Resenha: NLO + Bad Religion @ HSBC Brasil – São Paulo, SP – 08/02/2014

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Noite calorosa deste dia 08/02/2014, verão mandando suas ondas de calor sem piedade nenhuma, eis que, para esquecermos um pouco desse tormento era possível lembrar: “Hoje tem Bad Religion!”. Ao chegar no HSBC, já podíamos ver diversos fãs que estavam ali tomando uma gelada, batendo um papo, aquecendo o pavio da adrenalina, passamos pela bilheteria e lá dentro, víamos diversos outros fãs com camisetas do Bad Religion, todos em grupos, aquele papo de “qual som você curte?”, ou “de onde você é?” fazia o clima naquela noite.

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Por incrível que pareça, os dois shows começaram pontualmente em seus devidos horários, o apresentador Tatola Godas, abriu para o Bad Religion com sua banda (Nem Liminha Ouviu) que é um tributo para as diversas bandas brasileiras que faziam o underground na década de 1980. Clássicos fizeram os fãs mais velhos vibrarem em exemplos de canções como “Tão Perto”, “Pátria Amada” e “Até Quando Esperar”. Não podemos esquecer de uma cena onde o filho do vocalista, apareceu para fazer uma rápida participação.

Com seus discursos politizados e extremamente de opinião própria, o vocalista prosseguia o tempo todo, com sua singela air-guitar, com suas caras e bocas e muita conversa com o público. Foi um ótimo show de abertura que esquentou ainda mais a noite. Os pontos altos da apresentação do NLO, foram quando tocaram a sequência, “Pátria Amada”, “Até Quando Esperar” e “São Paulo”.

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Links Relacionados:

Nem Liminha Ouviu – @ HSBC Brasil – 08/02/2014

  1. Face de Deus
  2. Estado de Sítio
  3. Jesus Crucificado no Poste da Light
  4. Luzes
  5. Tão Perto
  6. Pátria Amada
  7. Até Quando Esperar
  8. São Paulo
  9. Surfista Calhorda
  10. Nicotina

 

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Sendo uma das bandas mais importantes da cena punk rock norte-americana, o Bad Religion teve seu início durante os anos 80, em Los Angeles, Califórnia. As melhores influências do grupo para um som rápido e preciso são bandas como Ramones, Black Flag e The Clash.

Tentei escolher um lugar no meio da pista um pouco mais próximo do palco… erro meu, exatamente as 22 horas, quando menos esperava a faixa “Fuck You”, do recente disco “True North – 2013” foi executada e para o meu azar, uma enxurrada de bate-cabeças foram formadas ao meu redor, resultado? Uma cotovelada no meu rosto foi o suficiente para procurar um lugar mais calmo e poder assistir o show tranquilamente.

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Os músicos estavam todos em uma incrível sintonia, Greg Graffin, estava sempre agitando o público presente, Jay Bentley sempre fazendo aquela “zoeirinha” no palco, e os outros integrantes empolgados, provavelmente por verem uma casa tão cheia naquela noite. Isso mesmo, o HSBC estava completamente lotado. Todos queriam o Bad Religion, alguns pela primeira vez, e muitos outros já na terceira, quarta ou quinta vez.

Quando se passaram as canções “Modern Man”, “New America” e “True North”, o publico já estava em um transe incrível, quando você ouve uma banda desde criancinha, e nunca passou pela sua cabeça que um dia, veria ela ao vivo, eis que o destino prega uma baita peça em nós.

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Cada canção ali que era tocada e solada, fazia com que partes da minha adolescência (nem sou tão velho assim), viessem a tona, momentos na escola com amigos, até aquele role tranquilo pela madrugada tomando um vinho barato que vende em qualquer bar e ouvindo o velho e bom Rock N’ Roll.

Em cerca de 30 ou 40 minutos, foram tocadas pelo menos sete músicas, as próximas que viriam a seguir eram as explosivas e enérgicas “Raise Your Voice”, “Wrong Way Kids”, “A Walk” e “Big Bang”. O público se via sempre gritando “Bad Religion!”, “Bad Religion”, “Bad Religion”, e de fato, podíamos constantemente ouvi-los elogiando a galera ali presente, e com sorrisos estampados de orelha-a-orelha.

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O show daquela noite, era da turnê do último álbum lançado em 2013 – “True North”, com uma centena de suas músicas tocadas, seguia-se a noite com emoção, fala e brincadeiras dos integrantes, e conforme o espetáculo prosseguia, um novo soco foi dado em minha cabeça (modo de dizer), já que “Infected” foi anunciada e novamente diversas memórias referentes aquela música vieram em um passe de mágica. Quando eu tentava passar ela lá no comecinho no modo “fácil” do meu jogo preferido “Guitar Hero”, e diversas outras coisas.

Após um breve intervalo, foi tocada uma trinca de “American Jesus” (faixa que qualquer pessoa já ouviu pelo menos, uma vez na vida e até mesmo, na televisão), “Punk Rock Song” e “New Dark Ages”, essa que contou com um breve instrumental ao final da música.

Assistir um show do Bad Religion é como voltar no tempo. Mesmo você não sendo da época oitentista, você sente como se estivesse lá, como se já tivesse vivido aquilo. 32 músicas, em exatamente 1h40min de show. Terminando perto da meia-noite, e na saída paramos para bater um papo e conhecer pessoas que realmente são fãs como nós; trocar uma tremenda ideia seja lá da onde eles forem, é o que faz a verdadeira união. Um papo de shows, como foram influenciados para o mundo da música, e diversos outros temas. Se algum dia você tiver oportunidade para ir em algum show dos caras, vá. BAD RELIGION!! QUE SHOW.

Links Relacionados:

Bad Religion – @ HSBC Brasil – 08/02/2014

  1. Fuck You
  2. Modern Man
  3. New America
  4. True North
  5. Raise Your Voice
  6. Wrong Way Kids 
  7. A Walk 
  8. Big Bang 
  9. Los Angeles Is Burning 
  10. I Want to Conquer the World 
  11. 21st Century (Digital Boy) 
  12. Supersonic 
  13. Prove It 
  14. Can’t Stop It 
  15. Overture 
  16. Sinister Rouge 
  17. Struck a Nerve 
  18. You 
  19. Come Join Us 
  20. Skyscraper 
  21. Anesthesia 
  22. You Are (The Government) 
  23. Suffer 
  24. How Much Is Enough? 
  25. Do What You Want 
  26. Beyond Electric Dreams 
  27. Sorrow 
  28. Infected 
  29. Dept. of False Hope 
  30. American Jesus 
  31. Punk Rock Song 
  32. New Dark Ages

Redação: Victor Santos // Fotos: Jair G. Silva

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Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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