violino e Guitarra

Set list:

  1. Blodorn
  2.  Tagen av daga
  3. Fimbultrollet
  4. Kraft
  5. Sons of war
  6. Nattsjal Dromsjal
  7. Hordes od Hell
  8. Vedergallningens Tid
  9. I Evig Tid
  10. Call of the Runes
  11. Odin Owns Ye All
  12. Hemfard

Agradeço a produção do evento pelo credenciamento e a oportunidade de ter presenciado um espetáculo tão lindo como o THF , e ao Imprensa do Rock.