Papo de Guitarrista com Cauê Leitão: #7 Bruno Luiz (Command6)

Fala galera, voltamos com mais uma edição da coluna Papo de Guitarrista com o meu grande amigo Cauê Leitão (Andragonia/Solo), para mais um papo de GUITARRISTA PRA GUITARRISTA. Desta vez trazemos aqui na Imprensa do Rock Bruno Luiz da banda de Metal “Command6“. Conheçam um pouco da cena do cara, formação da banda, curiosidades, técnicas e etc em um bom papo para quem realmente entende do assunto.

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Fala galera, tudo bem? Aqui quem fala é o guitarrista Cauê Leitão. Estou feliz em trazer à vocês a edição 7 da coluna “papo de guitarrista”, dessa vez trago o grande guitarrista Bruno Luiz de uma das maiores bandas da cena metal nacional, o Command6, ele conta como tudo começou com a banda, histórias de shows, como foi dividir o palco com o Sepultura e muito mais, divirtam-se!

Brunão primeiramente muito obrigado por ter aceitado bater esse papo, o Command6 pra mim é um dos maiores nomes que temos hoje na cena metal nacional. Acompanho teu trabalho já algum tempo, e escutando algumas músicas dá pra sacar que você veio da escola dos Riffs pesados, onde passou por mestres como Tony Iommi (Black Sabbath) e Dimebag Darrell (Pantera), essa foi realmente sua escola como guitarrista?

Muito obrigado pelo convite! Eu comecei a tocar guitarra ouvindo os solos do guitarrista Adrian Smith (Iron Maiden) e por isso o considero minha maior influência. Obviamente, nunca deixei de buscar coisas novas e com isso tive a oportunidade de estudar obras de diversos guitarristas e estilos diferentes. Em cada época da história você pode encontrar um estilo de tocar e juntamente com a evolução da tecnologia as coisas podem tomar caminhos muito diferentes. Conheça a história, estude o futuro e viva o presente.

Como surgiu seu interesse pela guitarra e como tudo começou com o Command6?

Tive o prazer de conhecer a guitarra por influência de familiares e foi da mesma forma que despertei o interesse pelo Heavy Metal. No ano de 2008 o Command6 foi formado e tudo aconteceu de forma rápida, pois já havia certo entrosamento entre o grupo devido a projetos anteriores.

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Como anda a atual fase do Command6? Tem feito muitos shows? Alguma previsão de uma turnê no exterior?

Este ano tem sido muito especial, pois finalmente a cena do Heavy Metal nacional começou a se movimentar. Os shows tem sido fantásticos e a energia esta mais forte do que nunca! Infelizmente, tivemos uma mudança de formação repentina e por isso tivemos que adiar nossos planos de viajar para outros países.

Qual foi sua formação? Teve professores?

Eu me considero músico popular e a maior parte de experiência que tenho, aprendi nos palcos. Tive alguns bons professores de guitarra e estudei violão erudito por alguns anos, mas não tenho formação acadêmica.

Como você vê hoje a cena Metal Nacional? Queria muito que você fosse bem sincero, como você vê o apoio da mídia, bandas maiores apoiarem bandas menores, se realmente existe ou não uma UNIÃO, e no seu ponto de vista qual seria a solução para que a cena no Brasil melhora-se?

O Brasil tem um problema social muito sério e as pessoas dificilmente conseguem pensar da maneira correta. O Heavy Metal enche estádios no país inteiro, mas por algum motivo isso ainda é tratado como uma brincadeira ou palhaçada. Nem as bandas se levam a sério, parece.

Quais são suas principais atividades com a guitarra, você pode falar que hoje você vive de guitarra?

Não vivo apenas de música. Tenho outras prioridades além da guitarra e faço isso para poder continuar investindo na minha carreira de musico e sou feliz porque faço o que gosto.

Qual equipamento que você usa?

