Supla e Glen Matlock @ Sesc Belenzinho – São Paulo/SP (12/01/2019)

O Sesc Belenzinho, no dia 12 de janeiro, recebeu o carismático, divertido e simpático SUPLA, também conhecido como O Charada Brasileiro ou Papito. Divulgando seu mais recente álbum “Illegal” lançado no ano passado, 15º disco da carreira do Papito, o álbum contém duas versões, uma cantada em português e a outra cantada em inglês, e nesse show, ele nos apresentou as faixas do disco e mais alguns clássicos de sua carreira. Mas esse show foi mais do que especial, pelo simples motivo que tivemos a honra em presenciar Glen Matlock, ex-baixista da formação original da clássica banda de punk rock Sex Pistols. Isso mesmo. Glen Matlock foi o convidado especial para esse grande show que estávamos prestes a prestigiar.

Um ótimo público estabelecido na comedoria do Sesc Belenzinho, os músicos sobem ao palco e por último o SUPLA, trajando uma jaqueta e calça branca, e ainda sem o Glen presente, dão início ao espetáculo com a empolgante “Illegal”. Depois, escutamos pelas caixas de som, a voz do Silvio Santos apresentando o SUPLA dizendo: “O Charada Brasileiro, O Charada Brasileiro, aonde você está Supla ?”, logo, o próprio SUPLA diz: “Estou aqui em São Paulo”. É executada justamente “O Charada Brasileiro” do álbum homônimo de 2001. Voltando para o “Illegal”, veio “Fuck Politics” e indo para o “Diga o que Você Pensa” de 2016, foi tocada “Anarquia Lifestyle”, composição mais lenta com um refrão bem marcante.

Retornando aquela pegada mais intensa, veio “Humanos” e quando finalizada, o SUPLA fez uma breve interação com o público, deu boa noite, fez um agradecimento, jogou uma cópia em cd do “Illegal” para a galera e jogou um compacto da música que seria a próxima do setlist do show, de um lado do compacto é a “Eu Vou Até Tokyo” e do outro “Waiting in Tokyo”, a mesma música com a versão em português e a outra com a versão em inglês, e a escolhida para executar foi a da versão em inglês, que por sinal, uma ótima composição. Gritos de “Papito, Papito…” e de imediato, foi emendada duas músicas: “Is This Love” do Bob Marley e “Parça da Erva”. Executou apenas trechos de cada música, para depois vir o hit “Green Hair (Japa Girl)”.

Na próxima música, o SUPLA disse: “Gostaria de dedicar essa música a essas pessoas que são famosas sem talento”, sendo assim, veio “Cresça e Aconteça”, onde no refrão, pegou um celular de uma pessoa que estava no público e o utilizou para se exibir, simulando tirar uma foto, uma selfie para ser mais específico, fazendo referência a letra da composição. Em seguida, veio a balada “If You Accept Me” e na sequência, o Papito anuncia a clássica “Garota de Berlim”, tira a sua jaqueta ficando com uma regata branca toda resgada.

SUPLA agradece a presença de todos e chegou a hora do momento mais esperado da noite, SUPLA anuncia no palco, Glen Matlock. Glen sobe ao palco com seu violão e com inúmeras ovacionadas do público, dá uma boa noite, se posiciona no palco e assumindo os vocais e violão e o SUPLA indo para a bateria, o Alexandre deixou um pouco o palco, executam “Pretty Vacant” do clássico “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols” de 1977, primeiro e único álbum de estúdio do Sex Pistols. Com o SUPLA permanecendo na bateria, Glen manda “Hook in You”, faixa do seu primeiro álbum solo “Good to Go” lançado no ano passado, excelente composição numa pegada blues.

Ainda no mesmo disco, Matlock manda outra faixa dele, “Won’t Put the Breaks On Me”, onde o Alexandre retorna ao palco, foi para a bateria, enquanto o SUPLA foi para o centro do palco ficando ao lado do Glen para fazer os backing vocals durante a execução. Composição numa pegada bem rock and roll. Logo, executam o hit “God Save the Queen” do Sex Pistols, onde o Glen e o SUPLA assumiram os vocais, o Glen cantou a primeira parte, o SUPLA a segunda e no refrão, os dois cantaram ao mesmo tempo. Que espetáculo vê-los executar esse grande clássico do punk rock e com as grandes vibrações do público.

Após, o SUPLA deixou o palco para o Matlock comandar “Blank Generation”, composição da banda de punk rock Richard Hell and the Voidoids. O Papito voltou ao palco e executaram o hino do punk rock “Anarchy in the U.K.”, onde o SUPLA dessa vez, assumiu os vocais. Possivelmente, o maior clássico do Sex Pistols e foi a única faixa do “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”, onde o Glen Matlock assumiu o baixo na gravação de estúdio. Gerando muitas empolgações do público cantando os trechos e os refrões a plenos pulmões. Na sequência, dois covers foram tocados: a dançante “Dancing with Myself” do Billy Idol e “Blitzkrieg Bop” do Ramones. As duas foram cantadas pelo SUPLA, e claro, mais ovacionadas, mais agitações pelo público víamos a cada instante e cantaram as estrofes de cada composição.

