Setembro Negro Festival @ Carioca Club – São Paulo/SP (29/09/2018 e 30/09/2018)

Dias 29 e 30 de setembro, aconteceu o retorno do grande Setembro Negro Festival, um festival de metal extremo que reúne as melhores bandas do gênero que você possa imaginar. Nessa grande edição de número 12, o line-up contou com nada mais nada menos que 16 bandas, 10 internacionais e 6 nacionais. Foram dois dias históricos para os fãs de metal, que puderam apreciar excelentes bandas de qualidade e de um certo renome para o cenário.

Dois dias. Dois longos dias que tivemos a honra em presenciar esse magnífico festival, repleto de shows surpreendentes, fascinantes, cativantes e extremamente prazerosos. 16 bandas, 8 em cada dia, mostrando seus dignos talentos e seus grandes carismas que possuem.

O line-up do primeiro dia foi composto por: Human Atrocity, Infested Blood, Purgatory, Aeternus, Taake, Vulcano, Coven e Razor. Do segundo dia, composto por: Manger Cadavre?, Decomposed God, Amen Corner, Enthroned, Morbid Saint, Schirenc Plays Pungent Stench, Wolfbrigade e At The Gates.

Human Atrocity

A primeira banda para iniciar esse extraordinário festival, foram os brasilienses do Human Atrocity. Formada em 2014, a sua formação conta com Rafael (vocal), Hernan Sepulchral Voice (guitarra), David Koss (baixo) e Renata Death (bateria) e no momento, possuem um único lançamento, a demo “Crowded Tombs”, lançada em 2015 e nos apresentaram um pouco desse trabalho mais alguns petardos recentes. Iniciaram com “Stench of Death” e “Human Atrocity”, duas excelentes faixas brutais, repleto das ótimas cadenciadas na bateria e destaque para os vocais guturais e cabulosos do Rafael. Depois, vieram quatro músicas novas, que estão prestes a serem lançadas: as ferozes “Cancer” e “Mutilation”, “The Scream” e encerraram o show com “Countless Graves”.

Com o Carioca ainda bem vazio, porém, bem recebidos pelo público, Human Atrocity fez uma boa apresentação mostrando toda a sua intensidade brutal em cima do palco. Um ótimo início para esse grande festival.

Setlist:

1. Stench of Death
2. Human Atrocity
3. Cancer
4. Mutilation
5. The Scream
6. Countless Graves

Line-up:

Rafael – Vocal
Hernan Sepulchral Voice – Guitarra
David Koss – Baixo
Renata Death – Bateria

Infested Blood

Segunda banda do cast, o trio pernambucano de death metal, Infested Blood. Formada 1999, o trio conta com Diego Do’Urden (vocal e guitarra), Eduardo Baerne (baixo) e Jhoni Rodrigues (bateria) e para iniciar os trabalhos, mandaram a ótima “Bregan D’Aerthe”, agressiva, cadenciada e insana. O Diego saudou e agradeceu o público presente, dizendo o quanto estava feliz com o retorno do Setembro Negro, um dos maiores festivais da música extrema brasileira. Na sequência, veio “Infernal Eneity”, do primeiro álbum de estúdio “The Masters Of Grotesque” de 2003 e “Mind Flayers” do último disco “Demonweb Pits” de 2013. Impressionante as técnicas dos músicos, as grandes cadenciadas violentas do Jhoni na bateria, os vocais guturais do Diego, o baixo do Eduardo sempre presente dando as notas intensas, que banda talentosa.

Foi a vez de executarem um cover e veio a excelente “Infecting The Crypts”, da clássica banda de death metal Suffocation. Antes de executar esse incrível som brutal, o Diego anunciou a música dizendo numa forma meio cômica: “Vamos tocar uma música mais lenta para vocês descansarem”. Claro que ironizando esse clássico do Suffocation. Após, veio um petardo novo que estará no próximo lançamento de estúdio da banda, “The Iron Duke”, excelente som. A faixa-título do último álbum de estúdio, foi executada, “Demonweb Pits”. Outra faixa do primeiro disco foi tocada, a ótima “My Rigid Anatomy” e chegando ao fim da apresentação, “Victim of the Dualism” foi a saideira. Um excelente repertório executado e ótimos músicos, foi um grande show do Infested Blood.

