Resenha: Land Of Tears – The Ancient Ages of Makind

Com uma evolução absurda e produção impecável, o Land Of Tears destila muito ódio e agressividade nesse debut que mostra muita técnica e maturidade em uma das principais bandas de Death Metal do nosso país.

“The Ancient Ages of Makind” mostra ser um disco de identidade única levando a banda ao ápice nesses anos todos de muita dedicação. O que se impressiona nesse disco é a qualidade no qual o mesmo foi produzido, desde o capricho da capa até a masterização, mostrando muita evolução e qualidade absurdas.

Land Of Tears_The Amcient Ages of Mankind_2014

Capa do Disco

O princípio básico do disco é um Death poroso e direto, mas nota-se nuances Doom e ao longe um Heavy Metal mais encorpado com um toque discreto e com essas mesclas o disco se tornou um verdadeiro petardo que agradará a todos de forma única. Robson (vocal) mostra um timbre bastante técnico e com excelentes guturais, nada exagerado ou cantado de forma desesperadora, o duo que o mesmo faz com Leandro Xsa nas guitarras são fortes e pesados com uma pitada “death old shool” executando belos riffs e solos. O peso descomunal dos “cozinheiros” S. Vianna (baixo) e Orion Gobath (bateria) são monstruosamente perfeitos e executados com uma velocidade absurda.

As nove pedradas que aqui se encontram incitam a ligar o play no “repeat” e deixar a paulada solta, fato que a brutal e sombria “The Colossus of Rhodes” e a infernal “Old Legends” conseguem logo de cara anestesiar a quem ouve, com uma “riferama” veloz e o vocal agressivo mostram como será ao longo do disco. “Cerberus” é mais técnica e se inicia com um belo solo, destaca-se também a excelente e veloz cozinha. A faixa que batiza o compilado “The Ancient Ages of Makind” já pode ser considerada um clássico, riffs carregados de muito peso, um clima soturno toma conta de toda a música devido a essência Doom que a mesma carrega, belíssima composição.

Investindo bem em um Death inovado “Forbiden God” é bem seca e sem delongas assim como “Mega Alexandros” que segue uma linha harmônica muito intensa e viciante. ”Pentekontoros” é bastante objetiva imposta por vocais bastante agressivos e urrados, grande destaque para os solos, coisa realmente perfeita. Encerrando com bastante louvor, “Omega Legions” só define o quanto a banda está mais do que madura e eficiente. Um disco perfeito, bem trabalhado e intenso. Cuidado, sua cabeça poderá se soltar do pescoço.

Nota: 10

Músicas:

  1. Sons of Eternity
  2. The Colossus of Rhodes
  3. Old Legends
  4. Cerberus
  5. The Ancient Ages of Makind
  6. Forbidden God
  7. Mega Alexandros
  8. Pentekontoros
  9. Omega Legions

Membros:

  • Robson Night Arrow – Vocais e guitarras
  • Leandro Xsa – Guitarras
  • S. Vianna – Baixo
  • Orion Gobath – Bateria

Resenha: Leandro Fernandes

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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