Opus Tenebrae: bate-papo com Roberto, Vocalista/Tambor-Celta

Em 2013 aconteceu a sétima edição do THORHAMMERFEST que contou com bandas de vários locais do Brasil, além da atração internacional, Skyforger. Uma das principais atrações do festival o “OPUS TENEBRAE” cedeu um pouco do seu tempo e o integrante Roberto (Vocalista/Tambor-Celta), comentou sobre cultura, gênero, o trabalho geral da banda e muito mais. Confiram!

Olá pessoal, bem-vindos a Imprensa do Rock.

Olá galera da Imprensa do Rock. Estamos felizes em poder falar um pouco a respeito do nosso trabalho aos seus leitores.

Primeiramente, o que significa “OPUS TENEBRAE” e por que esse nome para a banda?

Significa “Obra das Trevas” em latim. Queríamos transmitir um pouco da ideia de ocultismo, magia e temas medievais que colocamos em nossas letras e nas performances ao vivo.

Como surgiu a banda?

A banda foi formada em 2003. Após algumas trocas de membros e bastante tempo parada, retomamos em 2007 e voltamos a fazer shows em 2008.

O que levou vocês a seguirem o estilo CELTIC BLACK METAL? Conte-nos um pouco sobre essa origem e um pequeno resumo da história do gênero.

Tomei contato com a cultura celta antes mesmo de começar a ouvir qualquer tipo de música. Meu pai toca gaita de fole, praticamente cresci no Centro Espanhol de Santos (cantei no coral do clube, fiz dança tradicional, aulas de gaita, flauta, percussão…). Também comecei a curtir metal muito novo… daí pra juntar as duas coisas foi um passo. Meu primo entrou pra tocar gaita de fole na banda quando resolvi retomar a mesma em 2007, e o que era só uma influência até então, virou marca registrada: o metal celta extremo.

Conte-nos um pouco sobre os instrumentos diversos que utilizam em seus shows, por exemplo, o violoncelo.

Além da influência celta, e ouvir metal, sempre gostei de música erudita também. E principalmente a vontade de fazer algo próprio, sem preocupação com nomenclaturas e rótulos. Desde o início da banda já tivemos cantoras líricas fazendo participações, violino… agora o contrabaixo acústico, tambor, e quando possível, a gaita de fole.

Como foi para vocês tocarem na 7ª edição do THORHAMMERFEST? E comente também sobre as participações especiais que aconteceu durante o show da banda.

Tocar no Thorhammerfest é sempre especial pra nós, pois já tocamos antes, e sabemos o que vamos encontrar. Tanto o público, como a organização, são passionais, levam a sério suas convicções musicais e ideológicas. É sempre muito prazeroso participar. Conheci a May ano passado quando veio a Santos dar aulas de gaita de fole no clube. Este ano ganhei uma bolsa de estudos musicais na Galícia e nossa amizade só aumentou (fui em seu casamento, uma cerimônia celta de verdade, na floresta, com tochas, musica, realizado por um druida… brinco com ela dizendo que mudou minha vida rs). Sua participação seria até então somente para o evento, mas sua conexão, dedicação e qualidade musical foram tão grandes que pensamos “temos que coloca-la no CD!”.

Conte-nos a experiência em abrir para bandas como Fintroll, Eluveitie e agora o Skyforger.

Além dessas também tocamos com o Suidakra, no próprio THF 5… é mais que especial! Você divide o palco com bandas que admira, curte o som, e ainda tem a oportunidade de mostrar seu trabalho pra um público que está lá pra ver a banda gringa e pode descobrir uma banda nacional que faz um tipo de som nos mesmos moldes. É muito recompensador.

E agenda de shows, o que está previsto para 2014?

Temos algumas coisas pré agendadas já, mas como passamos os últimos meses focados em terminar nosso CD, agora vamos poder dar atenção a essa parte também.

Cite-nos algumas referências para o público se aprofundarem mais ainda ao estilo.

Existem várias bandas que curtimos nessa linha… desde Bathory que foi um dos precursores nesse tipo de fusão musical, até Amon Amarth que quando tocamos pela primeira vez um cover deles, umas 3 pessoas na plateia conheciam (risos). Além das bandas que dividimos palco já citadas, poderia acrescentar Thyrfing, Arkona, Cruachan, Saurom, Trobar de Morte… são muitas mesmo (risos).

Qual a sua opinião em relação a cena do Metal Nacional nos dias de hoje?

Muitas bandas de qualidade da antiga voltando ao cenário, muitas bandas novas boas surgindo, novos locais para mostrar nosso trabalho também vem aparecendo, o público tem prestigiado os shows… o único problema que vejo hoje é que existem bandas que pensam que podem “comprar” público… e acham que o poder econômico pode mascarar uma falta de personalidade, e até de qualidade musical mesmo.

Quais os equipamentos que vocês utilizam nos shows e ensaios?

Ensaiamos no estúdio do nosso batera, a “Disneyhell” (risos). Mas entre palco e estúdio é mais ou menos isso:

Kit de bateria da Pearl com dois bumbos, tambores artesanais e vários elementos de percussão. As guitarras variam entre Ibanez, Jackson, Fender e Gibson. 2 cabeçotes JCM 900 (Marshall) com stacks para as guitarras, pedal sansamp para distorção e alguma linha de efeitos utilizada apenas para delay, volume e afinador. O baixo elétrico, dependendo do evento, utilizamos um POD para baixo e directbox ou o amplificador disponível p/ baixo, se for de qualidade. Microfones de captação para o contrabaixo acústico e gaita de fole. Não utilizamos efeitos na voz, nem no vocal principal nem para os backings, apenas microfones comuns.

Deixem pistas (contatos) para que novos produtores possam entrar em contato com vocês.

Temos nossa página “Opus Tenebrae” no Facebook mesmo, e nosso e-mail opustenebrae@gmail.com.

Obrigado por terem cedido um pouco do tempo de vocês e deixe algum comentário para os fãs e leitores do site, o que vocês quiserem!

Nós que agradecemos pelo espaço cedido e o interesse em nossa banda. É o apoio e atitude de pessoas como vocês que valorizam o trabalho de uma banda autoral e faz a nossa cena crescer cada vez mais. Pra quem não conhece nosso trabalho, existem alguns vídeos no youtube, e logo poderão estar com nosso CD em mãos. Esperamos encontrar as pessoas que estiverem lendo esta entrevista por ai em algum show muito em breve!

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
Victor Santos
  • May de la Peña Costas

    Foi un orgullo e un honor para min tocar con Opus Tenebrae; grandes músicos e ainda mellores persoas (escribo en galego, espero que se entenda 😉 ). Un biquiño e unha aperta para todos os que apoian a música.
    May de la Peña Costas.