Resenha: Voodoo Priest + Andre Matos @ Carioca Club – SP – 15/12/2013

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Hoje em dia, contando a banda de abertura e a principal não temos uma set-list com mais de 20, estourando 25 músicas. Parece que deu a louca no Andre Matos e o cara simplesmente surtou tocando por quase 3 horas de show com uma set-list com nada mais, nada menos que 28 músicas ao todo. Fora a participação especial do VOODOO PRIEST banda que teve 9 músicas tocadas totalizando praticamente 37 sons em um pouco mais que quatro horas e meia de espetáculo. Isso foi pra deixar qualquer headbanger presente morto de cansaço e com aquela sensação de que a semana a seguir seria simplesmente perfeita.

O Voodoo Priest subiu ao palco mais ou menos as 18h30 com uma introdução que parecia mais uma expulsão demoníaca do que uma música que estava por vir. Abrindo com “Aftermath (Of Mass Suicide)“, o público presente pode apreciar o começo de uma noite que estava para ser especial, seguindo por “Kamakans” e logo após o anúncio pelo vocalista Vitor Rodrigues de uma das duas novas músicas tocadas naquela noite que estão para ser lançadas logo em 2014: “Trail of Blood” que contém uma pegada bastante explosiva e rápida. Foi seguida por um cover perfeitamente bem executado de “Pandemonium” faixa do Torture Squad (sua ex-banda), e por todo lado que você olhava poderia ver cabeludos “bangeando” como se não houvesse amanhã. Com uma parada para anunciar uma música que retratava sobre os sentimentos de cada pessoa, aquela escolha que você tem dificuldade e tudo que vem ou vê à sua volta é fruto da sintonia entre a sua mente e o seu coração é continuada com “The One I Feed“, faixa em que o vocalista clamava com gestos para que o público começasse alguma roda de bate-cabeça ou simplesmente a ‘moshada’ dos headbangers de cada dia.

Chegando a um pouco mais da metade da apresentação da banda, “Reborn” é reproduzida com um desempenho espetacular, que com muita convicção Vitor mostrava que estava emocionado apontando seus dedos para o rosto e escorregando insinuando que poderia estar tirando lágrimas de seus olhos e sempre reproduzindo o sinal do metal para homenagear da sua melhor maneira os fãs presentes.

O show é finalizado com as três últimas músicas “Mandu” a segunda reproduzida e que também fará parte do novo álbum ao qual não foi revelado nome durante a apresentação, um último cover do Torture SquadChaos Corporation” e pra finalizar a ótima apresentação da banda a conhecida “Juggernaut“.

Após os testes finais de luzes e fumaças em cima do palco, Andre Matos simplesmente passeou por quase toda sua carreira, quando se tratando dos seus trabalhos paralelos entre Angra, Viper e Shaman e ainda presenteando os fãs com alguns covers inusitados.

A primeira parte do show contou com uma passeada entre as novas músicas da carreira solo e algumas antigas, como também a própria “Lisbon” do Angra um solo de bateria do Rodrigo Silveira que fez com que a galera vibrasse bastante com algumas provocações, e pra finalizar “Living For The Night” essa contando com a era Viper.

Da última vez que assisti a uma apresentação da banda, e isso foi em Maio na casa de shows Via Marquês, senti que o álbum foi um pouco mais demorado e que dessa vez foi mais rápido que o normal, porém foi só impressão. Foi tocada com perfeita sincronia, nenhuma faixa deixada de fora, repercussão com o público incrivelmente bem calorosa, Carioca Club bastante cheio porém não lotado, os pontos altos durante o espetáculo de Angels Cry foi “Carry On“, “Angels Cry” e “Streets of Tomorrow“, essa última que teve uma pegada bastante diferenciada das normais com uma guitarra que ecoava no ouvido de qualquer fã que estava presente naquela noite. Os solos de guitarra tiveram um breve “duelo” entre André Hernandes e Hugo Mariutti que contou ambos com performances sensacionais, tocando algumas introduções ou até mesmo riffs de covers como Metallica e Ozzy Osbourne.

Com a terceira e última parte do show, na ironia dos solos de guitarra da segunda parte com os pouquíssimos covers, foi agora uma seleção de quatro bandas referências, mais um tributo especial ao ShamanFor Tomorrow” e pra finalizar perfeitamente bem o domingo “Crossing + Nothing To say” (Angra).

Andre Matos teve uma excelente repercussão durante seus mais de 30 shows para o ano de 2013. Tocando inclusive no Rock In Rio ao qual tive a oportunidade de vê-lo pessoalmente pela segunda vez. O cara simplesmente está com a energia a flor da pele. André Hernandes e Hugo Mariutti também mostraram que ainda estão em boa forma. O baterista Rodrigo Silveira teve seu momento na primeira parte do show com um solo de bateria de encher os olhos e de fazer vibrar a adrenalina de todo mundo enquanto a banda “descansava” para apresentar mais músicas.

Esse ano posso dizer que foi bem completo, algumas surpresas vieram e outras que já esperávamos. Estamos conseguindo descansar das pilhas e mais pilhas de shows nacionais e internacionais só agora. E pelo visto 2013 foi só o aperitivo, pois, 2014 vem com diversos pratos principais ainda.

Voodoo Priest

  • Intro/Aftermath (Of Mass Suicide)
  • Kamakans
  • Trail of Blood (novo álbum, 2014)
  • Pandemonium (Torture Squad)
  • The One I Feed
  • Reborn
  • Mandu (novo álbum, 2014)
  • Chaos Corporation (Torture Squad)
  • Juggernaut

Andre Matos

  • Intro/Liberty (The Turn of The Lights)
  • I Will Return (Mentalize)
  • Course Of Life (The Turn of The Lights)
  • Rio (Time to Be Free)
  • The Turn of The Lights (The Turn of The Lights)
  • Fairy Tale (Shaman)
  • Stop! (The Turn of The Lights)
  • Lisbon (Angra)
  • Solo de Bateria (Rodrigo Silveira)
  • On Your Own (The Turn of The Lights)
  • Living For The Night (Viper)
  • Unfinished Allegro (Angels Cry)
  • Carry On (Angels Cry)
  • Time (Angels Cry)
  • Angels Cry (Angels Cry)
  • Stand Away (Angels Cry)
  • Never Understand (Angels Cry)
  • Solo de Guitarra (André Hernandes + Hugo Mariutti)
  • Wuthering Heights (Kate Bush)
  • Streets of Tomorrow (Angels Cry)
  • Evil Warning (Angels Cry)
  • Lasting Child (Part I: The Parting Words / Part II: Renaissance) (Angels Cry)
  • For Tomorrow (Shaman, apenas Hugo Mariutti e Andre Matos)
  • Fake Plastic Trees (Radiohead)
  • Distant Thunder (Shaman)
  • Creeping Death (Metallica)
  • Separate Ways (Journey)
  • Crossing + Nothing To Say (Angra)

Por: Victor Santos

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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