Sepultura: Eloy Casagrande fala sobre o tempo junto de Andre Matos

Em uma nova edição do “SepulQuarta“, o baterista Eloy Casagrande falou sobre como foi estar ao lado do ícone do metal brasileiro, Andre Matos

Ele diz: “Em 2006, eu tinha apenas 15 anos. Lá, eu estava passando em alguns programas de TV aqui no Brasil. Eu estava tocando no Faustão. Se você é brasileiro, sabe quem é Faustão. Ele é um dos mais – eu não sei – pessoas únicas no mundo. E eu fui lá para tocar um pequeno solo de bateria. Não me lembro por quê – por que razão estava fazendo isso. Mas eu fui lá. Se você conhece Roy Z, o produtor, naquela época ele estava produzindo o álbum do Andre Matos e me assistia na televisão Globo, ligou para André Matos e lhe disse: ‘Cara, você precisa fazer uma audição com Eloy. Vi um garoto na televisão tocando bateria.’ Depois de um dia, recebi uma ligação do gerente do Andre Matos, perguntando se eu queria fazer uma audição e fui lá com meus pais – lembro que eu era muito jovem; eu tinha apenas 14, 15 anos, cara – e eu toquei com a banda. E lembro que depois da audição, os caras me deram o aval, que eu estava na banda. Fui conversar com Andre. Perguntei a ele: ‘Cara, você tem certeza que quer um garoto de 15 anos tocando na sua banda? Não sei se posso lidar com isso. Sou muito jovem. Nunca viajei. Não sei como vai ser. Tem certeza disso? ” E ele disse: “Não, cara. Eu acredito em você.” Então ele foi o primeiro cara que me deu a oportunidade de ser um músico profissional, tocar em uma banda, tocar em uma banda adequada, não tocar covers, viver música, viver arte. grande ser humano, um ótimo cara. E ele é uma lenda agora.

Recentemente, Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, também falou sobre Andre Matos: “Andre foi um grande amigo e uma grande inspiração. Lembro-me do VIPER, sua primeira banda. Somos da mesma cidade … E o VIPER, eles foram os pioneiros do heavy metal no Brasil, especialmente André Matos, com sua posição de vocalista. É claro que inspirado no IRON MAIDEN, como todos nós estávamos, entre outras bandas, mas especialmente no IRON MAIDEN, e sua capacidade e capacidade deles tocando seus instrumentos, tocando aquele tipo de música que não foi fácil.

“André sempre foi uma grande inspiração. Tive o privilégio de tocar com ele muitas vezes. Ele veio ao meu programa de rádio algumas vezes também. Nós nos respeitávamos muito. Ele era um cara legal, muito inteligente, muito inspirado – ele sempre inspirava. E Eloy, Andre Matos foi o primeiro a dar uma chance ao Eloy, uma grande chance de estar em uma banda, fazer uma turnê pelo mundo e gravar e tudo mais. E eu sei que Eloy é muito grato por isso – claro.

“É uma perda enorme. Não há nenhum artista como André Matos, que foi tão completo. Ele sabia falar três ou quatro idiomas. Ele tocava muitos instrumentos. De qualquer forma, ele sentirá sua falta para sempre. Mas, ao mesmo tempo, temos que ser muito agradecidos por termos o privilégio de conhecê-lo e ter essa interação com ele também.

Avatar
Últimos posts por Marcio Machado (exibir todos)
Avatar

Marcio Machado

Estudante de História pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), mas com o pé no jornalismo musical, desde os 12 anos se arriscava à escrever sobre o que ouvia em cadernos, se enveredando pela escrita jornalistica do Metal desde 2016 com o Whiplash, tendo de lá para cá, 80Minutos, Headbangers News, Gaveta de Bagunças, Headbangers Brasil e recentemente o Imprensa do Rock, como casas para seus textos e chatices. Tem como bandas de cabeceira Korn, Alice in Chains e Pantera, mas fã de muita coisa dos anos 90, a melhor década.