Resenha: Guns N’ Roses @ Arena Anhembi – São Paulo – SP – 28/03/14

Com um Arena Anhembi abarrotado, o Guns N’ Roses, fez um show para um público com cerca de 22 mil pessoas. Apresentando canções do seu último disco “Chinese Democracy”, duas bandas de abertura aqueceram o público antes da atração principal da noite. Foram elas: Doctor Pheabes e Plebe Rude.

Nos meus 10~11 anos, sempre assistia os clipes do Guns N’ Roses e via como o vocalista Axl Rose era tão enérgico em cima do palco. Correndo de um lado para o outro, agitando o público, com os devidamente merecidos clássicos e de vez em quando “perdendo a linha com um ou dois fãs nas apresentações ao vivo”.

Hoje a situação já é bastante diferente. Vimos como bandas podem mudar drasticamente em um período de pouco mais de 10 anos. O Guns N’ Roses que contava com um time que valia por 30 músicos, hoje tem em sua banda 8 integrantes que fizeram valer a pena todas as substituições que andaram ocorrendo.

Chegando ao Arena Anhembi, já dava pra ver o local bem cheio, pessoas que comentavam qual seriam a melhor música da noite, como por exemplo a “Civil War” que também fez parte do extenso repertório do show (contando com 30 músicas) e, muitas outras coisas, principalmente a velha brincadeira sobre o tempo de atraso do show.

O show abriu com a faixa-título do último trabalho lançado pela banda, “Chinese Democracy”. Seguiu com a clássica “Welcome To The Jungle” logo de cara, apostando nos diversos flashbacks que os fãs tiveram ao assistir a música ali, de pertinho, no calor noturno da cidade de São Paulo.

“It’s So Easy”, “Mr. Brownstone” e “Estranged” foram as próximas. Um clássico após o outro. Axl Rose queria porque queria entreter ao máximo os fãs presentes. Suas clássicas danças juntando os passinhos de um lado para o outro, adaptando adequadamente sua voz em cada música que se iniciava, chegando devagarzinho “Better” e “Rocket Queen”. Ao chegar da noite, o primeiro solo de guitarra ficando por conta de Richard Fortus, fez sua presença de palco. Isso deu tempo para que AXL fizesse sua primeira troca de jaqueta e chapéu, mudando para uma cor mais forte e chamativa, que com o icônico microfone vermelho do vocalista, deixava-o em grande sintonia com o público.

O primeiro cover da noite, ficou por conta de “Live And Let Die”, música que foi escolhida a dedo, introduzida pelo piano clássico, a emoção que dava pra perceber vinda dos fãs era incrível, com uma grande quantidade de pessoas cantando a música em coro. Essa que deu passagem para entrada de mais uma música do “Chinese Democracy”, dessa vez vindo a romântica “This I Love”. Trazendo lágrimas aos olhos do público mais fanático. E assumo, arrancou lágrimas dos meus olhos também. Mesmo com o seu novo formato de voz, Axl Rose mostrou que ainda pode emocionar o seu público com suas composições.

Para descansar mais um pouco, um segundo cover é tocado. O baixista Tommy Stinson, assume os vocais da “Holidays in the Sun”, música que é originaria dos Sex Pistols e que aliás, caiu muito bem no tom de voz dele. Dando tempo para mais um solo ao comando do guitarrista Dizzy Ridder, desta vez tendo a oportunidade para mostrar sua performance para o público.

“Catcher In The Rye”, veio para acalmar um pouco o ânimo dos fãs presentes, já que logo a frente, “You Cold Be Mine” viria com uma pegada fantástica “detonando” em bom modo, toda a estrutura do palco do Arena Anhembi. No final da primeira parte do show, teríamos uma sequência bacana, novamente, Axl Rose deixando que “Bumblefoot” brilha-se no palco. Dessa vez o guitarrista pode assumir também o vocal na faixa “Abnormal”, sendo que em seguida viria a bela “Don’t Cry”, “Knockin’ On Heaven’s Door”, a tão aguardada “Civil War”, uma Jam, e “Nightrain”.

Seguindo para o “BIS”, uma nova JAM entre os músicos veio com toda sincronicidade do mundo, já que “Patience” viria com um formato diferente, uma adição de instrumental curiosa, que passaria por uma terceira e última JAM, para finalmente chegar em “Paradise City” essa que levantou todo o astral do Arena. As 22 mil pessoas presentes, estavam simplesmente ansiosas para ouvir esse clássico indiscutível do Guns N’ Roses.

CONCLUSÃO:

Sobre as bandas de abertura, não tenho o que reclamar. Não cheguei a tempo de ver o Doctor Pheabes, porém com tranquilidade, assisti Plebe Rude, mesmo sendo uma banda Punk Rock, os caras conseguiram levantar pelo menos um pouco, o ânimo do publico presente. No fundo, no fundo, gostaria de ter visto e ouvido o tremendo som dos também brasileiros SIOUX 66, ao qual sem explicação, de um dia para o outro, infelizmente, não pode tocar devido a mudança da própria organização do Guns N’ Roses.

Em questão do atraso do show, novamente já não há o que mais discutir, Axl Rose e companhia entram a hora que querem e quando bem entendem. O que da pra fazer nas quase duas horas de atraso até a introdução de “Chinese Democracy” é conversar com os seus amigos, ou se for sozinho, conhecer novas pessoas, e quem sabe, arrumar até uma carona de volta pra casa. Por que todos sabemos. Se tratando de um show de Axl Rose e companhia, a noite será muito longa!

Texto Por: Victor Santos // Foto por: M. Rossi
Agradecimentos pela atenção e o credenciamento: Denise Catto – MIDIORAMA
Cobertura direto da Sala de Imprensa do Arena Anhembi.

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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