SepticFlesh e Fleshgod Apocalypse @ Hangar 110 – São Paulo/SP (12/10/2017)

No feriado do dia 12 de outubro, quinta-feira, aconteceu as apresentações das monstruosas bandas de Death Metal Sinfônico no Hangar 110 em São Paulo, SepticFlesh e Fleshgod Apocalypse. Enquanto muitos estavam viajando ou descansando em suas casas, uma pequena parte do público estavam as 19:30 no Hangar para conferir a vinda dessas excepcionais bandas que elas são.

Foi aquele tipo de show em que as duas bandas foram headliners da noite. Porquê, todo mundo foi lá tanto para assistir o Fleshgod Apocalypse como para assistir o SepticFlesh. E por serem grandes bandas do cenário da música extrema, com excelentes composições bem realizadas, grandes carismas e integrantes talentosos, foi uma noite inesquecível em São Paulo.

Fleshgod Apocalypse

A primeira banda a subir no palco foi os italianos do Fleshgod Apocalypse. Formada por cinco integrantes e com a presença mais do que especial da vocalista Veronica Bordacchini, fizeram uma apresentação de aproximadamente 1 hora e 1 hora totalmente imperceptível. Muito por causa dos integrantes talentosos, pelo repertório muito bem selecionado, excelentes composições e extremamente carismáticos.

Cada membro da banda nos impressionou por cada minuto apresentado. Todos bem empenhados e com altas performances que foram totalmente ovacionadas por todos que estavam no local. O Francesco Paoli com seus vocais guturais e potentes e seu grande talento na guitarra, o Paolo Rossi nos apreciando com sua excelente voz limpa e bem dedicado no baixo, o Fabio Bartoletti fazendo os ótimos riffs e solos na guitarra, o David Folchitto mostrando o seu ótimo desempenho na bateria com vários “blast beats”, o Francesco Ferrini simplesmente cativando a todo momento com seu talento nos teclados. Excelente qualidade de som onde nitidamente, o som foi apreciado de maneira limpa e super agradável com ótimas harmonias e ótimas melodias. E claro, a Veronica Bordacchini e seus impressionantes vocais sopranos, que nos agradou a cada momento do espetáculo, mostrando o talento que ela tem de sobra. Destaque para a vestimenta dela, com direito a segurar um estandarte em suas mãos e uma máscara presa no rosto.

Repertório composto por 12 excelentes músicas, foram executadas de uma perfeição e do mais puro talento que tem a banda. Focada em músicas do mais recente álbum lançado em 2016, “King”, foram executadas 7 faixas dele: “Marche Royale”, “In Aeternum”, “Healing Through War”, “Cold as Perfection”, “Gravity”, “The Fool” e “Syphilis”. Sem deixar para atrás os álbuns anteriores, variaram em cada um deles e executaram mais 5 faixas: “Pathfinder”, “The Violation”, “Prologue”, “Epilogue” e “The Egoism”, esse último, ocasionando em um insano mosh-pit feito pela galera na pista.Todas essas músicas foram tão prazerosas e apreciáveis, que os playbacks utilizados em algumas músicas específicas na apresentação, não incomodou nem um pouco. Casos como usar playbacks nesses tipos de apresentações, são bem úteis. Por se tratar de uma banda sinfônica, não teria outra forma a não ser utilizar as orquestras de forma mecânica.

Destaque para a caracterização dos membros da banda. Todos com vestimentas e maquiagens para ter a temática da apresentação e deixar o show mais atmosférico. Outro destaque vale na qualidade de som e nas iluminações do local, que nos proporcionou um prazer ainda maior para assistir a essa excelente banda que é o Fleshgod. Tudo isso para agradarem o máximo aos fãs.

Uma apresentação impressionante e cativante que fez o Fleshgod Apocalypse no Hangar 110. Uma banda extremamente talentosa, bem técnica nas suas composições e um setlist bem montado e bem apresentado para os fãs brasileiros. Com altas vibrações e altas salva de palmas do público para a banda, foi um apreciável show de Death Metal que ficará para a história. Primeira vez no Brasil e provaram que com certeza, voltarão mais vezes ao país. Só esperamos que não demore essa volta.