Setlist:

1. Bregan D’Aerthe
2. Infernal Eneity
3. Mind Flayers
4. Infecting The Crypts (Suffocation Cover)
5. The Iron Duke
6. Demonweb Pits
7. My Rigid Anatomy
8. Victim of the Dualism

Line-up:

Diego Do’Urden – Vocal e Guitarra
Eduardo Baerne – Baixo
Jhoni Rodrigues – Bateria

Purgatory

Prosseguindo, foi a vez dos alemães do Purgatory. Formada em 1993 e atualmente composta por Dreier (vocais), René Kögel (guitarra), Peter Wehner (baixo) e Lutz Götzold (bateria), iniciaram o espetáculo com as excelentes “Devouring the Giant” e “Chaos.Death.Perdition.”, do último álbum de estúdio “Ωmega Void Tribvnal” de 2016. Vocais intensos, vários blast beats, riffs pesados e acelerados, notavam-se nas execuções. “Pandemonium Rising” do “Deathkvlt – Grand Ancient Arts” (2013) e “Downwards into Unlight” do “Necromantaeon” (2011), vieram na sequência. Voltando para o “Ωmega Void Tribvnal”, a brutal “Codex Anti” foi executada. Uma intro mecânica foi tocada para vir “Spreading the Plague”.

“In Damnation Eternal” do split “The Legion of Desolation” lançado esse ano, deu a continuidade e para encerrar, a insana “Consumed by Ashes” foi executada. Que show do Purgatory. Integrantes talentosos, excelente repertório, músicas pesadas e brutais, o quarteto realizou uma ótima apresentação.

Setlist:

1. Devouring the Giant
2. Chaos.Death.Perdition.
3. Pandemonium Rising
4. Downwards into Unlight
5. Codex Anti
6. Spreading the Plague
7. In Damnation Eternal
8. Consumed by Ashes

Line-up:

Dreier – Vocal
René Kögel – Guitarra
Peter Wehner – Baixo
Lutz Götzold – Bateria

Aeternus

Pela primeira vez no Brasil, tivemos a honra em presenciar o Aeternus. Formada em 1993, na Noruega, a banda é composta por Ares (vocal e guitarra), Specter (guitarra), Eld (baixo) e Phobos (bateria) e nos apresentaram um impressionante repertório. Começando pela excelente “There’s No Wine Like the Blood’s Crimson” do “…and So the Night Became” de 1998. Ótimo riff de guitarra, a bateria bem acelerada, excelentes vocais guturais, que grande início de show. “Burning the Shroud” do “Ascension of Terror” (2001) veio na sequência e depois, duas músicas do mais recente álbum lançado esse mês “Heathen”: “The Sword of Retribution” e “Boudica”. Onde nesse segundo som, ao decorrer da música, contém um incrível dedilhado na guitarra dando aquele tom atmosférico, bem comum nas bandas de black metal.

“Sworn Revenge” do “Beyond the Wandering Moon” (1997), primeiro álbum de estúdio da banda, veio numa potência extremamente feroz e ao decorrer dela, contém certas variações em seu ritmo. E para finalizar, “Raven and Blood” do “…and the Seventh His Soul Detesteth” (2013). Esperamos que essa não seja a primeira e última vez da banda no país, porquê, depois desse show, não vejo a hora de vê-los novamente em palco.

Setlist:

1. There’s No Wine Like the Blood’s Crimson
2. Burning the Shroud
3. The Sword of Retribution
4. Boudica
5. Sworn Revenge
6. Raven and Blood

Line-up:

Ares – Vocal e Guitarra
Specter – Guitarra
Eld – Baixo
Phobos – Bateria

Taake

Próxima banda, Taake. Formada em 1993, atualmente, composta por Hoest (vocal), Aindiachaí (guitarra), Gjermund Fredheim (guitarra), Frode Kilvik (baixo) e Brodd (bateria), a banda deu início com “Jernhaand” do mais recente disco “Kong Vinter” de 2017. Bem acelerada, insana e mostrando todo seu black metal de qualidade, porém, com uma certa adaptação na execução, encurtou a música sem tocá-la toda. Indo para o “Noregs Vaapen” de 2011, veio “Nordbundet” e voltando para o “Kong Vinter”, veio “Havet i Huset”, assim como nas anteriores, vale destacar o riff de guitarra, rápido, insano e atmosférico. Mantendo a pegada, “Fra Vadested til Vaandesmed” foi a próxima, seguida pela “Umenneske”. Após, executaram “Hordalands Doedskvad Part I” e para encerrar, “Nattestid Ser Porten Vid I”.