Depois, “Ao Som Que Eu Vivi”, mais uma faixa do “Illegal”, foi executada em português com pequenos trechos em inglês, e ao final da execução, o Papito pegou uma camiseta com a estampa do seu próprio rosto e jogou para a galera. Outro cover foi executado, dessa vez, “Should I Stay or Should I Go” do The Clash, clássico indiscutível do punk rock. Bem vibrante e com o SUPLA e Glen intercalando nos vocais durante a execução. O SUPLA agradece ao público e todos os integrantes se retiram do palco.

Em segundos, o próprio SUPLA pergunta: “Vocês querem mais ?”. O público responde positivamente e de imediato, toda a banda retorna ao palco e antes de finalizarem o show, o Papito pede a todos para que aplaudissem o Glen Matlock por ter participado da apresentação, lógico, muitas ovacionadas a ele e ele próprio agradeceu a todos pelos aplausos. O Charada Brasileiro anuncia “This Ain’t the Ballad of Johnny Stiff”, outra do “Illegal”, essa no caso, da versão em inglês. Cantada pelo SUPLA e algumas estrofes pelo Matlock.

Chegando ao final da apresentação tocam “(I’m Not Your) Steppin’ Stone”, escrito pela dupla de compositores Tommy Boyce e Bobby Hart, onde a primeira gravação dessa música, foi realizada pela banda Paul Revere & the Raiders e ficou bem conhecida pela versão que a banda The Monkees gravou. O Glen assumiu os vocais e é uma composição bem bacana contendo um bom refrão. O Papito fez a apresentação dos músicos saindo todos bem aplaudidos e fez a saideira da noite, executando o clássico “Imagine” do lendário John Lennon, em uma versão mais rápida e pesada. O SUPLA agradece a todos pela presença e para finalizar, o Glen pega seu próprio celular e junto com o Papito e os músicos, faz uma selfie com a galera.

As performances dos músicos foram sensacionais. O SUPLA em palco é puro divertimento. Cantou, dançou, tocou bateria, interagiu muito bem com o público, foi simpático, distribuiu camiseta, cd, compacto, cantou em português, cantou em inglês, a presença de palco do Papito era algo completamente prazerosa e sentimos essa grande empolgação, assim como o público se empolgou em cada música do set. O Glen Matlock fez a alegria de muitas pessoas que estavam presentes nesse espetáculo. Participou mais da metade do show, tocou violão e cantou várias músicas, sua presença foi simplesmente incrível. Bem simpático e uma grande dedicação, facilmente, conseguiu agradar aos presentes. E a química dele com o SUPLA e a banda, foi excepcional. Cada execução foi de se fascinar.

Falando dos outros músicos, cada um foi excelente. Confesso que fiquei impressionado com todos eles. Todos bem talentosos e competentes. O guitarrista Bruno Luiz foi de se fascinar pela tamanha técnica que detém no instrumento. Seus ótimos riffs variados conforme cada composição e seus excelentes solos de guitarra foram um espetáculo. O baixista Henrique Baboom bem participativo em palco e se mostrava bem empolgado na apresentação. O baterista Alexandre Lafelice bem habilidoso e preciso, e o tecladista Mateus Schanoski, ficando um pouco atrás do palco no canto direito, mas sua presença nas execuções foi notável e cada nota tocada foi excepcional.

SUPLA, Glen Matlock e os talentosos músicos acompanhados, realizaram uma apresentação extremamente divertida, empolgante e memorável. Quem esteve presente nessa grande noite, simplesmente presenciou um belíssimo show histórico e graças a isso, saímos da comedoria do Sesc felizes e com sorrisos na boca.

Setlist:

1. Illegal
2. O Charada Brasileiro
3. Fuck Politics
4. Anarquia Lifestyle
5. Humanos
6. Waiting in Tokyo
7. Is This Love (Bob Marley Cover) / Parça da Erva
8. Green Hair (Japa Girl)
9. Cresça e Aconteça
10. If You Accept Me
11. Garota de Berlim
12. Pretty Vacant (Sex Pistols Song)
13. Hook in You (Glen Matlock Song)
14. Won’t Put the Breaks On Me (Glen Matlock Song)
15. God Save the Queen (Sex Pistols Song)
16. Blank Generation (Richard Hell and the Voidoids Cover)
17. Anarchy in the U.K. (Sex Pistols Song)
18. Dancing with Myself (Billy Idol Cover)
19. Blitzkrieg Bop (Ramones Cover)
20. Ao Som Que Eu Vivi
21. Should I Stay Or Should I Go (The Clash Cover)

Bis:

22. This Ain’t the Ballad of Johnny Stiff
23. (I’m Not Your) Steppin’ Stone (Paul Revere and The Raiders Cover)
24. Imagine (John Lennon Cover)

Line-up:

Supla – Vocais e Bateria
Glen Matlock – Vocais e Violão
Alexandre Lafelice – Bateria
Bruno Luiz – Guitarra
Henrique Baboom – Baixo
Mateus Schanoski – Teclados

Fotos: Leandro Almeida

Giancarlo Rossi

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
Giancarlo Rossi

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