Guitarra 1: B.C.Rich “Warlock”, Guitarra 2: Gibson Les Paul “Classic”, Guitarra 3: Gibson Les Paul “Studio”, Violão: Epiphone “EJ200”, Amplificador: Mesa Boogie Dual Rectifier “Solo Head”, Palheta: Dunlop 1.5mm, Cordas: Ernie Ball Heavy Bottom Slinky (.10-.52), Cabos: Tecniforte, Line6: Relay G-50 Wireless System, Radial: JDX Direct Inbox, Maxon OD808, MXR Phase 90, MXR Carbon Copy, DUNLOP Wah Wah Cry Baby GCB95 (modificado), BOSS CH-1, BOSS NS-2, BOSS TU-3, HOBBERTT Baby Booster, DIGITECH Whammy 4

O novo CD do Command6 está sensacional, guitarras com Riffs pesados e solos bem legais, além de que o vocal e o baterista estão detonando muito, você pode falar um pouco como foram as composições? Como costumam compor? Como foram as gravações? E qual a afinação que você costuma usar?

A afinação é Drop C e Standart D, as composições são trabalhadas de maneira simples e tentamos amadurecer bem as ideias antes de entrarmos em estúdio. Todos da banda participam de alguma forma quando estamos na fase de composição, mas no geral as músicas são escritas por mim e pelo Wash (vocalista). As gravações foram super tranquilas e tivemos o apoio do Adair Daufembach (produtor musical) e essa união fez com que as músicas atingissem um altíssimo nível.

Fale um pouco de suas influências desde quando começou até hoje, costumava escutar guitarristas brasileiros?

Com certeza! Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Andreas Kisser, Max Cavalera, Edu Ardanuy, Frejat, Digão, Jão e muitos outros fazem parte das minhas influências! Temos músicos de altíssimo nível e precisamos que eles se deem mais valor para que nós possamos retribuir da mesma forma.

Cite agora suas duas músicas prediletas do Command6 e comente um pouco sobre cada uma.

As músicas “Black Flag” e “Dawn of a Man” são as minhas prediletas, pois pude trabalhar harmonias e efeitos de uma maneira bastante interessante. Elas têm uma energia forte que te carrega até o final sem que precise de muito esforço e sem dúvida, este é o diferencial na música do Command6.

Quais foram os riffs e solos de guitarra que marcaram sua vida como guitarrista e foram decisivos na sua opção de tocar guitarra?

  • Iron Maiden – “The Evil That Men Do”;
  • Metallica – “Baterry”;
  • Pink Floyd – “Shine on You Crazy Diamond”;
  • Guns’n’Roses – “Paradise City”;
  • Sepultura – “Territory”.

Pra você qual seria a maior deficiência da molecada que começa a tocar guitarra e já começa a formar banda?

O guitarrista brasileiro tem uma enorme deficiência para obter timbres de qualidade, pois não entende a importância de um bom equipamento. Outra coisa muito frequente é a falta de pegada, onde podemos encontrar falhas na interpretação e intimidade com o instrumento. A guitarra se tornou uma coisa mecânica como um solinho escrito no “guitar-pro”.

Tem uma história curiosa que vocês abriram shows das bandas Sepultura e Angra, você pode falar um pouco sobre esses shows e como foram?

Foram experiências fantásticas, pois tivemos a oportunidade de ver nossas influências de perto. Todas acertam e erram da mesma forma, e essa parte humana nos faz entender como é viver intensamente uma obra de arte.

Recomende um vídeo de algum guitarrista pra galera.

David Gilmour – Marooned

Bruno mais uma vez eu te agradeço por esse papo, agora vou te pedir para dar uns conselhos para os guitarristas e fique à vontade para acrescentar algo que queira, obrigado!

Muito obrigado pelo convite! Guitarristas: Parem de usar as cordas baixas o tempo todo e essa mão mole só serve para tocar Axé. E lembrem-se: Yngwie Malmsteen não é mais referência de qualidade!

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Cauê Leitão também tem seu trabalho solo como Guitarrista.

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Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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