Resenha: Marduk – Frontschwein

Temos aí excelentes bandas no cenário Black Metal, aquele realmente “genuíno” das geleiras européias, o Marduk conseguiu de forma honrosa e gratificante superar qualquer expectativa criada sobre o belíssimo “Frontschwein”, sem exageros, o melhor disco da banda e uma fase devastadora em que os caras se encontram.
O 13° disco da banda mostra como se chega com facilidade à beira da perfeição e te leva com uma energia única para um mundo obscuro e tenebroso. Morgan se mostra mais criativo e insano, com riff’s bem encaixados e marcantes, a velocidade e criatividade de composição dos mesmos são de cair o queixo. Mortuus consegue e muito bem fazer seu papel, seu timbre é inimitável, consegue rasgar sua voz e impõe bastante soturnidade nas melodias. A cozinha infernal que aqui se encontra é coisa absurda, a bateria se mostra mais veloz e agressiva assim como o grande Devo que comanda o baixo denso e carregado, mesclando peso com velocidade.

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Capa do Disco

As onze composições aqui mostram a melhor fase da banda, fazendo uma junção Black “macabro” com uma pegada “old school”. Fazendo jus ao macabro, “Frontschwein” abre o disco com peso e velocidade fora do comum, grande destaque para o excelente trabalho de Fredrik, que literalmente parece destruir seu kit com as baquetas. Seguindo para uma música cativante e muito interessante “The Blond Beast” mostra um lado técnico e muito agradável, com um grande trabalho de Devo, com escalas bem elaboradas e peso.
Com um Black Metal cru e direto, “Afrika” mostra muita agressividade, com vocais guturais e rasgados. Emanando cheiro de enxofre “Wartheland” surge com muita morbidez assim como “Rope of Regret” que mostra um belo trabalho da guitarra com riff’s densos. “Between The Wolf-Packs” segue o Black tradicional que consagrara a banda, já “Nebelwerfer” entra em um clima sombrio se arrastando de forma maligna, completamente diferente do que a banda vem desenvolvendo até aqui, digna de fazer parte dos set’s da banda ao vivo.
“Falaise: Cauldron Of Blood” e “Doomsday Elite” mostram o que a banda sabe fazer de melhor no quesito cozinha, trabalho realmente versátil e cuidadoso, com nuances “Black Old-School”, longe de cópias, óbvio, mas sim baseado naquilo que a banda vem feito até os dias de hoje. “Frontschwein” é digno de honra, pois é um disco impecável que mostra uma nova roupagem que a banda desenvolveu e que renderá bons frutos. Disparado, o melhor trabalho da banda!

Nota: 10

Músicas:

  1. Frontschwein
  2. The Blond Beast
  3. Afrika
  4. Wartheland
  5. Rope Of Regret
  6. Between The Wolf-Packs
  7. Nebelwerfer
  8. Falaise: Cauldron Of Blood
  9. Doomsday Elite
  10. 503
  11. Thousand-Fold Death

Membros:

  • Morgan – Guitarra
  • Mortuus – Vocal
  • Devo – Baixo
  • Lars – Bateria

Resenha: Leandro Fernandes

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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