Ozzy Osbourne @ Allianz Parque – São Paulo/SP (13/05/2018)

O príncipe das trevas, ou madman, ou Pai do Heavy Metal, ou mais precisamente, o OZZY OSBOURNE, realizou o seu primeiro show, no Brasil, da turnê, “No More Tours 2”, na cidade de São Paulo. Pelo nome da turnê sendo intitulada dessa maneira, essa é possivelmente, o show da despedida de OZZY. E se essa realmente for a despedida dele pelos palcos, que despedida sensacional ele realizou no segundo domingo do mês, dia 13, em pleno dia das mães. Um show repleto de grandes clássicos de sua carreira, OZZY OSBOURNE, realizou uma inesquecível apresentação na super estrutura do Allianz Parque. E acompanhado por nada mais nada menos que grandes talentos que compõem a sua banda. O renomado, o grande, o carismático, Zakk Wylde, o monstruoso e destruidor de baterias, Tommy Clufetos, o baixista Rob “Blasko” Nicholson e o tecladista e guitarrista base (em algumas composições), Adam Wakeman. A presença do carismático príncipe das trevas entre a gente, excelentes músicas que marcaram a história do heavy metal, integrantes de um extremo talento, um ótimo público presente, enfim, essas foram algumas das muitas qualidades que conteve nesse show. O madman, novamente, provando ser um dos melhores frontmen que já teve na história da música.

Com altíssimas vibrações pelo público, as luzes do Allianz Parque se apagam e começa tocar a intro do show. Juntamente, várias imagens e vídeos da carreira do OZZY, começam a aparecer nos telões, seja dos videoclipes, dos shows antigos, fizeram um compilado de alguns momentos dele. Ao mesmo tempo, a super estrutura do palco já se notava. Uma grande cruz centralizada no palco, projetando seus efeitos e imagens, vários amplificadores, ótimas iluminações, faziam parte do cenário. Dentro de alguns minutos, OZZY OSBOURNE e a banda acompanhada por ele, sobem em palco e com ainda mais vibrações pelo público, iniciou a apresentação com a sensacional “Bark at the Moon”, um dos maiores clássicos da carreira solo do madman. Música de 1983, do seu terceiro álbum de estúdio, já alegrou os fãs presentes. Os carismáticos vocais do OZZY, o grande Zakk tocando perfeitamente, o Tommy destruindo na bateria, Rob Nicholson no baixo e o Adam Wakeman nos teclados, todos se mostravam bastante competentes e empenhados. O clássico dos clássicos, já começou aparecendo e enlouquecendo os fãs, “Mr. Crowley”, do seu primeiro disco, “Blizzard of Ozz” de 1980. Aquela introdução matadora nos teclados realizados pelo Adam Wakeman, inclusive, que talento esse cara possui, uma das melhores introduções já feitas na história do metal. Extremamente marcante e poderosa. O OZZY cantando “Mr. Crowley” com toda potência e os fãs acompanhando com os trechos, sem contar também nos excelentes solos de guitarra realizados pelo Zakk, que na gravação original, realizados pelo saudoso Randy Rhoads.

Por falar no “Blizzard of Ozz”, a excelente “I Don’t Know”, foi a próxima. Um riff energético, com palhetadas frenéticas e um refrão poderoso, é o que torna a música incrível. OZZY fez a apresentação da banda, saindo todos bastante ovacionados pelos fãs. Claro, talentos como esses, não é todo dia que temos a possibilidade em assistir. Logo depois, executou “Fairies Wear Boots”, do clássico disco “Paranoid” de 1970, um dos melhores discos da história do rock. Clássico do Black Sabbath, cada riff, cada estrofe, cada trecho, é um espetáculo de som. Ainda nessa música, o Adam Wakeman, deixou um pouco os teclados para assumir a guitarra rítmica. Em uma pegada mais sombria, veio “Suicide Solution”, onde nos telões, deixaram as imagens em preto e branco, para dar aquele tom mais obscuro a música. Mas não tão obscuro e sinistro não. Porquê, foi nessa música que OZZY, se virou do público e abaixou as calças, mostrando as suas nádegas. Isso mesmo. Ele já fazia isso em vários outros shows e enquanto o Zakk estava fritando em seus solos de guitarra, ele fez nesse também. Como estava vindo clássico atrás de clássico, “No More Tears”, seguiu esse padrão. E que composição fenomenal é essa. Faixa de 1991, é outro grande hit da carreira do OZZY. O baixo, os teclados, a bateria, tudo nessa canção é incrível e destacável. Não tem como esquecer os seus refrões intensos e potentes.