Setlist:

1. Marche Royale
2. In Aeternum
3. Healing Through War
4. Pathfinder
5. Cold As Perfection
6. The Violation
7. Prologue
8. Epilogue
9. Gravity
10. The Fool
11. The Egoism
12. Syphilis

Line-up:

Francesco Paoli – Vocal Principal e Guitarra
Paolo Rossi – Baixo e Vocais
David Folchitto – Bateria
Fabio Bartoletti – Guitarra
Francesco Ferrini – Teclado
Veronica Bordacchini – Vocais Soprano

SepticFlesh

O segundo headliner da noite e não menos importante, foram os gregos do SepticFlesh. Formada por quatro integrantes e de cara, já notamos na ausência do guitarrista e responsável pela voz limpa Sotiris Vayenas. O substituto dele foi o Psychon, porém ele tomou conta só na guitarra e dessa vez, os vocais limpos na apresentação, foram os sons mecânicos dos playbacks. E não só nos vocais como também nas orquestras e nos teclados. Isso, foi em todas as músicas executadas na noite. Mas vocês devem estar se perguntando: “Isso atrapalhou a apresentação da banda ?”. Não necessariamente, porquê o SepticFlesh é tão excelente, tão talentoso, que isso não interferiu no show e puderam realizar o espetáculo mesmo com a ausência no vocal limpo e com os sons mecânicos das orquestras e dos teclados.

Como de costume, notamos logo nas vestimentas de cada integrante da banda. Bem caracterizados com o estilo próprio da banda e para dar um clima nas performances em palco. Isso, para realizarem uma apresentação memorável e agradável para todos se sentirem satisfeitos.

Formada por quatro integrantes, todos realizaram ótimas performances em palco, devido aos seus talentos e suas grandes capacidades de agradarem aos fãs. O que deu muito certo nesse aspecto. O vocalista e baixista Seth Spiros, mandando muito bem nos guturais poderosos e precisos, sem contar no seu talento extremo no baixo. Os guitarristas Chris Antoniou e Psychon, realizando ótimos riffs e ótimos solos, deixando o espetáculo cada vez melhor. E o baterista Kerim Lechner, destruindo o instrumento com seus insanos “blast-beats”.

Com um ótimo repertório bem realizado pela banda, foram 11 músicas insanas que executaram, dentre elas, clássicos do SepticFlesh e do mais recente álbum “Codex Omega” (2017). Começando com as excelentes “War in Heaven” e “Communion”, notamos nitidamente nos grandes desempenhos da banda em fazer performances arrasadoras com bastante técnica e composições de ótimas qualidades. Continuando, “Pyramid God” veio em seguida, para depois executarem uma música nova, “Martyr” do “Codex Omega”.

“Prototype” e “The Vampire from Nazareth” foram as próximas, na sequência, a nova “Portrait of a Headless Man” e “Unbeliever” fizeram com que a apresentação ficasse cada vez mais empolgante e de excelência qualidade técnica da banda. Quando veio a excelente e insana “Persepolis”, abriu um grande círculo na pista do Hangar para realizaram um brutal mosh-pit. Para finalizarem o espetáculo, executaram mais dois clássicos: “Anubis” e “Prometheus”.

SepticFlesh, sem dúvidas, assim como o Fleshgod Apocalypse, são uma das bandas mais representativas do Death Metal Sinfônico e realizaram uma apresentação digna de uma ótima banda que são eles. Um extremo talento que eles possuem devido as excelentes composições e altos carismas em palco, foi um show extremamente agradável e cativante para os fãs de música extrema. Primeira vez no Brasil e já conseguiram agradar o público, com isso, esperamos que não demore o retorno da banda ao país.

Setlist:

1. War in Heaven
2. Communion
3. Pyramid God
4. Martyr
5. Prototype
6. The Vampire from Nazareth
7. Portrait of a Headless Man
8. Unbeliever
9. Persepolis
10. Anubis
11. Prometheus

Line-up:

Seth Spiros – Vocal e Baixo
Chris Antoniou – Guitarra
Kerim Lechner – Bateria
Psychon – Guitarra

giancarlo

giancarlo

Redator em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV, apaixonado por música e cinema.
giancarlo