Resenha: Matanza Fest @ Tropical Dance – São Paulo, SP – 13/12/2013

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Resenha em dobradinha…

O Matanza Fest veio na vibe que o público queria, quebrando tudo, nessa edição tive a participação do Anderson Cruz, vocalista da banda Next Stage, fã de Matanza, para contar um pouco dessa sexta-feira 13 de som alto e caos.

O Fest esse ano contou com a presença das bandas, Test, Oitão, Vulcano, Dead Fish e os anfitriões do Matanza.

Nesse clima de música pra beber e brigar, o povo bebeu e bebeu muito, o lugar é grande, comporta bem um evento desse porte, só que eles não estavam muito preparados para receber o público cativo do Fest, como o lugar recebe grupos/bandas de outros estilos, o lance perdeu um pouco de controle em questão de organização, e do povo estar a vontade demais.

Não havia área para fumantes no local, então o fumódromo era ali mesmo, não vou comentar o estado que ficou (mesmo antes do ínicio do show do Matanza), o chão do Tropical Dance, inundado (com devida licença para o exagero) de tudo que você puder imaginar, não entrarei em detalhes por motivos óbvios.

Bem, vamos ao que interessa, a banda que abriu o Fest foi a “Test”, que subiu no palco mostrando que o som naquela noite ia ser porrada, o baterista Barata (rápido demais) e o guitarrista/vocalista João Kombi, fizeram um show certeiro com viradas insanas, e riffs ácidos.

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Depois, desfrutando do atraso proporcionado pela casa, (e já conhecido em festivais), sobe ao palco os caras do “Oitão”, trazendo suas referências metal/hardcore, fizeram um show animado, botando o público a entrar no embalo da noite.

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O próximo show contou com “Vulcano” com sua pegada de black/death metal, para trazer a sexta feira 13 de novo a tona, show sucinto, objetivo, (satânico 666) a galera curtiu.

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Já em meados da 1 da manhã e com a casa consideravelmente cheia, Dead Fish veio com tudo, em 20 anos de hardcore, os caras mostraram toda a adrenalina, e colocaram o pessoal pra agitar, com seu já conhecido som rápido, objetivo, metralhando questões políticas, o Dead Fish fez um show de respeito.

A banda veio com um set list dedicado ao dvd, “Dead Fish 20 Anos”, então pudemos contar dentre outras com “Você”, “A Urgência”, “Queda Livre”, “Rei do Açúcar”, “Oldboy”, “Sonho Médio”, “Afasia”.

A banda saiu do palco antes do previsto por problemas técnicos, porém o público ficou satisfeito com a apresentação dos capixabas!

E pô, os caras na cena tem todo o respeito que uma banda com 20 anos nas costas deve ter, e mantendo o som no mesmo nível, obviamente influenciado por novas ideias e pelo tempo, dica boa esse último dvd dos caras, vale a pena porque tá massa demais.

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E show de hardcore bom como o do Dead Fish, tem que todo mundo entrar na roda mesmo, isso cabe até aos mais desavisados, que ainda tinham a banda como novidade, tudo mudou após o primeiro acorde.

Para a resenha do Matanza, nada melhor do que um fã (bebum), pra contar pra vocês com todos os detalhes que o clube dos canalhas merece… 

Segue por Anderson Cruz (vocal – banda Next Stage), divirtam- se!

Show do Matanza não teria data melhor para acontecer, sexta­ – feira 13, o dia em que o Tropical Dance tremeu com um show explosivo.

O Matanza adentrou aos palcos às 01:30 da matina, os “bebuns” acabados e as mulheres diabo estavam em peso, para ver o maldito e fedorento Matanza, o puro country e o puro harcore na mesma noite, com músicas de todos os discos de estúdio, menos o “To hell  Witch Johnny Cash”.

O show começou com “O chamado do bar”, não podia ter sido melhor e mais acolhedor naquele momento, músicas do novo disco “Thunder Dope” estavam presentes, com “Pane nos Quatro Motores”, “Mulher Diabo” e “Odiosa Natureza Humana”, veio pesado com sons como: “Remédio Demais”, “Conforme Disseram as Vozes” entre outras.

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Claro que não faltou clássicos do disco “Santa Madre Cassino”, mandaram: “As melhores Putas do Alabama”, “Imbecil”, O Maldito Hippie Sujo”, além do disco “Músicas para Beber e Brigar” que sempre traz as mais pedidas, como “Pé na Porta Soco na Cara”, “Bom é Quando Faz Mal”. E obviamente não poderia faltar um dos mais bem sucedidos discos do Matanza, “A arte do Insulto” estava atuante demais, com “Eu não Gosto de Ninguém” e com o clube que todos presentes nessa noite quente no Tropical Dance faziam parte, “O Clube dos Canalhas”, sem contar com a energia que só o Matanza tem de tocar as músicas emendadas, sem deixar ninguém respirar, simplesmente, uma sexta-­feira 13 alucinante para bebum nenhum botar defeito, e como sempre o final desejado que todos cantam: “Estamos Todos Bêbados” coroa a noite maldita, como todo bom fã do Matanza adora.

Fotos: Jair Gomes – Imprensa do Rock

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Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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