Algumas interações do OZZY com a galera, pedindo para eles gritarem quando contava até três. Realizou isso algumas vezes e partir para “Road to Nowhere”, uma canção mais lenta, com belíssimas melodias da guitarra e com os vocais bem desempenhados pelo OZZY. Quando a música foi finalizada, já ouvimos as famosas sirenes de guerra e já saberíamos, qual seria o próximo clássico a ser tocado, “War Pigs”, simplesmente, uma das melhores composições já feitas pelo Black Sabbath. Outro clássico indiscutível, foi executado com uma potência suprema pela banda. O cenário passou a ficar meio avermelhado e com os telões e a grande cruz, pegando fogo. Outra música que o Adam, assumiu a guitarra rítmica. O madman pedia para todos do estádio cantarem as estrofes específicas da música e foi prontamente atendido, formando um grande coro pelos fãs. E a guitarra magnífica do Zakk, que performance incrível ele estava fazendo. Cada riff da música e cada solo, ele nos cativou. E por falar do Zakk, na sequência, ele novamente nos surpreendeu com um extraordinário solo de guitarra. Mostrando e provando ser um dos maiores guitarristas de todos os tempos. E um dos melhores em performances ao vivo. Nesse solo, emendou quatro músicas da carreiro solo de OZZY, em que ele também esteve presente nas gravações: “Miracle Man”, “Crazy Babies”, “Desire” e “Perry Mason”. Pegando trechos de cada uma delas, ele juntou-as e realizou um perfeito solo. E ao mesmo tempo, aconteceu um momento marcante do show. Ele desceu do palco e foi realizar o solo inteiro, naquela divisória da pista premium com o palco, o famoso pit, ficando bem próximo da galera que estava na grade. Fritou o momento todo, tocou com a língua, colocou a guitarra nos ombros, enfim, um verdadeiro monstro na guitarra.

Logo na sequência, assim que acabou o solo do Zakk, começou o do Tommy Clufetos. Um monstruoso solo de bateria que deixou todos impressionados pela sua grande técnica e habilidades no instrumento. Viradas sensacionais, um ritmo acelerado, excelentes cadenciadas, ele fez uma completa devastação naquela bateria. Seu talento é algo fora do comum e a cada show realizado, ele vem provando essa maestria. Com todos de volta ao palco, “Flying High Again”, do segundo álbum de estúdio, “Diary of a Madman” de 1981, deu continuidade. Outro som que foi um privilégio em vê-lo executar. Em seguida, “Shot in the Dark”, do “The Ultimate Sin” de 1986. Os teclados nessa música, foi um grande destaque na execução. Suas melodias são excepcionais. E o príncipe das trevas, como sempre, nos brilhando com sua arrasadora performance e com a banda em conjunto, realizando seus perfeitos trabalhos. A magnífica “I Don’t Want to Change the World” foi a próxima. E para ainda mais loucura de todos, veio nada mais nada menos, “Crazy Train”. O que dizer dessa sensacional composição. Que honra assistir essa execução ao vivo. Maravilhoso riff, um refrão fascinante, contém o melhor solo de guitarra da carreira de OZZY, é um clássico absoluto, não só da carreira dele como na história do heavy metal.

Na hora do “bis”, o público super empolgado e muitas vibrações se ouvia, a banda volta ao palco para realizar a linda “Mama, I’m Coming Home”. Um lindo dedilhado no violão, a voz excepcional do OZZY, um belíssimo refrão que ao final dele, forma-se um maravilhoso coro e um momento que merece destacar, durante a execução, iluminações variadas parecendo até lasers coloridos, estavam-se refletindo nas partes inferiores e superiores das arquibancadas do estádio. Foi tão lindo, que chegou a emocionar qualquer um que estava presente. Que sensacional. Simplesmente maravilhoso. Após, o próprio OZZY, puxou um, “Mais uma música!” “Mais uma música!” e ainda, pediu para os fãs também gritarem e claro, os fãs continuaram. E realmente, veio mais uma música e foi a última da noite, “Paranoid”, talvez, a maior composição da carreira do madman. Nem é preciso falar muito desse som, não é?! Basta você ouvir seu famoso riff de guitarra e pronto. Uma das maiores músicas da história do Black Sabbath, se não a maior, e ao mesmo tempo, uma das melhores músicas da história do heavy metal. Ela é bastante marcante e significativa no cenário. Influente, carismática, histórica, é um verdadeiro hino da música mundial.

Que honra foi assistir ao show de um dos maiores ícones da história da música. Realizou grandes trabalhos em sua incrível carreira. Influenciou gerações. Fez história no rock e no heavy metal. Um carisma inigualável. Performances arrasadoras. O que falta mais para definir uma lenda como é o OZZY OSBOURNE ? Em aproximadamente, uma hora e quarenta minutos de show, OZZY, bateu palmas, deu alguns pulos, saudou os fãs, cantou demais, enfim, uma performance totalmente carismática que todo fã sabe como é. Vale também, um total mérito aos integrantes acompanhados nessa grande turnê. Talentosos, dedicados e respeitados. Quanto a experiência que foi presenciar um show dele, é simplesmente uma emoção inexplicável que só quem estava presente, sentiu. Assim como OZZY falou ao final do show, nunca esquecerei dessa grande noite.

Setlist:

1. Bark at the Moon
2. Mr. Crowley
3. I Don’t Know
4. Fairies Wear Boots (Black Sabbath song)
5. Suicide Solution
6. No More Tears
7. Road to Nowhere
8. War Pigs
9. Miracle Man / Crazy Babies / Desire / Perry Mason (Zakk Wylde guitar solo)
10. Drum Solo
11. Flying High Again
12. Shot in the Dark
13. I Don’t Want to Change the World
14. Crazy Train

Encore:

15. Mama, I’m Coming Home
16. Paranoid (Black Sabbath song)

Line-up:

Ozzy Osbourne – Vocais
Zakk Wylde – Guitarra
Rob “Blasko” Nicholson – Baixo
Adam Wakeman – Teclados e Guitarra
Tommy Clufetos – Bateria

Fotos: Ross Halfin

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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