Resenha: Kamelot @ Carioca Club – São Paulo, SP – 09/02/2014

Foto: Kennedy Silva

Dia 09-02-2014, uma tarde memorável! O dia do primeiro show da banda norte americana Kamelot em São Paulo, depois da sofrida mudança de formação no qual poucos sabem que fim se deu ao carismático vocalista Roy Khan… mas como estamos aqui pra falar de coisa boa então vamos lá!

Foi uma quentíssima tarde de domingo onde muitos, como eu, estavam fritando do lado de fora do Carioca Club. Estava marcado para as 18:00 a abertura das portas mas só as 18:40 podemos ver algum movimento na extensa fila que dava uma bela volta em duas das ruas, pessoas ansiosas, pirateiros vendendo camisetas de quinta categoria a preço de camisetas oficiais facilmente encontradas na galeria do rock… e finalmente entramos!

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Foto: Kennedy Silva

O ambiente estava muito quente mas foi melhorando. Tinha muita gente no local, mostrando que teríamos uma noite de casa cheia! Até que as 20:00 as luzes do palco acendem… e a multidão começa a se animar, até que o baterista Casey Grillo e o baixista Sean Tiebets sobem ao palco saudando o público, logo em seguida Thomas Youngblood, Oliver Palotai, Alissa Gluz e Tommy Karevik tomam conta do palco e destroçam a primeira música que compõe o seu último álbum “Silverthorn”, “Torn” veio como uma perfeitíssima música de abertura para o show, afinal é uma música pesada, rápida, mas também muito cheia de feeling e melodias de amplo bom gosto. Eu particularmente acho a melhor música do disco, seguida de “Ghost Opera” que é uma ótima música da fase com o Roy Khan mas não teve jeito, todos se renderam ao muito competente novo vocalista Tommy Karevik que por sinal também é vocalista de uma outra ótima banda chamada Seventh Wonder. Após a “Ghost Opera” entraram com mais uma pancada no canal auditivo, a música de trabalho do disco “Poetry for the Poisoned” chamada the “Great Pandemonium”, que de fato gerou um pandemonium no meio da plateia extaziada! O Tommy soube muito bem como dominar a plateia pois além de ter uma qualidade e preparo vocal inquestionável, tem uma performance marcante, similar ao do antigo vocalista que além de agitar todos também sabe como se expressar corporalmente no decorrer das palavras que canta.

Foto: Kennedy Silva

Foto: Kennedy Silva

Em seguida mandaram “Veritas” pra dar uma cadenciada e garantir mais energia pro que viria em seguida. Mas o descanso só foi até ela, pois em seguida a demolição do Carioca Club se deu por iniciada com mais um clássico da banda, “Center of the Universe” do álbum “Epica” que foi emendada com “Soul Society” mantendo o “animômetro” no talo! Depois de um pequeno momento de comunicação com o público as luzes se apagam para criar uma atmosfera mais “romântica” para o show, e se iniciam as cordas e piano de “Song for Jolee” trazendo o momento mais “feeling” para o palco onde só tinha o Oliver Palotai, Casey Grillo e o Sr. Karevik mostrando uma técnica e interpretação deveras emocionante. Após essa bela canção todos voltam aos seus postos e o palco começa novamente a ferver com “Rule the World” do álbum “Ghost Opera” que é conduzida por riffs bem afiados e muito pegajosos. Ao mesmo tempo no fim dessa música Karevik apresenta o solo do grande baterista Casey “The Animal” Grillo, onde pude ver pessoalmente o quanto esse baterista é incrível, seja em técnica ou em performance com os malabarismos de baqueta. Ele é espetacular!

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Foto: Kennedy Silva

Logo em seguida todos retomam seus postos para desferir “When the Lights are Down” do álbum “The Black Halo”. Tal música que é repleta de melodias inacreditáveis de tão perfeitas, e uma bateria na velocidade da luz com o double bass, de fato a marca registrada do Kamelot essa mescla de peso, melodia e velocidade. Logo em seguida foi chamada a introdução da música de trabalho do último álbum “Sacrimony (Angel of Afterlife)” que ai sem dúvidas estavam todos na mesma sintonia, ou seja, a loucura! É muito legal ver a interação do Tommy KArevik com a vocalista Alissa Gluz que além de fazer as partes dela com “Screams” ela ainda canta as partes melódicas que foram originalmente gravadas pela vocalista Elize Ryd de forma tranquila como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Após mais essa porrada, o Kamelot vai de “Human Stain”, música muito rica melodicamente e muito exigente no quesito interpretação. Acho que de fato escolheram este set pra mostrar a todos presentes no show que o Tommy é “pau pra toda obra”. Sou muito fã do trabalho do Roy Khan, e definitivamente o Karevik não deve exatamente NADA, prova disso foi a forma que ele embalou a belíssima balada “Don’t you Cry” do disco “Karma” e na sequência já puxaram “My Confession” também do ultimo álbum. Pra continuar, tivemos o prazer de ver o solo de teclado acompanhado do baterista, sendo ovacionados à todo momento.

Foto: Kennedy Silva

Foto: Kennedy Silva

Então Thomas YoungBlood começa o breve solo da melodia de uma das músicas mais esperadas da noite, e após uma marcação por base de rudimentos do Casey Grillo se dá inicio à “Forever” do álbum “Karma” onde o chão já não era mais habitado. Um dos momentos mais marcantes dessa música no show foi que o Karevik começou a pedir para que os presentes o “Ajudassem” a cantar com ele, como já feito no DVD “One Cold Winter Night”, e ouvi gente dizendo que ele queria imitar o Khan nessa brincadeira com a platéia, porém na parte final ele mandou um melisma muito ágil mostrando domínio de uma técnica bastante refinada onde eu mesmo pude tirar uma com a cara do colega que achou que ele iria apenas repetir o que já foi feito.

Aparentava que o show estava próximo do fim, pois todos abandonaram o palco, porém o Sean Tibets retornou para executar seu solo, por sinal muito divertido, fazendo uma breve Jam junto com o baterista no quais tocaram um trecho de uma música do “Stray Cats”, uma velha banda de rockabilly.

Na sequência as notas de piano de “The Haunting” ecoavam pelo ambiente e mais uma vez Alissa e Karevik detonam em mais um belo dueto que posteriormente foi seguido de mais uma música esperadíssima no set list “Karma” do álbum de mesmo título e fecharam a noite com “March of Mephisto” do disco “The Black Halo”.

Foto: Kennedy Silva

Foto: Kennedy Silva

De fato uma noite inesquecível que espero repetir logo em breve!

Set List:

  1. Torn
  2. Ghost Opera
  3. The Great Pandemonium
  4. Veritas
  5. Center of the Universe
  6. Soul Society
  7. Song for Jolee
  8. Rule the World
  9. Drum Solo
  10. When the Lights are Down
  11. Sacrimony (Angel of Afterlife)
  12. The Human Stain
  13. Don’t You Cry
  14. My Confession
  15. Keyboard Solo
  16. Forever
  17. Bass Solo (trecho de Stray Cat Strut da banda Stray Cats)
  18. The Haunting (Somewhere in Time)
  19. Karma
  20. March of Mephisto
  • Resenha por: Raphael Dantas (Vocalista da banda Andragonia)
  • Fotos por: Kennedy Silva – Contato: kennedy.fotografia.br@gmail.com
Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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