Stick Men @ Carioca Club – São Paulo/SP (24/08/2018)

Algo que sempre coloco como prioridade e logo, preciso comparecer ao show, é quando vem algum integrante ou quem já passou pelo King Crimson, porque são sempre shows imperdíveis e na última sexta-feira a noite no Carioca Club, não foi diferente com a presença do STICK MEN, projeto liderado por Tony Levi, Pat Mastelotto (ambos do King Crimson) e o multi-instrumentista Markus Reuter e ainda agregando a participação mais que especial do violinista Davis Cross (presente em 3 álbuns clássicos do Rei Escarlate).

Antes em 2016 tinha assistido ao Adrian Belew (tocou nos anos 80 no King Crimson) e o próprio Cross que veio participar do show da banda brasileira Dialeto (recomendo).

O local estava com um público de razoável para bom, onde a maioria esperaria apenas músicas da banda liderada por Robert Fripp, mas ledo engano, a maioria foram pedradas e viagens experimentais do STICK MEN.

Pontualmente Reuter e Cross subiram ao palco para mandarem a “Introductory Soundscapes” para depois o restante completar.

O carequinha Levin com o seu excêntrico Chapman Stick, um instrumento que pode reproduzir sons de baixo, teclado e guitarra já dedilhou para começar a viagem que seria o show.

A banda mandou logo duas faixas do álbum “Deep” de 2012: “Hide the Trees” e “Cusp”, duas pauladas sonoras com muita complexidade em cada virada.

Depois para alegrar os fãs que vieram com apenas um intuito, 2 clássicos do King Crimson: “The Talking Drum” e “Lark’s Tongue in Aspic, Part Two”. Reuter mandou muito bem no riff com a sua touch guitar.

Eles voltaram para outra do “Deep”: “Crack in the Sky”, em que Levin sussurrou para ter a levada bem calma de guitarra. Logo em seguida, tocaram uma faixa do álbum “Prog Noir” (o meu favorito deles) a “doida” “Schattenhaft”, música toda feita por Reuter.

“Sartori in Tangier” foi outra viagem do King Crimson executada e com uma outra repaginada, muito bem feita pela banda. Foi um pouco complicado perceber no começo, mas aos poucos deu pra identificar.

“Swimming in Tea” foi muita improvisação de cada um, o Pat Mastelotto foi sensacional na bateria e mostrando o talento que o levou a ser integrante do King Crimson.

Foi só anunciarem que viria mais uma do King Crimson, que no primeiro riff, já sabia que era a maravilhosa “Red”. Desta vez, eles executaram como a original e arrepiou o público presente.

“Mantra” e “Prog Noir” fizeram uma bela dobradinha, com um som bem pesado e cheio de experimentalismo, com aquela pitada de jazz fusion e até música da Índia, uma verdadeira miscelânea musical.

Para fechar as músicas do King Crimson, David Cross fez todos se emocionarem com a linda “Starless”, que teve uma outra levada, sem os seus 12 minutos de duração e a “Level Five”, outra da pesada.

No famoso Bis, eles vieram com “Open”, uma improvisação incrível para fechar e muito bem o show que durou pouco mais de duas horas. Já podemos colocar como possível show do ano.

Setlist:

1. Introductory Soundscapes
2. Hide the Trees
3. Cusp
4. The Talking Drum
5. Larks’ Tongues in Aspic, Part Two
6. Crack in the Sky
7. Schattenhaft
8. Sartori in Tangier
9. Swimming in Tea
10. Red
11. Mantra
12. Prog Noir
13. Starless
14. Level Five
15. Open

Line-up:

Tony Levin – Chapman Stick
Markus Reuter – Touch Guitar
Pat Mastelotto – Bateria
David Cross – Violino

Texto: Alessandro Rossi

Fotos: Rafael Andrade

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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