Resenha: Claustrofobia @ Clash Club – São Paulo, SP – 08/02/2014

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Sábado, 08 de fevereiro, ainda estamos no verão brasileiro, com temperaturas altíssimas e nada melhor do que ter um aniversário pra ir! Querem coisa melhor?

O Claustrofobia comemorou seus 20 anos de estrada juntamente com as bandas Chemical, Forka e todo o público presente na Clash Club.

Exatamente às 19h13 o Chemical sobe ao palco e o público já se anima com o clima de comemoração ao som da primeira faixa “Cursed” fazendo os famosos “mosh”. Em seguida, uma sequência arrasadora com “Bloody”, “Worms” e “Suicide”. Antes de iniciar a próxima faixa, o Chemical agradece ao público por estarem ali; a galera é bem receptiva à todo momento, agitando e interagindo, seguiu “Lake” para a alegria dos presentes. Os músicos apresentam uma ótima performance com mais faixas de peso, muito bem elaboradas; e por fim, “Mentally”, “Dementia” e a saideira “Chemical”. Um set list curto, mas foi um show suficiente para mostrar todo o trabalho e técnicas aquiridas por eles ao longo da carreira.

Às 20h05 apresenta-se o Forka,formado por Ronaldo Coelho (vocal), Samuel ‘Pastor’ Dias (guitarra), Alan Moura (guitarra), Ricardo Dickoff (baixo), Caio Imperato (bateria); começaram o set list com muito peso, com “Black Ocean”, “Last Confrontation”, “Nation of Ashes”. Em seguida, agradecem à presença do público e mencionam os ‘headliners’ da noite, dizendo que “não é qualquer banda que faz 20 anos de carreira”, o público fica mais agitado. Com muita técnica e atitude executam: “The Human Race is Dead”, “Feel your Suicide”. Todos estavam animados; destaque para as performances do vocal e guitarristas. Este foi o segundo show do Forka no Brasil após a turnê europeia. O set list segue com: “Blasphemy” e “Empire Surrender”. Houve um momento inusitado, em que o vocalista pede para que o público abra um corredor e iniciam um verdadeiro “bate-cabeça” e até questiona “Vocês estão com medinho?” e a turma provou que não estava ali para brincadeira! O público segue agitando em todas as músicas; à essa altura a casa já estava cheia e todos empolgados para o show do ‘headliner’ e aniversariantes da noite: o Claustrofobia. Encerraram o show com: “Troops of Doom”; e resolveram tocar um ‘bis’ pra galera, a “Angel of Death”. Aproximadamente às 20h48 o Forka encerra sua apresentação com a certeza de mais um dever cumprido em um showzaço!

Por volta das 21h20, os fãs já chamavam pelos ‘headliners’… O Claustrofobia sobe ao palco, formado por Marcus D´Angelo (vocal/guitarra), Alexandre de Orio (guitarra), Daniel Bonfogo (baixo) e Caio D´Angelo (bateria), começando com a arrasadora “Peste” e foram ovacionados pelo público que estavam extremamente empolgados com a apresentação; em seguida executam “Metal Maloka” e “Trasher”. A Clash Club já estava lotada de fãs e admiradores do Heavy Metal nacional.

Segue a trinca “Condemned”, “Pinu da Granada” e “War Stomp” e os presentes mostraram que estavam ali para comemorar junto com tudo que eles tinham direito” Agitação em peso e os “mosh” estava presente em todas as faixas.

“Bastardos do Brasil” vem em seguida, música da qual recentemente foi lançado um polêmico e bem elaborado video-clipe, foi aterradora e o público seguiu acompanhando assiduamente.

Marcus D´Angelo fez um agradecimento com as seguintes palavras: “Gostaria de agradecer à vocês por realizarem nosso sonho, de coração”; o público continua agitando e vem a sequência com “Intro 2”, “Vida de Mentira”, “Isane Reality e “Black Magic”, insanidade pura! Durante o show, o Claustrofobia anuncia que está por vir CD/DVD, um álbum novo com a Napalm Records (importante gravadora do cenário Heavy Metal mundial), arrancando gritos de alegria dos fãs, e aproveitam para apresentar a faixa nova, fresquinha, para o público “Falling Apart”.

Apresentaram a própria cerveja aos fãs, e serviram-na ao sortudo que estava na frente do palco para continuar o set com “Caosfera” e “Paga Pau”. Antes de encerrar, Marcus D´Angelo faz outro agradecimento aos fãs reforçando a importância de todos ali presentes.

Fecharam com “Foda-se” cantada em uníssono. Sem dúvida, foi uma comemoração digna daqueles que lutam para chegar onde está e alcançar novos patamares dentro do Heavy Metal nacional e mundial. Foi um show sensacional; afinal “Claustrofobia não mente”.

Texto por: Sara Ferreira