Sampa Music Festival 12 trouxe atrações de peso na cidade que nunca para

O Sampa Music Festival chegou a 12ª edição e nós do Imprensa do Rock fomos lá conferir o que rolou. Sendo a segunda edição do ano, o festival deixou um clima de nostalgia pra esse 2014 que já está acabando.

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Ao contrário das edições anteriores, que, antes mesmo de começar o line-up principal já deixava o Espaço Victory beirando o intransitável, nesta foi bem mais fácil migrar de um palco a outro, fato que deixou o festival bem mais interessante e divertido. Houve também uma certa rotatividade na grade dos palcos, ficando, na maioria das vezes, os fãs de cada banda que se apresentava.

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Como chegamos ás 18h, acabamos acompanhando somente o line-up principal, que começou com Instinto. A banda se apresentou para alguns fãs e para o público em geral, demonstrando uma presença de palco notável, o que agradou a grande maioria ali presente.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Honra, contando com a presença feminina de Lena Papini no baixo, entrou pontualmente às 18h30 no palco e conseguiram agitar bem a galera, mas um diferencial e tanto deles foi contar com a presença do Mi do Glória para cantar a música “Em Frente”.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

A próxima apresentação ficou por conta do Supercombo, que fez um show com a cara da banda; Animados, simpáticos e humildades, o grupo era só sorrisos, apesar de alguns problemas técnicos com o microfone da baixista Carol Navarro. Fica o destaque para seus sucessos “Piloto Automático” e “Vê Se Não Morre”, onde os fãs se esforçaram para cantar o mais alto possível. Acabou rolando até um espaço ao lado do palco para tirar foto e trocar uma ideia com os integrantes após o show, demonstrando a importância que os fãs tem para eles.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

A banda que tocou pela primeira vez no Sampa, mas nem por isso deixou a desejar, foram os cariocas do Medulla. Durante o show (que deu uma enchida na casa), via-se a área vip lotada de integrantes de outras bandas que já haviam tocado curtindo a apresentação. A energia que a banda transmitiu foi sensacional e a partir daí que o clima da noite esquentou.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Antes mesmo deles encerrarem a última música, no outro palco, a galera já estava afoita aguardando a próxima banda. Da boca dos que estavam colados na grade, ouvia-se o coro de “Dance, Dance, Dance!”. O grupo entrou tocando “Um Dia Comum” e já levou a galera a loucura(foi assim do começo ao fim do show). Assim como em algumas edições passadas, Dance of Days surpreendeu e mostrou um dos motivos de estarem na estrada há mais de 15 anos.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Logo após, Aliados foi a primeira banda a quebrar a pontualidade do festival, que, após uma banda sair, a outra automaticamente começava seu show do outro lado da casa. Porém o atraso acabou sendo compensado quando o show começou; Eles fizeram o público pular e cantar o tempo todo. O momento mais bonito foi na música “Águas Passadas”, onde grande parte acompanhou o vocalista (Gustado Flidzz) jogando os braços pro alto e de um lado ao outro.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

A penúltima apresentação da noite foi do Strike, que misturou bem seus clássicos com alguns covers de Charlie Brown e também do Green Day. A primeira música, Dogtown Style, iniciou um dos shows mais lotados deste Sampa. Houve uma pausa durante a segunda música, no qual o vocalista fez questão de “separar” uma briga que estava acontecendo na pista. Marcelo Mancini (vocal) tem uma presença de palco espetacular; puxou um cover do Charlie Brown que fez todo mundo cantar e interagiu bastante com o público, indo diversas vezes nas caixas que separavam a pista vip do palco. A apresentação contou também com um cover de “American Idiot”, música que foi tocada após um pequeno tombo do vocalista no palco.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Finalmente chegou o momento mais aguardado por grande parte da galera que estava lá: CPM 22. O show foi elétrico (apesar da banda estar em uma turnê acústica) e contou com um setlist recheado de sucessos. Na música “Anteontem” houve um problema técnico onde aparentemente os microfones pararam de funcionar, mas geral surpreendeu e cantou bem alto. Após o problema ser resolvido, Badauí perguntou se o microfone estava funcionando e ainda brincou “Se fosse no show da Ivete Sangalo isso não aconteceria”.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

O show do CPM 22 foi repleto de rodas e fechou mais uma vez o festival com chave de ouro, porém, a casa deu uma esvaziada devido ao medo da galera perder o metrô; Isso valeu o agradecimento de Badauí ao público que estava lá para vê-los até o final.

Apesar de alguns poucos problemas técnicos com som e a diferença de iluminação dos palcos (o que atrapalha um pouco os fotógrafos), o evento em si como sempre foi um sucesso, bem organizado e sem perder sua essência, mas desta vez mais tranquilo devido ao seu line-up diversificado.

Já temos outro Sampa Music Festival confirmado para 2015 (a data deve sair em breve), e esperamos estar lá novamente para cobrir este festival que reúne o melhor das bandas do underground.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Foto Por: Matheus Silva / © Todos os Direitos Reservados.

Resenha Por: Maria Clara Moura
Fotos por: Matheus Silva
Credenciamento: The Ultimate Music – PR

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
Victor Santos