Excelente setlist do Taake. Ótimas composições insanas, brutais e demoníacas, sendo executadas perfeitamente graças as grandes performances dos integrantes. O que vale destacar o vocalista Hoest com seus excelentes vocais diabólicos.

Setlist:

1. Jernhaand
2. Nordbundet
3. Havet i Huset
4. Fra Vadested til Vaandesmed
5. Umenneske
6. Hordalands Doedskvad Part I
7. Nattestid Ser Porten Vid I

Line-up:

Hoest – Vocal
Aindiachaí – Guitarra
Gjermund Fredheim – Guitarra
Frode Kilvik – Baixo
Brodd – Bateria

Vulcano

Fim da tarde no Carioca, foi a hora do Vulcano. Mais uma banda representando o metal nacional e é sempre uma honra em presenciar um show do Vulcano, sem dúvidas, uma das bandas mais importantes do cenário. O Zhema Rodero (guitarra), Gerson Fajardo (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e Arthur Von Barbarian (bateria) sobem ao palco e iniciam o set com a instrumental “The Man the Key the Beast” e logo após a finalização, sobe o vocalista Luiz Carlos Louzada e como de costume anuncia, “Os portais do inferno se abrem” e seguem com “Church at a Crossroad”. A poderosa “Whitche’s Sabbath” foi a próxima. Depois, duas excelentes faixas do “XIV” (2017) foram executadas: “Propaganda and Terror” e “Thunder Metal”. Três grandes clássicos cantados em português vieram na sequência: “Total Destruição”, possuindo aquele grande anúncio em sua introdução citada pelo Louzada; “Guerreiros de Satã”, possuindo grandes refrões poderosos e “Legiões Satânicas”.

O Luiz deu algumas palavras, agradeceram a organização do evento, falaram do retorno do Setembro Negro e claro, foram bem aplaudidos pelo público. Depois de executarem as músicas mais recentes da banda e os grandes clássicos da sua carreira, eles simplesmente executaram o clássico “Bloody Vengeance” (1987) na íntegra. Já tem um tempo em que eles vêm executando esse clássico disco na íntegra e nesse festival, foi mais uma vez, foi mais um grande momento em que tivemos a honra de ver o “Bloody Vengeance”, um dos maiores clássicos do metal nacional, do black metal nacional e mundial, ser tocado inteiro e na sequência correta. Sendo assim: “Dominios of Death”, “Spirits of Evil”, “Ready to Explode”, “Holocaust”, “Incubus”, “Death Metal” e a faixa-título “Bloody Vengeance”, foram executadas com a maior potência satânica e de uma grande perfeição. Foi outro grande momento não só do show como do festival. Shows do Vulcano sempre é prazeroso e de uma enorme honra em comparecer. Ter assistido a esse show no histórico retorno do Setembro Negro, foi algo único e memorável.

Setlist:

1. The Man the Key the Beast
2. Church at a Crossroad
3. Witche’s Sabbath
4. Propaganda And Terror
5. Thunder Metal
6. Total Destruição
7. Guerreiros de Satã
8. Legiões Satânicas
9. Dominios of Death
10. Spirits of Evil
11. Ready to Explode
12. Holocaust
13. Incubus
14. Death Metal
15. Bloody Vengeance

Line-up:

Zhema Rodero – Guitarra
Arthur Von Barbarian – Bateria
Luiz Carlos Louzada – Vocal
Gerson Fajardo – Guitarra
Carlos Diaz – Baixo

