Resenha: The Leprechaun – Long Road

Inovador e desafiador, assim pode-se definir o debut “Long Road”. O The Leprechaun consegue destilar muito bem um som Folk com várias influências Blues e um Country bem americanizado, claro, a pegada rock é a essência de tudo.

A banda passou por uma reformulação no ano de 2012 e essa mudança trouxe bastante maturidade e originalidade ao som. O grande diferencial é o uso de banjo e arranjos de violino, tornando assim um disco bastante atrativo para quem gosta de um estilo completamente diferente. O que se encontra aqui é um Folk Rock legítimo com uma pegada acústica.

A vocalista Fabiana Santos tem uma bela voz que se encaixou perfeitamente ao estilo imposto pela banda, chegando a lembrar em alguns pontos os irlandeses do The Corrs e também a excelente banda Fleetwood Mac. Algo curioso que encontramos na banda é o fato de não usarem guitarras, sendo que instrumentos de corda ficam por conta de violinos, banjo e violões. Rafael Schardosim consegue com facilidade e precisão tocar o seu banjo que é evidente em todo o disco e muito bom de escutar. Algo que exige bastante destreza em bandas com essa pegada é a qualidade que a cozinha é executada, pois é algo que pode comprometer o disco drasticamente. Esse quesito no disco é muito fantástico devido à grande experiência que Eric Fontes (baixo) e Fernando Zornoff (bateria) dominam seus instrumentos.

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Capa do Disco

As doze faixas seguem a mesma linha e mudam em poucas coisas, deixando assim um disco mais uniforme e sem se perder dentro da proposta. “Culprits And Victims” e “Melancholic Singings” abrem o disco com um misto de peso e transparência, sendo a segunda citada se mostra uma música mais animada e contagiante. “Dead Stars” entra em uma pegada mais melancólica, com um peso na bateria e um refrão bem grudento, mas muito bom de ouvir, pois Fabiana tem uma voz suave e usa de muita técnica para executá-la.

“Blood Puddles” e “They Won’t Control Our Feedom (For a Day)” são interessantes por se mostrarem mais animadas, mas logo se nota uma pegada também melancólica, deixando o som mais atrativo, a banda consegue essas mesclas que deixam o disco bastante agradável. Já em “How Brave We Are” o som é mais orgânico e arrastado, uma música interessante e diferente. “Lemon Trees” tem uma pegada bastante americanizada, com uma levada bastante empolgante. “Hold The World”, “Man Of Tiananmen” e “Hello Stranger” parecem ser uma sequência divida em três partes, isso pelo fato das mesmas se mostrarem em uma sincronia realmente perfeita.

“Hide Your Love” e “The Hope At the And” encerram esse disco. O The Leprechaun pode se orgulhar do trabalho que fazem, pois a originalidade e a confiança em tudo que fazem estão em alta e dão amostras que isso está longe de acabar. Grande banda e excelente disco! Escute de mente aberta e divirta-se, pois diversão aqui tem de sobra.

 

Nota: 09

Músicas:

 

  1. Culprits And Victims
  2. Melancholic Singings
  3. Dead Stars
  4. Blood Puddles
  5. They Won’t Control Our Freedom (for a Day)
  6. How Brave We Are
  7. Lemon Trees
  8. Hold the World
  9. Man of Tiannanmen
  10. Hello Stranger
  11. Hide Your Love
  12. The Hope at the End

 

Banda:

 

  • Fabiana Santos – Vocais
  • Bruno Stankevicius – Guitarras
  • Paulo Sampaio – Guitarras
  • Eric Fontes – Baixo
  • Rafael Schardosim – Banjo
  • Andrew Nathanael – Violino
  • Fernando Zornoff – Bateria

Resenha: Leandro Fernandes

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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