Sebastian Bach – A Voz do Skid Row

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Sebastian Bach 16/10/2016 Carioca Club – São Paulo, SP

Texto: Rodrigo Flausino

Revisão: Paula Alecio

Domingão pós-show do Aerosmith na capital e a expectativa era: “a galera vem no Sebastian?”. Sim! O público compareceu para ver o grande (literalmente) Sebastian Bach – um dos maiores frontmen do Hard Rock mundial. O local foi o Carioca Club, mesmo palco de sua última passagem pela cidade em 2013.

Com um pouco de atraso, às 21h30, a banda começa tocando a balada “Little Wing”, só instrumental, com Bobby Jarzombek (bateria/Halford, Fates Warning, Iced Earth), Brent Woods (guitarra) e Rob DeLuca (baixo/UFO). Foi aí, que de “fininho”, o cantor surge ao palco sob o barulho da plateia. Após a primeira canção ele diz: “Tião is back”! Apelido dado pelos brasileiros e segue, em português, ou numa boa tentativa, se dizendo feliz por estar de volta e dá sequência com “Breaking Down” – música do álbum “Subhuman Race” do Skid Row. Aliás, foi a certificação de que o repertório seria basicamente composto por clássicos da banda que o tornou famoso.

Depois vieram as quatro músicas que o fizeram “ganhar” o show: “18 And Life”, “Wasted Time”, “Quicksand Jesus” e “I Remember You” – essa última com direito a um “Happy Birthday To You” improvisado (e engraçado) a uma fã que fazia aniversário. Foi isso mesmo, seis baladas seguidas, com provavelmente as músicas mais aguardadas da noite, sem mistério. Se não bastasse, outro fato incomum: a banda deu uma pausa ao som de “Back In The Saddle” (Aerosmith) no PA. Ficou no ar se era por causa do som – que a propósito estava ruim, embolado – mas em fotos do set-list divulgado, esse “break” era programado.

Minutos depois eles voltaram com mais Skid Row: “Slave To The Grind” com “rodada de chicote” com o microfone, “Sweet Little Sister”, “Big Guns” – e versos de “Living After Midnight” do Judas Priest, “The Threat” e “Piece Of Me” – essa com convite à fã para subir ao palco e mostrar a tatuagem. Veio então, a primeira e única música de sua carreira solo “American Metalhead” do álbum “Angel Down”, composição que na verdade é da banda Painmuseum do ex-guitarrista de Bach, Mike Chlasciak. “Rattlesnake Shake” com “Tião” mostrando a capa do primeiro álbum do Skid Row de um encarte de CD de um fã. “Monkey Business” com referencia a “I Love It Loud” do Kiss, banda da qual ele vestia a camiseta e “Tom Sawyer” do Rush, sua banda conterrânea. Na reta final, “Youth Gone Wild”, a música tema de uma de suas tatuagens. Foi aí que o cantor expulsou um fã do show com ajuda de um segurança. O porquê não se sabe realmente, mas ele incitou a galera com o coro “Get the fuck out! Get the fuck out!”. Por último apresentou a banda e encerrou com um cover do AC/DC, “T.N.T.”.

O “Tião” está cantando bem? Pra fazer uma análise estilo programa de calouros é difícil, porque o som não ajudou. Muitos shows menores de artistas internacionais parecem ter um custo de produção reduzido, o que acaba interferindo na qualidade da apresentação – o que é culpa deles mesmos. Mas o que dá para afirmar é que ele deixou a galera contente e deu conta do recado, e muito bem. Continua dominando o palco com sua presença matadora e demonstrando simpatia, dando atenção e recebendo alguns “presentes” que são jogados no palco, como boné, bandeira e falando, ou melhor, tentando falar português o show todo. Considerando um set-list praticamente feito com músicas de sua ex-banda e com o baterista Bobby o apresentando como a voz do Skid Row, fica entendido que o desejo do Sebastian é realmente uma “reunion”.

 

 

 

 

 

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