Resenha: Em Nome do Medo: A Brazilian Tribute To Moonspell

Uma das maiores bandas do Metal mundial teve sua homenagem prestada por grandes nomes do Metal nacional. O Moonspell é uma grande influência para bandas que investem em um som macabro, intenso e soturno, com seu Ghotic / Dark Metal a banda a cada lançamento mostra sua versatilidade e transparência em suas músicas. Há tempos atrás chegaram a arriscar com uso de sintetizadores e outros elementos em suas músicas como nos discos “The Butterfly Effect” e no “Sin/Pecado”, experimento que colocou em xeque o som da banda, mas nada que comprometesse de forma que pudesse se desviar para outros caminhos, hoje o respeito e adoração pela banda é imenso que merecidamente ganhou esse belo tributo. Fazendo uma análise música por música vamos destrinchar uma das melhores homenagens feitas até hoje somente por bandas nacionais.

Malkuth: Banda de Black Metal do Recife executam a música “Tenebrarum Oratorium”, faixa do disco “Under Satanae” que abre o tributo. Mesclam um som obscuro e cru, deixando a canção ainda mais tenebrosa, destacando os bons arranjos de teclado e o vocal completamente matador. Criatividade sem limites!
Nota: 09

Capricornian: Continuando no compliado “Under Satanae”, “Opus Diabolicum” recebe uma roupagem mais Black e intensa, destacando bem as guitarras com riff’s “sujos” e rápidos mostrando realmente um som macabro e forte. Excelente adaptação da banda.
Nota: 08

Patria: Os gaúchos do Patria surpreendem com a excelente “Wolfshade” do disco “Wolfheart”, um dos melhores lançamentos do Moonspell. A banda cria um belo clima na música mostrando um Black Metal completamente “old school”, com ótimas bases e um solo muito bem executado, vocais furiosos chegando a lembrar o timbre de Fernando Ribeiro em certos momentos.
Nota: 10

Soturnus: O Nordeste realmente é uma máquina de som pesado. Os paraibanos do Soturnus executam um Doom bem cadenciando em “Of Dream and Drama” também do belíssimo “Wolfheart”, o grande destaque aqui são as harmonias de guitarra e solos juntamente com o belo trabalho da bateria, bastante carregada e intensa, os backings vocals dão um toque a mais no clima escuro que fora criado.
Nota: 09

Malefector: “Alma Mater” seguiu bem a linha do Moonspell, acredito que poderiam ter se arriscado mais, o refrão ficou um pouco simples e sem muita pegada, pois se trata de uma música mais agressiva e a mesma pede mais raiva, mas isso não tira o talento e esforço de cada um. Destaque para os vocais limpos que ficaram bem acentuados e com um belo timbre.
Nota: 07

As Dramatic Homage: O que esses cariocas fizeram com essa música ficou algo inexplicável. O clima gélido e “dark” que a música já possui ajudou e muito a banda a colocar um tempero a mais em cada acorde, os caras conseguiram manter o nível e souberam desenvolver bem. Os destaques ficam por conta dos teclados que soam de forma bem carregada e intensa acompanhados por um riff pesado e bem marcado, as vozes ficaram realmente bem encaixadas e limpas. Grande destaque do disco.
Nota: 09

Silent Cry: Os veteranos de Minas Gerais mostram em “Opium” algo bem inverso e diferente. A essência gótica que existe na música ficou um pouco apagada e ofuscante. Algo a se destacar é o trabalho da bateria que ficou bem interessante e os vocais graves também tem um bom destaque, no geral, muito simples.
Nota: 5,5

HellLight: “Ruin & Misery” é a bola da vez com os paulistas. Belos arranjos de teclado e vozes arrastadas, incorporando bem a cara da banda que executa um Doom realmente obscuro e forte, deixando a música completamente arrastada e melancólica, elementos que se encaixaram bem. Belo trabalho das guitarras.
Nota: 9,5

Ravenland: O que essa banda conseguiu fazer com a “Magdalene” foi algo surpreendente. Com a inclusão de instrumentos orientais juntamente com um vocal feminino na mesma linha a música se varia em várias atmosferas, pois a riqueza de instrumentos contidos é realmente bela. Seguindo bem uma linha Gótica a música não se perdeu e conseguiu causar uma boa impressão.
Nota: 10

Veuliah: Por ser uma banda bem a linha do Moonspell os caras tentaram manter a base original da música, mas a escolha de “In And Above Men” foi a grande sacada. Mesmo seguindo os “trâmites” a banda conseguiu dar seu recado e mostrar muito talento em encorpar a música a seus padrões, com vocais agressivos, guitarras pesadas e um belo trabalho de bateria os caras não se perderam e conduziram com bastante talento.
Nota: 10

Alex Voorhees: “From Lowering Skies” ficou realmente matadora, com um clima gótico bem atmosférico ”oitentista”, esse talentoso vocalista deu seu recado mudando completamente a música, o peso está presente e os vocais agressivos deixam sua marca também com destaques para os solos e efeitos inclusos.
Nota: 10

Apocalyptchaos: Os goianos fizeram um trabalho bastante homogêneo e cativante. Vocais bem encaixados e variados, acompanhados de uma suave voz feminina ao fundo deixando o clima mais sombrio. A qualidade instrumental é absurda, com uma bela marcação de bateria e guitarras pesadas mostram um Doom muito bem executado conseguindo conduzir muito bem e sem sair fora daquilo que a música é. Nota: 10

Hate Embrace: A inovação que a banda trouxe a excelente “The Southern Deathstyle” é também de cair o queixo. Um Death imposto de forma competente e viciante, com riffs rápidos e uma cozinha realmente perfeita com grande destaque para o baixo que é evidente em toda a música. Temos aqui um som agressivo e brutal, um belo diferencial.
Nota: 9,5

Inner Demons Rise: A banda executa “Finisterra”, o som está potente e os vocais urrados ganham destaque por toda a música, a bateria e riffs mostram bastante serviço e as variações também nas guitarras quebram aquele clima pesado e deixa a coisa um pouco mais “amena”. Muito original e bem feito.
Nota: 8,5

Kataphero: Mais uma banda que surpreende pelo talento e postura ao se adaptar um som aos seus moldes. A galera de Natal (RN) mostra um som denso e bem trabalhado, com várias passagens e excelentes climas impostos, “Once it Was Ours” ganhou uma excelente repaginada e com certeza agradou a muita gente.
Nota: 09

Obskure: Uma das mais antigas aqui nesse tributo é bem conhecida no Underground nacional. Com um Death Metal bem “old” a banda consegue “agredir” bem ao ouvinte com um som poderoso e único. “Night Eternal” se encaixou como luva para a proposta da banda, grande destaque para os solos executados.
Nota: 08

Raiser: A galera de Maceió investe seu Trhash/Death em “Lickanthrope”, deixando a música bem diferente e muito atrativa. Com um belo vocal nervoso e um instrumental cru a banda com muito talento enriquece bem a música, mostrando que realmente deram o sangue.
Nota: 8,5

Burn In Pain: A banda encerra esse maravilhoso tributo com “Em Nome do Medo”. Os caras fizeram um trabalho muito interessante, agressivo e bem executado. Os destaques aqui são os vocais urrados e as guitarras agressivas e rápidas. Encerraram o disco de forma triunfal e honrosa.
Nota: 09

Resenha: Leandro Fernandes