Coven

Um palco bem personalizado para a tão esperada apresentação da lendária banda Coven, primeira vez dessa clássica banda no país, e com várias vibrações do público, que inclusive, um bom público, a intro começou a ser tocada de fundo, mais precisamente, “Satanic Mass”, que é basicamente apenas diálogos por representar um ritual satânico, porém, com sons sombrios sendo tocados em conjunto. Ao mesmo tempo, cenas de filmes antigos meio perturbadores, começaram a serem projetados na tela de fundo. Dentro de alguns instantes, os integrantes da banda sobem ao palco e por último, já se notava um caixão preto bem no centro do palco, quando ele é aberto, é a vocalista Jinx Dawson que estava lá, trajando uma roupa preta, capuz, uma máscara e luvas brilhantes, para darem início com “Out of Luck” do “Jinx” (2013), música bem sombria para logo estabelecer o clima do show. Indo para os clássicos, veio algumas composições do clássico “Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls” de 1969: “Black Sabbath”, bem ritmada numa pegada bem rock and roll e hard rock típica da década de 60, com um tom macabro, riffs contagiantes, um refrão marcante e os carismáticos vocais da Jinx, que sem dúvidas, era algo prazeroso e fascinante. “Coven in Charing Cross”, um começo fascinante com os vocais da Jinx brilhando e ao decorrer, um ritmo também bem gostoso de ser apreciável. Outro destaque para algumas frases cantadas em coro durante a música. A empolgante “White Witch of Rose Hall”, essa merece destacar as melodias do teclado que estabelece o ritmo. E “Wicked Woman”, possuindo um ótimo refrão.

“The Crematory” foi a próxima, uma excelente intro com teclados e sinos, caindo para um ótimo riff de guitarra com belíssimas notas agudas. Ao decorrer dela, é aquele típico hard rock que adoramos em suas grandes composições. A Jinx apresentou a banda saindo todos bastante ovacionados e mandaram a excelente “Choke, Thirst, Die”. Depois, foi executado “Goth Queen Greeting” que é basicamente uma ótima melodia no teclado com pequenos trechos cantados pela Jinx para na sequência vir “Black Swan” do “Jinx”, seguindo a ordem do disco. “Dignitaries of Hell” e “For Unlawful Carnal Knowledge” foram as próximas. Chegando para o fim da apresentação, executaram mais duas músicas: “Epitaph” e finalizaram com “Blood on the Snow”, faixa-título do disco lançado em 1974. Sem dúvidas, foi um dos shows mais requisitados do festival e essa expectativa, se concluiu ao ver em palco uma clássica e espetacular banda como é o Coven. Um setlist sensacional e com uma performance fascinante da banda, foi uma apresentação histórica e completamente atraente que marcou a edição do festival e marcou a sua primeira vinda ao Brasil.

Setlist:

1. Out of Luck
2. Black Sabbath
3. Coven in Charing Cross
4. White Witch of Rose Hall
5. Wicked Woman
6. The Crematory
7. Choke, Thirst, Die
8. Black Swan
9. Dignitaries of Hell
10. For Unlawful Carnal Knowledge
11. Epitaph
12. Blood on the Snow

Razor

Última banda do dia, Razor foram os responsáveis por fecharem a noite. Fundada em 1983, atualmente é composta pelos integrantes da formação original Dave Carlo (guitarra) e Mike Campagnolo (baixo), com Bob Reid (vocais) e Rider Johnson (bateria) e para iniciarem o show, começaram com duas composições do clássico álbum “Evil Invaders” de 1985: “Cross Me Fool” e “Iron Hammer”. Com gritos de “Razor, Razor…” vindo do público, a banda interagiu com o público, saudou a galera e disse que vão tocar uma de 1998, veio “Violent Restitution”. Voltando para o “Evil Invaders” e “Violent Restitution”, foram executadas “Cut Throat” e “Behind Bars”. Agora, indo para 1991, lá do álbum “Open Hostility”, foi tocada “Sucker For Punishment”. “Instant Death”, outra do álbum de 1985, foi a próxima, logo em seguida, “Hot Metal” do primeiro álbum de estúdio “Executioner’s Song” (1985) e duas músicas do “Shotgun Justice” (1990): “Eletric Torture” e “Stabbed In The Back” foram executadas.

Mais dois excelentes sons do “Executioner’s Song” vieram na sequência: “City Of Damnation” e “Take This Touch”. Chegando para o final, o Razor extremamente felizes, agradeceram ao público presente e tocaram mais uma para finalizar o show, o clássico “Evil Invaders”. Show extremamente frenético. Músicas bem aceleradas e velozes, com riffs de guitarra furiosos, bateria rápida, vocais energéticos, Razor mostrou seu grande speed/thrash metal numa incrível apresentação para encerrar o primeiro dia do Setembro Negro Festival.

