Resenha: Steve Vai “The Story of Light” @ Citibank Hall – SP – 08/12/2013

Normalmente em um simples domingo temos em nossa grade de televisão programas vazios que nos levam simplesmente a nada e pouca coisa pra se fazer na rua, por ser domingão, segunda ter que acordar cedo pra ir trabalhar… Mas neste dia 8/12/2013 foi diferente, o mestre Steve Vai desembarcou em São Paulo para uma apresentação de apenas 2h30 no Citibank Hall (antigo CREDICARD Hall), trazendo seus maiores clássicos, brincadeiras inusitadas com alguns convidados da plateia na faixa “Build Me A Song” (entenderão mais pra frente a referencia para convidados) e muita energia que enlouqueceu todos os fãs presentes.

Eu honestamente assumo que conheci o som do Steve Vai apenas assistindo o magnífico filme “CROSSROADS – 1986″ onde o mesmo seria uma espécie de guitarrista do Diabo duelando e SIM!, perdendo para um jovem prodígio na época chamado Eugene Martone (Ralph Macchio) que está em busca da encruzilhada cuja lenda deu origem a fama de Johnson e Brown por terem vendido suas almas ao Diabo para se tornarem famosos ícones do Blues.

IMG_6045

IMG_6097

IMG_6384

O show em São Paulo foi marcado para começar as 20h00 no CitiBank Hall e com apenas 20 minutos de atraso o mestre sobe ao palco em ritmo de suspense que já toma conta completamente da euforia do público presente. Abrindo o show com “Racing the World” faixa que teve um pouco mais de sete minutos com pura fritagem de solos e mais solos e mostrando a primeira das várias guitarras utilizadas durante o espetáculo, uma “Ibanez EVO”.

O Steve desde o começo foi, como posso dizer?, bem, simpático ao extremo com o público. O cara brincava o tempo todo, chamava atenção de qualquer maneira com estranhas danças no começo de cada música. Se for comentar sobre pontos altos de interação com o público, nunca antes visto, foi o fato dele ter pego a câmera de uma fotógrafa sortuda, foi até o centro do palco e ele mesmo tirou uma foto de seu rosto com a plateia ao fundo. A seguir devolveu a câmera para esse ser iluminado pelo “olho” do pano de fundo que usava no palco. Quantos e quantos não queriam estar ali emprestando a sua máquina fotográfica pra ele. E isso não foi tudo, a definição de “mestre” estava apenas começando naquela noite.

IMG_6386

“Building the Church”, “Tender Surrender” e “Gravity Storm” foi uma trinca tão explosiva que chegou ao ponto de danificar algum equipamento de Steve Vai fazendo com que o show fosse interrompido por alguns minutos, porém foi tão rápido que o pessoal nem percebeu. Neste momento a plateia ficava tentando se entrosar com o guitarrista realizando piadinhas como “Don’t worry Steve, this is Brazil – Não se preocupe Steve, isto aqui é Brasil!” e comparando a aparência do baixista Philip Bynoe com o músico brasileiro Djavan.

Outro momento especial no palco de Steve Vai foi a participação do músico Dave Weiner, fazendo com que o público se acalmasse um pouco com uma belíssima apresentação acústica da canção “The Trillium’s Lauch”. Seguindo com uma sequência bastante fora do normal que deu uma chacoalhada nos ânimos da turma presente. Foram elas “Weeping China Doll”, “Answers”, “The Animal” e “Whispering a Prayer”. Essa última parecia que a música não teria nunca um fim, com um maravilhoso efeito sustainer que proporcionou um momento único.

Com quatro músicas que valiam por oito foram tocadas “The Moon and I / Rescue Me or Bury Me”, “Sisters / Salamanders in the Sun”, e chegando num dos momentos mais crucias e pontuais do show inteiro: “Treasue Island / Garden Suite II – Pusa Road”, essa que foi seguida por um gigantesco solo de Jeremy mostrando algumas partes de suas técnicas, provocando a plateia com diversos “Heeey”, ao final de cada virada. Isso fez com que Steve Vai tivesse tempo suficiente para se trocar no camarim e voltar para o palco simplesmente vestido da cabeça aos pés com luzes e lasers que faziam um efeito espetacular em “The Ultra Zone”, após “Racing The World”, essa se tornou minha faixa favorita de se assistir ao vivo.

Jeremy Solo + The Ultra Zone – Vídeo por: Diego Camara

Após “Frank” ser tocada, o guitarrista chama dois fãs na plateia para subir ao palco e participar da faixa “Build me a Song – Uma nova música toda noite“. Essa que tem um simples propósito: você irá simplesmente criar uma nova composição, ao vivo, escolhendo qualquer músico e dizendo pra ele qual arranjo você quer que ele toque e caso o Steve Vai esteja de ótimo humor (como ele sempre está), ainda tem a chance de assistir o final do show no maior esquema V.I.P. possível, em cima do palco e com direito a cadeira para o seu maior conforto.

Bom, após quase 2h20 de fritações com solos, piadinhas a todo momento, entrosamento com o público, Jeremy Colson’s representando na bateria e percussão, e fãs se divertindo cara-a-cara com o seu ídolo, é a vez da penúltima canção da noite que é um clássico indiscutível, “For the Love of God”, levantando o astral de todos presentes. Após este som, Steve Vai anuncia num tom de brincadeira que ainda resta só quatro horas de show, anunciando por fim, “Fire Garden Suite IV – Taurus Bulba”, essa que teve um prolongamento incrível, terminando e fazendo começar verdadeiramente bem a semana de muitos fãs que conseguiram presenciar esse maravilhoso espetáculo.

IMG_6488

IMG_6502

IMG_6605

IMG_6636

IMG_6697

Assistir um show do Steve Vai é como ter um “Dejá-vù”, você pensa ter a absoluta certeza que já presenciou em algum momento um espetáculo parecido, só que é a sua primeira vez assistindo essa obra. Opinião pessoal deste redator… e deixando o “fanatismo” de lado, por favor, se tiver alguma vez na sua vida uma oportunidade de ver o Steve Vai na sua cidade, da onde quer que você seja, Vá! Não perca a chance de assistir por quase três horas esse tremendo show. Longa vida ao Steve Vai e até uma próxima oportunidade. Steve Vai formação atual:

  • Steve Vai – Guitarra, Violão e Vocal
  • Philip Bynoe – Baixo
  • Dave Weiner – Guitarra e Violão
  • Jeremy Colson – Bateria

Steve Vai @ São Paulo/SP – “The Story of Light” 08/12/2013

  1. Racing The World
  2. Velorum
  3. Building The Church
  4. Tender Surrender
  5. Gravity Storm
  6. The Trillium’s Launch (Dave Weiner)
  7. Weeping China Doll
  8. Answers
  9. The Animal
  10. Whispering a Prayer
  11. The Audience Is Listening
  12. The Moon and I / Rescue Me or Bury Me
  13. Sisters / Salamanders in the Sun
  14. Treasure Island / Fire Garden Suite II – Pusa Road
  15. Jeremy Colson’s (Drum Solo)
  16. The Ultra Zone
  17. Frank
  18. Build Me a Song – Plateia convidada!
  19. For the Love of God
  20. Fire Garden Suite IV – Taurus Bulba

Obrigado Time For Fun pela atenção e o credenciamento.

Texto por: Victor Santos – Fotos por: Matheus Silva

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
Victor Santos