Resenha: Vivo! Cazuza! @ Parque da Juventude – São Paulo, SP – 30/11/13

Cazuza

Os portões do Parque da Juventude em São Paulo abriram às 19h, e a multidão já estava em peso, camisas, jeans e bandanas, barrada na porta por “milhares” de recomendações, o show em homenagem a Agenor de Miranda Araújo Neto, que nos deixou em 1990 foi careta, bem era o que esperavam, burladas as recomendações todo mundo estava se sentindo num “Rock in Rio”, esperando pelo líder do Barão Vermelho, prontos para assistir ao show de suas vidas.

Ter a oportunidade de ouvir e se sentir nos anos 80, saudosistas com razão, a chuva ia e vinha, até às 21h (em ponto), subirem no palco os parceiros e condutores da homenagem, entre eles, Paulo Ricardo, Gal Costa, Leoni, George Israel, e não preciso dizer que o show foi cantado parque a fora né? Mesmo com a dificuldade de quem estava pelas “beiradas” em ouvir o som com qualidade (de SHOW!!), mal estruturado o som não conseguiu alcançar com a mesma potência e qualidade fora da extensão das câmeras da GVT, bem isso foi mero detalhe porque se escutava tudo, através de um coro apaixonado.

Sim o garoto que ia mudar o mundo, agora assiste a tudo em cima, de cima, e com certeza viu que o tempo não parou e ele não ficou preso na memória de jovens rebeldes de sua época, ele conseguiu existir pra um novo tempo, te trago boas novas Cazuza, todos ainda estão incontidos, com uma saudade sem tamanho de sua música, talvez se apegando a oportunidade de te ter mais perto, ou de realizar um pouquinho da vontade de ter te visto ao vivo.

O esperado momento aconteceu depois de 1 hora de show, o holograma do cantor surge, em 20 minutos de Brasil, de Cazuza por Cazuza!

Numa reflexão de fim de ano (só pode), notei como fui nostálgica em 2013, como tive saudades, saudades da minha época de banda em festivais imprevisíveis, em casas de shows imprevisíveis, saudades de ouvir os discos antigos dos meus pais, de ouvir B52s, de ouvir outras vezes aqueles clássicos do rock que estavam na gaveta, empoeirados, cansados, saudades de assistir os programas de tv de quando eu era criança, saudades de Cazuza.

Saudades de ouvir Cazuza como da primeira vez, e quando você sente junto, sendo saudade ou sendo qualquer outro sentimento que te mova (te comova), tudo faz um sentido diferente, é diferente.

No dia 30 de novembro de 2013, Cazuza estava vivo, estava nos assistindo enquanto nós o assistíamos, no dia 30 de novembro o sr. João Araújo, pai de Cazuza foi pra Zona Norte de São Paulo assistir o tamanho do seu filho, acompanhado de uma multidão querendo dizer o quanto o amava (Tanto!), e essa coisa de morte, sucesso, saudade, talvez seja o risco, o preço.

Os ídolos nos deixam no auge, pra que a gente não tenha do que reclamar, nos deixam começo, meio e fim, tomam a dose de uma vez, num só lance, sem ressaca.

E sim Cazuza, faz parte do seu show, sua vida foi seu show, e me parece que tudo que nos acontece tem de fato uma importância sem tamanho pro desenrolar do resto, tudo acontece como tem que acontecer, já nascemos sendo o que viemos pra ser, só falta encontrar a brecha, o espaço, a deixa, o palco.

Foi ótimo estar presente em mais um dia de saudades boas!!

Mas temos nosso encontro marcado…

Calma gente, tô falando do dia 19 de janeiro com os pés na areia.

Até Ipanema.

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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