Setlist:

1. Cross Me Fool
2. Iron Hammer
3. Violent Restitution
4. Cut Throat
5. Behind Bars
6. Sucker For Punishment
7. Instant Death
8. Hot Metal
9. Eletric Torture
10. Stabbed In The Back
11. City Of Damnation
12. Take This Touch
13. Evil Invaders

Line-up:

Bob Reid – Vocal
Dave Carlo – Guitarra
Mike Campagnolo – Baixo
Rider Johnson – Bateria

Manger Cadavre?

Primeira banda para abrir o segundo dia, foi o Manger Cadavre?. Formada em 2011, é composta por Nata de Lima (Vocal), Marcelo Augusto (guitarra), Marcelo Kruszynsk (bateria) e Jonas Godói (baixo), realizaram até que um repertório extenso levando em conta a sua duração no palco. Foram 15 músicas executadas: “Abril Vermelho”, “O Homem de Bem”, “Fracasso”, “Suas Escolhas Fazem Você”, “Totalitarismo Social”, “Iguais a Nós Mesmo”, “Existimos!”, “Lago de Almas”, “Crimideia”, “Déspota”, “Origem da Queda”, “Hostil” e “Patologia Sistêmica”.

Músicas aceleradas, cantadas em português e de durações rápidas, vocais guturais e potentes, riffs pesados, bateria brutal, foram os principais elementos que compôs a apresentação do Manger Cadavre?. Seu ótimo hardcore e crust, fez com que o segundo dia do Setembro Negro começasse com tudo.

Setlist:

1. Abril Vermelho
2. O Homem de Bem
3. Fracasso
4. Suas Escolhas Fazem Você
5. Totalitarismo Social
6. Iguais a Nós Mesmo
7. Existimos!
8. Lago de Almas
9. Crimideia
10. Déspota
11. Origem da Queda
12. Hostil
13. Patologia Sistêmica

Line-up:

Nata de Lima – Vocal
Marcelo Augusto – Guitarra
Marcelo Kruszynsk – Bateria
Jonas Godói – Baixo

Decomposed God

Segunda banda do dia, Decomposed God. Formada em 1991, é composta por Luiz Boeckmann (vocais), Marco Antonio Duarte (guitarra), Jean Marcel (baixo) e Wagner Campos (bateria). Possuindo três álbuns de estúdio, a banda, em todo seu repertório, se concentrou em seu último disco “Storm of Blasphemies”, lançado esse ano. Então, executaram somente as músicas desse álbum e que grandes músicas são elas. Começando pela “Decomposed God”, guitarras e bateria num ritmo bem acelerados e bons vocais guturais. “No Gods”, veio numa pegada ainda mais veloz. Foi impressionante a técnica do Wagner em seus poderosos blast beats na “Kill the Bastard”. A banda agradeceu ao público, deu algumas palavras sobre o festival e logo veio “Delusion”, primeira faixa do disco.

A velocidade infernal continuou com a excelente “Ecce Homo”. “Memorial Rests” foi a próxima e com palhetadas trêmulas em seu riff e numa cadência feroz, veio “Impregnated God of Lies”. E para encerrar, executaram “Hypocrite Liar”. Grandes técnicas de cada integrante repleto de excelentes blast beats, vocais agressivos, ótimos riffs e solos de guitarra, uma velocidade infernal em cada petardo executado e um ótimo repertório realizado, foi uma boa apresentação do Decomposed God mostrando a sua potência no festival e no metal nacional.

Setlist:

1. Decomposed God
2. No Gods
3. Kill the Bastard
4. Delusion
5. Ecce Homo
6. Memorial Rests
7. Impregnated God of Lies
8. Hypocrite Liar

Line-up:

Luiz Boeckmann – Vocal
Marco Antonio Duarte – Guitarra
Jean Marcel – Baixo
Wagner Campos – Bateria

Amen Corner

Última banda do metal nacional do festival, Amen Corner. Formada em 1992, atualmente, integram no conjunto, Sucoth Benoth (vocal), Murmúrio (guitarra), Tenebrae Aarseth (bateria) e Coveiro (baixo). No show, nos apresentaram um black metal de primeira qualidade, sombrio, satânico e técnico. Iniciaram com “Leviathan Destroyer”, com aqueles riffs viscerais, vocais rasgados, ótimas cadenciadas na bateria, o Amen Corner já mostraram bem competentes e representativos. Sem pausas, logo veio “Heir of Lust, Heir of Pleasure” do primeiro álbum de estúdio “Fall, Ascension, Domination” de 1993. Indo para o segundo disco da banda “Jachol ve Tehilá” (1995), veio “Black Thorn”.

