ODIN´S KRIEGER FEST@Tropical Butantã – São Paulo/SP (02.12.2017)

Yahoey marujos!! Vamos juntos navegar pelos mares do som, através do consagrado Festival Odin’s Krieger, que aconteceu nesse último sábado, dia 2, no Tropical Butantã.
Nessa edição contamos com as bandas: Lothlöryen, Eldhrimnir, Confraria da Costa, Terra Celta e Alestorm.

Logo na entrada da casa de show já dava para ter noção de que seria uma festa alegre e cheia de energia. Com o tema INVASÃO PIRATA, o público mergulhou de cabeça rumo a “Tortuga” , ilha no mar do Caribe, onde os piratas tinham inúmeros esconderijos e vendiam os tesouros apreendidos, e gastavam a sua parte no álcool. Lutavam, entre outras atividades características desse estilo de vida. Roupas, maquiagem e acessórios do tema, complementaram o espetáculo.

O Tropical Butantã está em uma localização excelente, próximo ao metrô e com espaço adequado ao evento. A parte superior oposta ao palco, onde seriam os camarotes mais distantes, se transformaram em uma vila de expositores, com stands vendendo suas mercadorias, indo desde comidas, passando por vestimentas, drinking horns, canecas e acessórios relacionados ao tema do festival.

Como o horário da abertura dos portões atrasou, a primeira banda subiu ao palco mais tarde do que o previsto.

Começamos a curtir os shows com a LOTHLORYEN, banda de Minas Gerais e o vocalista Daniel de São Paulo, os loucos bardos do metal brasileiro.

Com 15 anos de estrada, nos levaram a viajar rumo a Terra Média, fizeram um show cheio de encanto, com melodias harmoniosas própria do estilo, músicos competentes, letras inspiradas na mitologia de Tolkein, além do conceito de criação do universo e de possíveis multiuniversos.

A sonoridade do Lothlöryen é mágica, com um inglês cantado com perfeição, uma dupla de guitarras afiadíssimas, uma cozinha muitíssimo bem feita e executada, e um teclado muito bem planejado. Com criatividade e profissionalismo, fizeram um show entrando no universo da proposta do evento, levando o público ao começo dessa viagem.
Agradeceram e se despediram de seu tecladista Leo Godde, que fez seu último show como membro da banda, mas irá continuar sua viagem musical.

Line up:
Daniel Felipe – voz
Leko Soares – guitarra
Tim Alan Wagner – guitarra
Marcelo Godde – baixo
Marcelo Benelli – bateria
Leo Godde – teclado

Set List:

Introdução
Heretic
God is Many
My Mind In Mordor
The Bard’s Alliance
There and Back Again
Unfinished Fairytale
Devido ao atraso do festival, ficaram sem tocar
Face your Insanity e Namarie

No intervalo entre uma banda e outra ouvimos o som mecânico de varias banda de Folk Metal, como Manegarm, Arkona, Omnia, a nossa Tuatha de Danann, etc.

A seguir veio a banda de Acustic Folk Metal oriunda de Santa Isabel, São Paulo, os piratas da Eldhrimnir.

Animação master em todas as canções, colocando a galera para pular e dançar como se estivessem dentro de um caldeirão, como o nome da banda diz.
A caracterização dos membros da banda é um espetáculo à parte. Todos como piratas dos 7 mares cantando as músicas de convês e histórias de marujos. Teve até “mosh” e eles comandaram a encenação de luta de convês, que fez a galera se divertirem mais ainda.
Com instrumentos acústicos, vocal rasgado fizeram um show vibrante, demonstrando o quanto a banda está afiada e entrosada.

Line Up:
Felipe Cesar – Multi Instrumentista
Dênnÿs Silva – Percussão / Back Vocals
Luan Unelmoija – Multi Instrumentista
Ruanitto Almeida – Violão
Naorek Carvalho – Violino, Flauta e Bandolim

Set List:
Blau wie das Meer
Vida de Capitão
Andarilho Pinguço
Vamos Festejar
Terra de Naul
Aliança Pirata
Longa Estrada
Drunken Lullabies
Drunken Sailor
Wonderlust King
Pellonpenkko

No intervalo entre as bandas, mais luta de convês, som mecânico e diversão.

