The Exploited @ Fabrique Club – São Paulo/SP (15/06/2019)

Depois dos shows cancelados no ano passado devido aos problemas de saúde do vocalista Wattie Buchan, a banda de punk rock The Exploited remarcaram a turnê pela América do Sul nesse ano e os shows aconteceram em junho com oito datas pelo continente, sendo quatro no Brasil: Curitiba, Limeira, São Paulo e Belo Horizonte. Formado em 1979 na Escócia, atualmente, além do Wattie, o quarteto é completado por Wullie Buchan (bateria e irmão do Wattie), Irish Rob (baixo) e Matt Justice (guitarra). Marquei presença no show de São Paulo, realizado na Fabrique Club com abertura da banda paulistana de hardcore Ação Direta.

Ação Direta

Formado em 1987, em São Bernardo do Campo (SP), atualmente, Ação Direta traz em sua formação Gepeto (vocal), Denis (guitarra), Galo (baixo) e Marcão (bateria). Contendo oito álbuns de estúdio em sua carreira, o conjunto realizou um show de aproximadamente 45 minutos de duração, músicas como: “Dias de Luta”, “Nunca Mais”, “No Poder”, “Conspiração”, a nova “Na Cruz Da Exclusão”, “Fatalidades”, “Artificial”, “Corpo Fechado”, o cover do Dorsal Atlântica “Caçador da Noite”, fizeram parte do seu repertório. O show contou também com a participação especial do Diego Parmito, vocalista do Forbidden Ideas, que subiu no palco para executar “Crueldade”. Bem a vontade no palco, mandando seu ótimo hardcore punk com músicas cantadas em português e muita porrada, Ação Direta agradou o público que chegou mais cedo para prestigiar essa apresentação, fazendo alguns baterem cabeça no meio da pista.

Line-up:

Gepeto – Vocal
Denis – Guitarra
Galo – Baixo
Marcão – Bateria

The Exploited

Logo após o show do Ação Direta, a cortina é fechada para os preparativos do show do The Exploited. Nesse tempo, o público foi aumentando e se acomodando pela casa. Dentro de uns 30 minutos de espera, eis que a cortina é aberta e o quarteto já se encontravam no palco, todos em seus lugares e preparados, iniciam o repertório com “Let’s Start a War (Said Maggie One Day)” do álbum homônimo lançado em 1983 e “Fightback” do “Beat the Bastards” de 1996, nesses momentos, as rodas no meio da pista já se abriram, a empolgação dos fãs estava enorme e o quarteto estava arrebentando no palco.

Após, veio “Dogs of War”, “The Massacre” do álbum homônimo de 1990 e “UK 82” do “Troops of Tomorrow” de 1982, os mosh-pits na casa só aumentavam com direito a banhos de cervejas e muita porradaria. O repertório do The Exploited seguia nessa pegada, músicas aceleradas, repleto de riffs de guitarra frenéticos, vocais potentes, bateria com andamentos rápidos, uma insanidade no palco. Continuando, veio “Chaos Is My Life” do último álbum “Fuck the System” de 2003, “Dead Cities” do EP homônimo de 1981 e “Alternative” (outra faixa do “Troops of Tomorrow”). Depois, “Why Are You Doing This to Me” do “Fuck the System”, “Rival Leaders” do “Let’s Start a War” de 1983 e “Troops of Tomorrow”, cover da clássica banda de punk rock The Vibrators lançado no disco “V2” de 1978, o Exploited regravaram essa música em 1982, dando título ao segundo disco de sua carreira.

Duas faixas do “Fuck the System” foram tocadas: “Noize Annoys” e “Never Sell Out” e na sequência, foi a vez do “Punk’s Not Dead” de 1981 entrar em jogo, primeiro álbum de estúdio da banda, com a música “I Believe in Anarchy”. Wattie, Wullie, Irish e Matt quebravam a cada momento e a presença de palco da banda é excepcional, bem agitados e a vontade, The Exploited souberam e muito agradar os fãs presentes. E o setlist seguia na melhor maneira possível com “Holiday in the Sun”, “Don’t Forget The Chaos” do “Horror Epics” de 1985, “Beat the Bastards”, “Cop Cars”, “Porno Slut”, “Fuck the System”, “Army Life”, “Disorder” e a clássica “U.S.A.”, uma das composições mais esperadas pelos fãs.

No bis, o baterista Wullie anuncia a música “Sex & Violence” e convida vários fãs a subirem no palco e participarem da execução. Prontamente atendido, várias pessoas subiram ao palco e se juntaram a banda naquele momento, sem o Wattie no palco, o Irish e o Matt já haviam retornado, o Wullie volta para a bateria e dão início na música, e quem assumiu os vocais principais ? Foram os próprios fãs. Umas três pessoas com o microfone na mão, se encarregaram de cantar toda a música, virando uma completa festa e muita diversão. Finalizado a execução, a galera se retira do palco, o Wattie retorna e tocam mais três músicas: “Maggie”, a clássica “Punk’s Not Dead” e finalizam a apresentação com “Was It Me”. Um grande repertório que passou por praticamente toda a sua discografia, contendo ao todo 27 músicas executadas, ter comparecido nessa noite na Fabrique Club valeu e muito a pena.

Setlist:

1. Let’s Start a War (Said Maggie One Day)
2. Fightback
3. Dogs of War
4. The Massacre
5. UK 82
6. Chaos Is My Life
7. Dead Cities
8. Alternative
9. Why Are You Doing This to Me
10. Rival Leaders
11. Troops of Tomorrow (The Vibrators cover)
12. Noize Annoys
13. Never Sell Out
14. I Believe in Anarchy
15. Holiday in the Sun
16. Don’t Forget The Chaos
17. Beat the Bastards
18. Cop Cars
19. Porno Slut
20. Fuck the System
21. Army Life
22. Disorder
23. U.S.A.

Encore:

24. Sex & Violence
25. Maggie
26. Punk’s Not Dead
27. Was It Me

Line-up:

Wattie Buchan – Vocal
Wullie Buchan – Bateria
Irish Rob – Baixo
Matt Justice – Guitarra

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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