Voltando para o primeiro álbum, executaram “Deusdemoteme”. Em seguida, tocaram uma composição nova, intitulada “Under the Whip and the Crown”, que estará no próximo lançamento da banda. Música com uma duração rápida, porém, com toda sua fúria infernal. “Lamentation and Praise” veio na sequência e depois, dois excelentes clássicos do EP “The Final Celebration” de 1994: “Diabolic Possession” e “The Sons of Cain” finalizou a apresentação com Sucoth saudando ao final da música dizendo “Hail Satan São Paulo, Ave Lúcifer”.

Setlist:

1. Leviathan Destroyer
2. Heir of Lust, Heir of Pleasure
3. Black Thorn
4. Deusdemoteme
5. Under the Whip and the Crown
6. Lamentation and Praise
7. Diabolic Possession
8. The Sons of Cain

Line-up:

Sucoth Benoth – Vocal
Murmúrio – Guitarra
Tenebrae Aarseth – Bateria
Coveiro – Baixo

Enthroned

Continuando no black metal de excelente qualidade, foi a vez dos belgas do Enthroned. Fundada em 1993, a banda é formada por Nornagest (vocal), Neraath (guitarra), Norgaath (baixo), Shagãl (guitarra) e Menthor (bateria). Uma intro mecânica tocada de funda e logo, cada integrante da banda sobe ao palco e por último, o vocalista Nornagest, que saudou a todos os presentes e iniciaram com os trechos inciais de “Lamp of Invisible Lights”, do último álbum de estúdio “Sovereigns” de 2014, foram basicamente os primeiros riffs da música para logo vir a brutal “Of Shrines and Sovereigns”. E permanecendo no mesmo disco, veio a excelente “Baal al-Maut”. Uma saudação ao Satan feita pelo Nornagest e logo anuncia a devastadora “Through the Cortex” do “Tetra Karcist” 2007. “Ha Shaitan” do “Towards the Skullthrone of Satan” de 1997, segundo álbum de estúdio da banda e “Behemiron” do “Pentagrammaton” (2010), foram as próximas.

Depois, novamente o Nornagest saudando Satan dizendo “Hail Satan, Hail Satan…” e fazendo com que o público também o saudassem, formando um coro, parecendo estar numa missa negra, anuncia “Nonus Sacramentvm – Obsidium”. Logo na sequência, executam “Of Feathers and Flames”, outra do “Sovereigns” e finalizaram com uma música nova intitulada “Hosanna Sathana”, excelente composição por sinal. Merece um destaque ao vocalista Nornagest, pela sua excelente performance em palco, que mostrou seus grandes vocais rasgados e demoníacos, saudou Satan, saudou o público, fez alguns gestos com as mãos durante a apresentação, foi sensacional. Enthroned mostrou a sua potencialidade em um excelente show realizado no Setembro Negro.

Setlist:

1. Intro/Lamp of Invisible Lights
2. Of Shrines and Sovereigns
3. Baal al-Maut
4. Through the Cortex
5. Ha Shaitan
6. Behemiron
7. Nonus Sacramentvm – Obsidium
8. Of Feathers and Flames
9. Hosanna Sathana

Line-up:

Nornagest – Vocal
Neraath – Guitarra
Norgaath – Baixo
Shagãl – Guitarra
Menthor – Bateria

Morbid Saint

Formado em 1982, foi a vez do Morbid Saint subir no palco e fazer uma completa devastação. Com um grande foco em seu álbum “Spectrum of Death” de 1990, a banda iniciou com “Lock Up Your Children”, logo partiram para a veloz “Burned at the Stake” e na sequência, “Flesh of the Disease” foi tocada. Vocais rasgados e rápidos, riffs ferozes, andamentos intensos, já se notava facilmente na apresentação do Morbid Saint. A excelente “Scars” foi executada, logo depois, a banda interagiu um pouco com o público, agradecendo e dizendo que estão muito felizes por estarem no festival. A insanidade continuou com “Crying for Death”, destaque para seu ótimo refrão.

