Resenha de CD | 2014: “Primator” – Involution

Do celeiro paulistano nasce Primator. Antes de gravar seu debut, a banda toca por mais de 6 anos nos principais bares e casas de rock da cidade. Desde a primeira faixa pude entender que o metal aqui é voltado para os anos 80, mas existe um incomodo com relação a voz de Rodrigo. Já a banda como um todo soa muito bem, as composições lembram os grandes nomes do metal, são bem combinadas e executadas.

Nota: 8/10
Texto por:
Paula Alecio
Edição: Victor Santos

Por ser um primeiro álbum, diria que tem potencial, mas… precisam combinar melhor o vocal com o som, pois esse destoa muito em alguns momentos. Rodrigo tem um timbre bacana, mas aos meus ouvidos, pareceu não harmônico ao som, sabe quando tem algo estranho, que nos incomoda? Senti isso do inicio ao fim.

Vamos exemplificar essa critica faixa por faixa, mas para não ficar repetitivo, falarei mais da parte sonora, pois a voz realmente incomoda em todas as faixas, em algumas um pouco mais em outras menos.

A faixa de abertura “Primator” empolga no começo com seu riff poderoso de guitarra, mas logo nas primeiras frases, Rodrigo exagera em seus agudos. Mas o som tem uma bela composição musical, um solo bacana e riffs interessantes. “Deadland” tem um início marcante, uma dobra de guitarras muito boa, e vem os gritos, destoam do som poderoso no fundo. No refrão, quando o vocal é marcado por graves, ai sim a harmonia aparece.

Flames of Hades” já se inicia com o bom e velho metal oitentista marcado, uma bela composição sonora, mas o vocal de novo dissimula a coisa toda, na frase. “Caroline” é legal, também marcada por power riffs no começo, galgada em um peso bem bacana.

Black Tormentor” pra mim, uma das faixas mais bacanas do play, por ser original e ter uma levada intensa, o refrão também se mostrou menos turvo, inclusivo aconselharia Rodrigo a manter essa linha de voz, melhorando um pouco ainda. A faixa também possuí um solo de guitarra muito característico do metal, lembra o Iron.

Let Me Live Again” que tem um inicio muito bom nas linhas vocais, uma faixa mais “balada”. Solos de guitarra  hard rock até, faixa bacana. “Face the Death” um pouco mais rápida que o resto do álbum, com um refrão bem marcado, som mais empolgante, com belos solos e cadenciamentos diferenciados. Nessa o vocal conta com uma ajuda de backings mais agressivos, ficou legal, mas dá pra melhorar.

Erase The Rainbow” que se inicia ao som de chuma e ao dedilhado em guitarra limpa, logo aparece um solo melódico combinado ao dedilhado, Rodrigo faz uma linha vocal a Lá Bruce Dickinson quando canta limpo, mas logo mostra a parte que destoa. Som bacana também, cheio de viradas e batidas de bateria bem marcadas. “Praying For Nothing” um som diferente de todo o resto do álbum, mais pesado, mais intenso, cheio de viradas e solos virtuosos. Gostei também.

Involution” marcada desde a frase que a introduz. Outra faixa que possuí um bela linha sonora, um refrão bem marcado, que deve funcionar muito bem ao vivo, ótima faixa título, e bela escolha para encerrar os trabalhos, que é finalizada em um dedilhado bacana.

Line-up:

  • Rodrigo Sinopoli (Vocal)
  • Márcio Dassié (Guitarra)
  • Diego Lima (Guitarra)
  • André dos Anjos (Baixo)
  • Alexandre Oliveira (Bateria)

Repertório:

  1. “Primator”
  2. “Deadland”
  3. “Flames Of Hades”
  4. “Caroline”
  5. “Black Tormentor”
  6. “Let Me Live Again”
  7. “Face The Death”
  8. “Erase The Rainbow”
  9. “Praying For Nothing”
  10. “Involution”

Conheça o Primator:

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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