Para terceira banda, foi escolhida A Confraria da Costa, que vieram de Curitiba para continuar a festa pirata.

O que dizer deles, eles tem a vontade e a naturabilidade em se fazer música. Sem clichés fizeram um show com direito a roda clásica do Metal, a pular, mesclaram ora o blues, ora o rock com pitadas sarcásticas, com um que de “vaudeville. “
Com domínio de palco incrível e alegria contagiante, fizeram um show sensacional esses piratas do século XXI.

Line up:

Ivan Halfon – vocal, violão, banjo, flauta
Luiz Pantaleoni – baixo elétrico, contrabaixo, vocal de apoio
Abdul Osiecki – bateria, vocal de apoio
Richard Lemberg – violino
Anderson Lima – guitarra, vocal de apoio
Jhonatan Carvalho – sax, trompete, vocal de apoio
André Nigro – percussão

Para a quarta atração subiu ao palco mais uma atração nacional, a queridinha Terra Celta, de Londrina, formada em 2005.

Trouxeram seu folk rock e deram continuidade a alegria do espetáculo, mesclando músicas brasileiras com os figurinos e instrumentos exóticos . Navegaram pelo rock do Raul Seixas, com Cowboy fora da Lei, o forró da Clara Nunes – Feira De Mangaio, e não pense que não combinou, ao contrario ficou super legal com o arranjo deles e empolgou a galera. Mandaram muito bem no cover “Rose tattoo “ da Dropkick Murphys. Fizeram também um baita show e a receptividade do público foi unânime, levando até os mais sisudos a caírem na dança

Line up:

Elcio Oliveira – vocal, violino, gaita de fole e nyckelharpa;
Alexandre “Arrigo” Garcia – acordeão;
Edgar Nakandakari – banjo, bandolim, tin whistle, clarinete, gaita de fole e Hurdy Gurdy;
Luís Fernando Nascimento Sardo – bateria e percussão;
Eduardo Brancalion – guitarra, violão e bouzouki;
Bruno Guimarães – baixo.

Mais um tempo de intervalo e veio a atração Internacional tão esperada, os piratas escoceses do Alestorm, que já tinham passeado pelo Tropical e pelos arredores, tirando fotos e brincando com os fãs e os expositores, demonstrando a simpatia característica da banda.

Como diz o vocalista Chris, “Canções estúpidas sobre ficar bêbado e roubar tesouro”, assim o quarteto tocou e cantou seu metal pirata, levando o público a pular, cantar e se divertir como um pirata de verdade. Comandaram o bate cabeça, o mosh pit e tudo o que tem o metal de direito. É uma banda que não tem medo de experimentar. Navegam pelo death, trash, folk e power metal.

Logo no começo do show houve um salve de bexigas em formato de pato, fazendo alusão ao disco novo:  “No Grave But The Sea”, e no palco um pato gigante também fazendo parte do show.

O show teve seu ápice com as queridinhas da galera “Drink” e “Fucked With an Anchor”, encerrando e deixando o público de alma lavada. Foi lindo de ver.

Line Up:
Christopher Bowes – Vocals,
Máté Bodor – Guitar,
Gareth Murdock – Bass,
Elliot Vernon – Keyboards,
Peter Alcorn – Drums

Set List:

Keelhauled
Alestorm
Magnetic North
Mexico
That Famous Ol’ Spiced
The Sunk’n Norwegian
No Grave but the Sea
Nancy the Tavern Wench
Rumpelkombo
1741 (The Battle of Cartagena)
Hangover
Pegleg Potion
Bar ünd Imbiss
Captain Morgan’s Revenge
Shipwrecked

Encore
Drink
Wenches & Mead
Fucked With an Anchor

Odin´s Krieger Fest é sempre um festival que combina muito bem a alegria, a fantasia, trazendo excelentes bandas nacionais e internacionais, deixando o público satisfeito. Que venham mais edições!!

Texto por: Jani Morales

Revisão: Paula Alecio