Após, uma composição nova intitulada “Daku”, seguindo a mesma pegada que das anteriores, tornando o setlist cada vez mais brutal e insano. O vocalista Cliff, interagiu novamente com o público, perguntando se querem mais e se estão preparados para sete minutos de thrash metal, os fãs enlouqueceram e veio a ótima “Assassin”. O Cliff disse que tocariam a última e antes mesmo dele anunciar qual seria a música, um fã gritou, “Damien”, logo, o Cliff ouviu e disse, “Você está certo!”, e justamente executaram essa paulada sonora para finalizarem o espetáculo.

Setlist:

1. Lock Up Your Children
2. Burned at the Stake
3. Flesh of the Disease
4. Scars
5. Crying for Death
6. Daku
7. Assassin
8. Damien

Line-up:

Cliff Wagner – Vocal
Jay Visser – Guitarra
Martin Russel Gesch – Guitarra
Bob Zabel – Baixo
DJ Bagemehl – Bateria

Schirenc Plays Pungent Stench

Pela primeira vez no Brasil, foi a vez de conferir Schirenc Plays Pungent Stench, no caso, é o Martin Schirenc, vocalista e guitarrista da lendária banda de death metal Pungent Stench, com seu conjunto formado por Danny Vacuum (baixo e backing vocals) e Mike G. Mayhem (bateria), executando os clássicos do Pungent Stench. Dessa maneira, vieram apenas músicas pesadas, violentas, brutalmente executadas pelo trio muito bem empenhado e com boas performances em palco. O trio iniciou o repertório com “Fuck Bizarre”, do “Club Mondo Bizarre – For Members Only” de 1994. O vocalista Martin, deu algumas palavras dizendo estar feliz por ser a primeira vez que se apresentam no Brasil.

Logo, anunciou “Happy Re-Birthday” do “Been Caught Buttering” (1991). A excelente “Deadly Medley”, com seus 10 minutos aproximados de duração, foi tocada e logo, o Martin anunciou “Bonesawer” do EP “Dirty Rhymes & Psychotronic Beats” (1993). “Rip You Without Care” e “A Small Lunch” vieram numa sequência sem pausa para respirar. Destaque para essa segunda música, com riffs de guitarra bem ritmados. “Extreme Deformity” e “Shrunken And Mummified Bitch” também vieram uma seguida da outra, duas excelentes composições agressivas, ótimos riffs de guitarra, solos muito bem realizados, vocais intensos e urrados, bateria com andamentos acelerados, que ótima apresentação do trio. E finalizaram com “Blood, Pus And Gastric Juice”. Uma ótima recepção do público, essa primeira vez do conjunto valeram cada minuto de apresentação. Espero que voltem em breve.

Setlist:

1. Fuck Bizarre
2. Happy Re-Birthday
3. Deadly Medley
4. Bonesawer
5. Rip You Without Care
6. A Small Lunch
7. Extreme Deformity
8. Shrunken And Mummified Bitch
9. Blood, Pus And Gastric Juice

Line-up:

Martin “Don Cochino” Schirenc – Vocal e Guitarra
Danny Vacuum – Baixo e Backing Vocals
Mike G. Mayhem – Bateria

Wolfbrigade

Hora de conferir os suecos do Wolfbrigade. Iniciaram o show com a instrumental “March of the Wolves” e logo, mandaram duas composições do “Damned” de 2012: “Feed the Flames” e “Catch 22”. Músicas rápidas com andamentos acelerados, vocais agressivos e riffs bem construídos. Mantendo na mesma pegada, “War On Rules” do “Run with the Hunted” (2017), foi a próxima, seguida pela “From Beyond”, destaque para um riff de guitarra ao decorrer da composição e um refrão intenso. “November’s Delirium” e “Nomad Pack” foram outras duas porradas sonoras em nossos tímpanos. Com os fãs indo cada vez mais a loucura, executaram “Living Hell” e a excelente “Return to None”. “Barren Dreams” do “Comalive” (2008) e “No Future” do “Allday Hell” (1999), vieram na sequência. Em seguida, foi tocado “Outlaw Vagabond”, “Warsaw Speedwolf” e fecharam com a clássica “Ride the Steel”.

Impressionante o show do Wolfbrigade. Altas performances do quinteto e com um público bem empolgado com direito a várias rodinhas na pista e mosh-pits diversas vezes, foi uma apresentação extremamente cativante e de enorme qualidade.

