Papo de Guitarrista com Cauê Leitão: #14 – Diogo Mafra (ALMAH/Dynahead)

E voltamos com a coluna “Papo de Guitarrista” do Cauê Leitão. Ele que é guitarrista do Andragonia e atualmente está com o seu projeto solo a todo vapor junto da sua coletânea “Friends Of Rock Guitar” (homenagem ao falecido Paulo Schroeber) que pode ser baixada (aqui!).

Na edição #14 rolou a entrevista com Diogo Mafra o novo guitarrista da banda Almah e antes dela o ‘Dynahead’. Abaixo, poderão conferir um pouco da sua história, influências, o ‘Dynahead’, a experiência que é tocar com o Almah e muito mais. Confira!

Diogo 2

ImprensadoRock/Cauê: Primeiramente Diogo obrigado por bater esse papo com a gente. Você hoje é guitarrista de uma das maiores bandas de metal do Brasil, o Almah, como foi isso cara, como surgiu o convite e como foi o processo da sua entrada na banda?

Almah/Diogo Mafra: Opa… De nada cara, eu que fico agradecido pelo interesse de saber um pouco mais sobre mim. Bom, já sou amigo do Marcelo Barbosa há bastante tempo e conhecemos muito bem a forma de trabalhar um do outro. Quando surgiu a necessidade de um novo guitarrista para o Almah, ele me indicou. Depois disso eles me pediram para que eu gravasse dois vídeos tocando musicas do Almah, gravei e deu certo.

My Replicator (Dynahead)

ImprensadoRock/Cauê: Conte um pouco da sua história, como surgiu o interesse pela guitarra? Quando foi que decidiu virar um músico profissional?

Almah/Diogo Mafra: Meu interesse surgiu quando eu tinhas uns 15 ou 16 anos, quando tive vontade de tocar bateria, mas meu pai sugeriu que eu experimentasse a guitarra, pelo fato da guitarra ter volume e eu poder praticar sem deixar todo mundo surdo. Experimentei e nunca mais larguei, isso foi aos 17 anos, e logo que comecei já tinha certeza que queria fazer disso minha profissão.

ImprensadoRock/Cauê: Fale um pouco sobre sua formação, teve muitos professores?

Almah/Diogo Mafra: Sou natural de Florianópolis e tive aulas com 3 professores de lá, Luciano Stimamiglio, Juliano Diniz e Denis Warren. Me mudei para Brasília em 2004 e passei a ter aulas no GTR Instituto de Música com o Marcelo Barbosa e foi nesse período que passei a respirar música 24 horas por dia.

Diogo Mafra – Practice Diary pt. 01 – (Almah)

ImprensadoRock/Cauê: Você consegue conciliar bem o Almah com o Dynahead?

Almah/Diogo Mafra: Sim, sim. O Dynahead como é uma banda não tão conhecida como o Almah, tem uma agenda de shows menos movimentada (espero que isso mude logo… (risos), então tem sido tranquilo de conciliar.

Diogo 3

ImprensadoRock/Cauê: Atualmente você vive da guitarra? Quais são suas atividades?

Almah/Diogo Mafra: Vivo exclusivamente da música. Além do Almah e do Dynahead sou professor de guitarra no GTR Instituto de Música e dou aulas via Skype para quem mora longe, toco na noite de Brasília e região com a Hollywood Band tocando clássicos do rock, na Jacksons Live fazendo tributo a Michael Jackson, faço alguns shows como “free lancer” além de trabalhar com workshops e gravações.

Diogo Mafra – “Toque do Mestre 1

ImprensadoRock/Cauê: Eu sou um eterno fã do Paulo Schroeber (confira a edição #1 da coluna), tanto como guitarrista tanto como ser humano, acho que você estar no lugar de um dos maiores nomes da guitarra metal que o Brasil já teve, como você vê isso? Foi meio tenso no começo ou levou numa boa de forma natural? E como foi o estudo para aprender a tocar o repertório do Almah?

Almah/Diogo Mafra: Realmente o Paulo era um monstro, uma lenda, e fez um trabalho incrível no Almah. Foi um pouco assustador no inicio mas ao mesmo tempo adorei, por que seria um baita desafio (e sou viciado em desafios). Assim que recebi a notícia que tocaria no Almah eu parei todo o resto e fiquei completamente obcecado em estudar as músicas, só pensava nisso o dia inteiro, porque sabia que seria bem complicado.

ImprensadoRock/Cauê: O que utiliza de equipamento?

Almah/Diogo Mafra: Gosto de usar meu cabeçote da Mesa Boogie sempre que posso, mas não tenho como ficar viajando com ele, então nos shows do Almah costumo usar um pedal da Bogner de distorção chamado Extasy, um Carbon Copy da MXR, um Black Label chorus da MXR e um trasmissor sem fio da AKG. Simples e matador.

ImprensadoRock/Cauê: Quais são suas principais influências ‘guitarrísticas’?

Almah/Diogo Mafra: Difícil isso. Como são muitas, vou citar apenas alguns, senão vou encher a página inteira. Guitarristas nacionais que mais me influenciaram foram Marcelo Barbosa, Edu Ardanuy, Frank Solari e Rafael Moreira, que é um guitarrista brasileiro que mora nos EUA há muitos anos. Internacionais são John Petrucci, Richie Kotzen, Greg Howe, Guthrie Govan, Scott Henderson, e por ai vai…

ImprensadoRock/Cauê: Como você vê a atual cena metal no Brasil?

Almah/Diogo Mafra: É um mercado muito difícil onde o rock não está muito embutido na grande mídia por isso fica mais difícil ter interesse de grandes empresários e empresas. Mas sinto que está melhorando aos poucos, o rock está voltando a ter mais força, como já teve em épocas passadas. No brasil temos uma infinidade de bandas incríveis então espero que continue nesse ritmo para as bandas que já trabalham há muito tempo crescerem e as novas terem mais espaço.

ImprensadoRock/Cauê: Quando vai compor o que você acha que deve ser obrigatório no som do Diogo Mafra?

Almah/Diogo Mafra: Riffs para bater cabeça…

ImprensadoRock/Cauê: Diogo mais uma vez obrigado por bater esse papo. Agora deixe um conselho para os guitarristas e fique a vontade para acrescentar algo que queira, obrigado!

Almah/Diogo Mafra: Eu que agradeço pelo espaço para poder falar um pouco de mim, e o que posso dizer para os guitarristas é: corram atrás do que amam e não do dinheiro, por que paz de espírito não tem como comprar.

Mais uma coisinhaaaaaaa… Quando forem assistir alguém tocar, PAREEEEEEM de ficar procurando a nota que o cara errou, assim sobra mais espaço na sua mente para procurar a nota que te emocionou.

Links e sites relacionados Diogo Mafra:

Cauê é guitarrista da banda brasileira Andragonia de Prog Metal e também possui sua carreira solo.

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 Vídeos Cauê:

Cauê Leitão – “Guitar Shred

Andragonia – “The Challenger

Cauê Leitão – “Guitar Solos

Links e sites relacionados:

Edição: Victor Santos / Revisão: Jair G. Silva
Colunista Responsável: Cauê Leitão (Andragonia/Solo)
Créditos das Fotos: Danillo Facchini e Aliny Segadilha

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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