TESTAMENT: exclusiva com Chuck Billy

Chucky Billy – TESTAMENT –  comenta sobre os shows que acontecerão no País: “…Nós estamos planejando um show de 90 minutos”; Sobre a produção do novo álbum:  “….Tivemos muitas brigas durante a produção”; A temática do novo álbum: “…é uma sociedade secreta formada há 6000 anos atrás”…

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O Testamentum dos nomes mais importantes do thrash metal de todos os tempos ao lado de Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax, se apresenta, neste final de semana, em São Paulo (19/08 – Carioca Club) e Rio de Janeiro (20/08 – Circo Voador).

Informações sobre os shows AQUI!

Os shows fazem parte da turnê promocional do poderoso novo álbum “Brotherhood of the Snake” pela América LatinaAinda há ingressos à venda em ambas as cidades. Conversamos com Chuck Billy, que nos contou como serão os shows e sobre vários outros assuntos, como o Big 4 e se poderia se apresentar ao lado de um artista pop como Lady Gaga (como fez o METALLICA).

  1. Vamos já começar falando sobre os shows que farão pelo País (SP e RJ)? O que os fãs brasileiros, as Testament Legions do Brasil podem esperar para esses shows?

Chuck: Bom, acabei de descobrir que tocaremos no mesmo local que tocamos em 1989, em nossa primeira vez no Brasil! (haha). Então, vai ser um local especial. Nós estamos planejando um show de 90 minutos. Vamos tocar ao menos cinco músicas do novo álbum e voltar para o Legacy, New Order, os álbuns clássicos. Nesses 90 minutos eu imagino que vamos tocar umas dezessete músicas. Vai ser um show mais extenso, bem maior do que fizemos lá em 1989. [risos] A banda está bem descansada, estamos começando a tour, e por isso faremos um show com muita energia, com certeza terá muita energia!

  1. Sobre a turnê desse ano: Em 2015 vocês passaram por mais cidades pelo País, dessa vez, tem menos na tour. Poderia comentar o porque?

Chuck: Acho que essa será até mais longa essa nossa turnê. Faremos, se não me engano, 14 shows em diferentes cidades com esse promotor. Em 2015 fizemos em 12 locais com um promotor diferente.

  1. O novo álbum “Brotherhood of the Snake” (2016), teve uma ótima aceitação dos fãs. Vocês acompanharam isso? Como está a resposta ao novo material?

Chuck: Os fãs responderam muito bem. A aceitação está ótima. Eu acho que esse material é o melhor da nossa carreira, falando musicalmente, liricamente e até no quesito produção. Ficamos muito empolgados quando o álbum ficou pronto porque foi difícil de terminá-lo. A gente simplesmente não conseguia concordar com a hora de terminá-lo, o que criou muita tensão. Tivemos muitas brigas durante a produção, conflitos para melhorias. Mas quando finalizamos, adoramos o trabalho. Com todos os músicos que temos, Alex, Gene, Eric, Steve, que fizeram um ótimo trabalho em suas partes, ficou incrível.  Temos muito, muito orgulho desse álbum. Principalmente, porque após 30 anos, pra mim, criar algo tão forte é incrível.

  1. A escolha do tema principal do álbum: “Brotherhood of the Snake”, principalmente nas letras, tem há ver com os iluminati?

Chuck: Isso mesmo, é uma sociedade secreta formada há 6000 anos atrás, e eles acreditavam que foram criados por alienígenas, basicamente, e quando começamos a produzir o álbum, esse tema apareceu como conexão com os alienígenas. Também tem o lance de sermos como uma irmandade na banda agora, somo como irmãos, brigamos como irmãos. Nos pareceu legal, e também curtimos o lance da cobra, a imagem sempre fez parte da banda, achamos que seria um bom tópico para falarmos sobre.

  1. Falando sobre irmãos, você tem uma banda com seu irmão Steve Souza (vocal do Exodus também, a Dublin Death Patrol. Vocês estão produzindo algo? Quais os planos?

Chuck: Não temos conversamos sempre sobre isso. Apesar de ser uma banda de fãs tocando suas músicas favoritas por diversão, acabamos gravando 2 álbuns. Não diria que nunca faria mais nada, seria divertido, poderíamos fazer algo.

  1. Já que falamos no EXODUS, no começo do ano eu entrevistei o Paul Bostaph, do SLAYER e fiz uma pergunta muito difícil pra ele. Eu perguntei que banda, EXODUS ou TESTAMENT, seria parte de um Big 5, se é que poderia existir um Big 5, com as bandas mais incríveis dos Estados Unidos. Ele não respondeu à minha pergunta, disse que tinha que ser um Big 6. E a mesma coisa eu pergunto pra você. Como você responde a isso?

Chuck: Eu penso da mesma forma. Quando você chama de Big 4 é por uma razão, é porque essas quatro bandas todas tinham álbuns de platina naquela época em que todos nós começamos. Então, isto é verdade. O termo Big 4 está certo. TESTAMENT, DEATH ANGEL, OVERKILL, nenhuma de nós poderia se encaixar no Big 4. Nós todos viemos depois disso.

  1. O Metallica se apresentou com a Lady Gaga no Grammy 2017. Vocês fariam uma apresentação com um artista pop como eles fizeram?

Chuck: Sabe que eu não sei. Não sei até me encontrar numa situação dessas. Se eu tocasse em um grande evento desses, acho que eu seria aberto a esse tipo de coisa sim, mas para uma apresentação apenas.

  1. Não seria para uma turnê? [risos].

Chuck: Definitivamente não[risos].

  1. Sei que vocês conhecem bem o SEPULTURA, mas aqui vai uma pergunta que sempre faço, que é sobre nossas bandas brasileiras. Vocês conhecem, ouvem, alguma de nossas bandas?

Chuck: Bom, o SEPULTURA é a única que conhecemos, desde o começo. Nós acabamos de terminar uma turnê com eles e com o PRONG, faz só alguns meses, e foi muito bom para gente. Era estranho como nunca tinhamos dividido o palco antes, mesmo nos conhecendo esses anos todos. Foi muito bom fazer a turnê com eles.

  1. Chucky, sabemos que você passou por problemas sérios de saúde. Poderia comentar um pouco sobre?

Chuck: Eu tive câncer em 2011. Tratei com medicina tradicional e quimioterapia, mas também busquei algo mais espiritual, dos índios dos Estados Unidos. Eu nunca tinha me aberto para essas coisas antes, até então, e me ajudaram muito na recuperação. Me deixaram mais próximo da minha família e amigos. Agora estou bem.

  1. Você sendo um cidadão americano, como vê os acontecimentos recentes em Charlotsville (Virginia – EUA)? O que acha de tudo isso?

Chuck: Acho que é lamentável. Os Estados Unidos percorreu um grande caminho e agora querem voltar para escravidão. Se pararmos para refletir sobre isso, é tão surreal pensar em regredir dessa forma, e deixar coisas assim acontecerem numa época como hoje. Não consigo entender o porquê. É difícil acreditar que algo assim ainda possa acontecer.

  1. Deixe um recado pra galera que nos lê!

Chuck: Estamos bem descansados, ansiosos pelos shows, faremos apresentações mais longas, com 90 min de duração, vamos cobrir muito do novo material, mas também os clássicos. Teremos um belo momento juntos, encontro vocês lá! Não percam.

Agradecimentos: Paula Alecio, pela valorosa ajuda na transcrição em tempo record desta entrevista.