Setlist:

1. March of the Wolves
2. Feed the Flames
3. Catch 22
4. War On Rules
5. From Beyond
6. November’s Delirium
7. Nomad Pack
8. Living Hell
9. Return to None
10. Barren Dreams
11. No Future
12. Outlaw Vagabond
13. Warsaw Speedwolf
14. Ride the Steel

Line-up:

Mikael Dahl – Vocal
Jocke Rydbjer – Guitarra
Erik Norberg – Guitarra
Johan Erkenvåg – Baixo
Tommy Storback – Bateria

At The Gates

Último show do Setembro Negro e os responsáveis ficaram por conta da clássica banda de death metal At The Gates. Dando início ao show, a instrumental “Der Widerstand” foi tocada de fundo, logo, cada integrante sobe ao palco e por último o vocalista Tomas Lindberg, que deram início com “To Drink from the Night Itself”, faixa-título do mais recente álbum lançado esse ano. Mais duas faixas-título dos álbuns da banda foram executadas, “Slaughter Of The Soul” de 1995, clássica composição executada magistralmente pela banda e “At War with Reality” de 2014. Os vocais rasgados e potentes do Tomas, a bateria acelerada, os riffs rápidos, em minutos, a banda já nos cativou com suas grandes características em cima do palco. Dá muita a impressão que essas três composições executadas logo no início, foram propositais, pelo simples motivo de terem executados as três faixas-título desses discos, a banda deu continuidade no show focando justamente nesses discos, deram um alerta que o repertório focará nesses grandes álbuns que marcaram o death metal mundial. Sendo assim, vieram apenas composições de alta qualidade com muita porrada, técnica e potência.

“A Stare Bound in Stone” e “Cold”, essa última merece um destaque as melodias presentes na guitarra. “El Altar del Dios Desconocido” foi tocada de fundo para justamente vier uma dobra do “At War with Reality”: “The Circular Ruins” e “Death and the Labyrinth”. “Daggers of Black Haze” foi tocada, excelente composição, algumas quebras de ritmo, envolvendo ótimas melodias de guitarra, os vocais sempre carismáticos do Tomas, a bateria intensa, At The Gates, simplesmente, estavam arrebentando. Os riffs acelerados com ótimas palhetadas trêmulas, esteve totalmente presente na “Under A Serpent Sun”, uma das melhores do “Slaughter Of The Soul”. “The Chasm” e “Heroes and Tombs” deram continuidade e depois, uma dobradinha do “Slaughter Of The Soul”: “Nausea” e “Suicide Nation”. “The Book of Sand (The Abomination)” foi executada, para depois tocarem, possivelmente, o maior clássico da banda “Blinded By Fear”. Após, altas vibrações do público gritando o nome da banda, o Tomas agradeceu e disse algumas coisas, primeiro perguntando se tem alguma galera old school na casa e depois perguntou: “São Paulo, vocês gostam de death metal ?”, o público respondeu com altas vibrações dizendo que sim, porém, Tomas disse novamente: “Eu tenho um segredo para vocês, At The Gates, não gosta de death metal. Nós amamos death metal”. Sendo assim, veio “Kingdom Gone”, do seu primeiro álbum de estúdio “The Red in the Sky Is Ours” de 1992. E para encerrar essa incrível apresentação, “The Night Eternal” foi executada. At The Gates encerrou perfeitamente o Setembro Negro Festival com um magnífico show. Agora é aguardar as próximas edições do Setembro Negro Festival, se esse foi o retorno, e que excelente retorno, certamente, haverá inúmeras edições pela frente e com certeza, trazendo ótimas bandas. Não vejo a hora da próxima edição acontecer. E quando acontecer, certamente, já sei aonde estarei.

Setlist:

1. To Drink from the Night Itself
2. Slaughter Of The Soul
3. At War with Reality
4. A Stare Bound in Stone
5. Cold
6. The Circular Ruins
7. Death and the Labyrinth
8. Daggers of Black Haze
9. Under A Serpent Sun
10. The Chasm
11. Heroes and Tombs
12. Nausea
13. Suicide Nation
14. The Book of Sand (The Abomination)
15. Blinded By Fear
16. Kingdom Gone
17. The Night Eternal

Line-up:

Tomas “Tompa” Lindberg – Vocal
Martin Larsson – Guitarra
Jonas Stålhammar – Guitarra
Jonas Björler – Baixo
Adrian Erlandsson – Bateria

Fotos: Leca Suzuki

Giancarlo Rossi

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
Giancarlo Rossi

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