Outlove: Amor, Sangue e Lama em entrevista

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Galera, através do nosso incrível parceiro ISLAND PRESS Assessoria de Imprensa de bandas independentes do Brasil, deram a atenção e o carinho, deixando entrevistar a banda de Ghotic Rock OUTLOVE. Com um trabalho magnífico, melodias que entram no fundo da nossa mente e que marcam de alguma forma os nossos sentimentos no dia-a-dia, confiram entrevista com os membros. Agradecimentos especiais a banda e ao Rômel Santos.

Outlove sejam bem vindos a Imprensa do Rock, é uma honra entrevistar uma ótima banda que tem uma sonoridade limpa e viciante como a de vocês.

Paulo: A honra é toda nossa. Ainda depois do elogio! 🙂

Primeiramente por que o nome “OUTLOVE” e qual o significado?

Eklon: O nome surgiu em 2004 ainda quando tocávamos sobre o nome de Sirface, descobrimos que já havia uma banda nos EUA com o mesmo nome. A banda toda na época correu atrás de opções de nomes entre eles OUTLOVE, foi uma sugestão do Paul. Com o tempo, era o nome que mais voltava em nossas mentes e lembrávamos com facilidade, isso foi decisivo pela decisão do nome.

Paulo: Quanto ao significado, não é nada muito “profundo”… Iniciou como uma brincadeira em torno da palavra “Outlaw” (fora da lei), com praticamente a mesma sonoridade que “Outlove” no idioma inglês. Percebemos depois que ela lembrava “Outlive” também. Enfim, é um trocadilho simples, mas que a banda curtiu ainda mais quando percebeu que poderia significar mais de uma coisa.

Quais são as influências da banda?

Paulo: As bandas e artistas preferidos de cada músico variam bastante, mas algumas influências são mais recorrentes. Escutamos muito Hard Rock (The Cult, Skid Row, Bon Jovi, Whitesnake) e Heavy Metal (Metallica, Sabbath, Iron Maiden) desde a adolescência, mas bandas como INXS, Depeche Mode, Echo and the Bunnymen, Beatles, etc… são unanimidade na banda. Isso se traduz em um som pesado, Hard/Metal, mas com bastante influência oitentista e gótica.

Como foi gravar o cover para a música “Never Tears Us Apart” do INXS? Soube que foi uma homenagem ao 25º aniversário do álbum “Kick” gravado pela banda em 1987.

Paulo: Trabalhar nessa versão foi uma experiência incrível para todos nós. Já haviamos tocados outros covers do INXS em nossos shows, porém a “Never Tears..” caiu como uma luva no estilo da banda. A decisão de gravar veio quando percebemos que o disco Kick estaria fazendo os 25 anos. Uma homenagem mais que merecida!

 Vamos falar de shows? Como estão a genda de vocês agora para esse segundo semestre de 2013?

Flavio: Já estamos com data pré-marcada para setembro em Vinhedo, e provavelmente São Paulo em seguida. Campinas é outra forte possibilidade, já estamos prestes a fechar também. Vamos colocar na nossa fan-page quando as datas estiverem certas!

O cenário Gótico no Brasil é pouco comentado. Como foi pra uma banda no estilo de vocês conseguirem maravilhosas críticas com o álbum “Love, Blood & Mud”? 

Paulo: Realmente, achamos que o Gothic Metal/Rock são vistos com um certo preconceito na cena nacional, e tendem a carregar uma “cara” exclusivamente soturna, que não consegue definir o estilo da Outlove. Certamente continuaremos com nossas influências do Gótico nas próximas composições, mas acreditamos que nosso som não cabe exclusivamente ao estilo.

As críticas positivas que tivemos o prazer de receber foram as que, possivelmente, o crítico não tinha preconceito algum com o estilo, e percebeu que o disco é bem variado e tem um pouco de tudo: Hard, Metal, Gothic..

Falaremos agora um pouco de técnica. Quais os equipamentos que cada um utiliza?

Gustavo: Utilizo um baixo Epiphone Les Paul e um Shelter Jazz Bass. O ampli é um Mark Bass cabeçote de 250W com caixa com falante de 15′. Uso um mutiefeito Behringer V-Amp com compressor e um pouco de drive.

Paulo: Microfones Shure – Beta e 55SH. Procuro não usar efeitos, no máximo um compressor.

Eklon: Gibson Explorer New Century, Access Virus TI2, Korg microKORG, Akai MPK61, Akai APC40, Ableton Live, Pro Tools 11, Spectrasonics Omnisphere, Propellerhead Reason, Traktor Pro 2 com hardware Z2, F1, X1.

Beto: Guitarras – Muinolo Custom Shop modelo Stratocaster e Telecaster. Ibanez Road Star Series II. Fender Stratocaster Americana. Amplificador – Cabeçote Peavey 5150 II. Caixa Marshall 4×12. Efeitos – V Twin da Mesa Boogie, Afinador TU-3 Boss, Digital Delay DD-6 Boss, Super Shifter PS-5 Boss, Noise Suppressor NS-2 Boss, Tube Drive Fuhrmann, Phaser Fuhrmann, Chorus Fuhrmann, Punch Box Fuhrmann, Cry Baby Dunlop.

Flavio: Bateria Tama RockStar Custom, peles Evans , pratos Zildjian, Sabian e Paiste. Baquetas Pro Mark, Power Click e fones Philips.

Vou agora citar cinco álbuns e deem uma opinião sobre cada um.

Antichrist Superstar – MARILYN MANSON (1996)

• Eklon: Um dos melhores do Manson. Bem agressivo e “sujo”.
• Paulo: O Antichrist foi lançado na época em que eu estava começando a escutar mais Industrial. Para mim é o segundo melhor da banda (só perde para o Mechanical Animals).

Kick – INXS (1987)

• Paulo: Álbum perfeito, ao meu ver, que une o som Pop da banda com arranjos de blues/rock pra deixarem muitas bandas “true” com inveja..
• Beto: Um dos melhores discos de Pop de todos os tempos!
• Flavio: Bom gosto elevado ao máximo do requinte. Sem dúvida um top 10 do pop.

Better Than Raw – HELLOWEEN (1998)

• Gustavo: Helloween é uma das bandas que mais gosto. Ouvi muito até o Dark Ride e considero o Better Than Raw razoável. A música cantada em latim é interessante. Soa diferente.
• Paulo: Helloween foi uma das minhas bandas preferidas no começo dos anos 90, época em que eu ficava tentando cantar igual ao Michael Kiske. Em vão! rs. Na época da entrada do Andi Deris eu já estava escutando mais Whitesnake, The Cult, etc… então considero o Master Of The Rings um dos melhores álbuns de Heavy Metal (com vocais Hard Rock!) de todos os tempos. Better than Raw deu continuidade, tem músicas boas, mas para mim já estava repetindo a fórmula.
• Beto: Algumas boas músicas neste álbum, mas nunca fui influenciado por Helloween.

Demonic – TESTAMENT (1997)
• Paulo: Gosto muito de Testament até o início dos anos 90. Meus preferidos são o The New Order e o Souls of Black. Lembro de ter escutado o Demonic na época, e apesar do instrumental continuar foda, me canso rápido com vocais guturais. (acho que sou o único da banda que escuta Testament).

Fly By Night – RUSH (1975)

• Paulo: Tendo a preferir a fase mais Rock N’ Roll do Rush. Fly By Night está entre meus preferidos da banda.
• Beto: O primeiro disco com o maior batera de todos os tempos! Sou suspeito pra falar do Rush. Sensacional!
• Flavio: “By-Tor and the Snowdog”, e depois disso o resto é “SÓ” prog. Preferencia de 11 a cada 10 bateristas desde então, fora que tem muito baterista que é influenciado por esta banda e nem faz ideia. Fantástico álbum!

Muitas bandas nacionais estão conseguindo uma boa repercussão por conta do jogo “GUITAR FLASH” nas redes sociais uma paródia fantástica do game “GUITAR HERO” conhecido no mundo inteiro. O que vocês achariam da ideia de lançar alguma música da banda nesse jogo?

Paulo: já falamos a respeito desse site, e estamos seriamente considerando a hipótese!

Atualmente a cena do Metal no Brasil se encontra em grande queda, na visão da banda como músicos e como fãs, o que está acontecendo com o público que mais está dando valor as bandas de fora do que as nacionais que tanto precisam de nós?

Paulo: A queda é real e pode ser percebida por qualquer fã do gênero que queira ver bandas de Metal/Hard autorais tocando ao vivo. O espaço é mínimo, se comparado às bandas “tributo”. Nada contra às bandas “cover” – até porque tocamos alguns em nossos shows – mas a questão é que há pouca valorização para o som das bandas nacionais. Falta de espaço na mídia é um problema, mas acho que o buraco é mais embaixo, literalmente. Se a cena underground (donos das casas/bares, músicos, mídia especializada) se unisse um pouco mais, o interesse do público pelas boas bandas nacionais do gênero – que são muitas – aumentaria rapidamente. Como músico, eu acho que somos os maiores interessados em mudar a situação, e isso só resolverá com mais união da classe. Um sindicato, sei lá… Mas é fato que precisamos de um movimento mais unificado para começar a crescer a cena.

Pra finalizar, obrigado por terem marcado presença na Imprensa do Rock e por favor, deixem um comentário para os fãs da banda e para o blog.

A banda agradece o espaço e parabeniza o blog pelo apoio e missão de divulgar o nosso trabalho! Sabemos que trabalhar com metal é difícil, mas ao mesmo tempo o fazemos por amor e temos certeza que a Imprensa do Rock também o faz! Para os fãs que estão nos acompanhando e também os novos, fica o nosso maior agradecimento e PARABÉNS: vocês são aqueles que vão atrás de verdade, pois não ficam apenas esperando sentados a música cair no colo.

Victor Santos

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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