Odin’s Krieger Fest 2018 – São Paulo

Dia frio, bem propício a colocar um traje medieval, capa de peles, curtir shows, tomar hidromel e visitar a vila de artesões. E foi o que muitos folkers fizeram no dia 03/06 indo ao Tropical Butantã para mais uma edição do “Odins Krieger Fest.”

Festival completo com música, visual e feira de artesanato.

No mezanino do local ficam os expositores, com suas roupas temáticas, comidas, drink horns, objetos de decoração e adornos. Lá podemos fazer nossas compras, conversar com os expositores e amigos.

OKF já é um festival conceituado pelos Folkers e leva um público cativo a cada edição.

Vamos as bandas!

Para  a“Wolfenforest Edition” do festival se apresentaram quatro bandas, duas nacionais e duas internacionais.

 

CONFRARIA DA COSTA

As 15:30 sobem ao palco os curitibanos da “Confraria da Costa”, com seu  rock pirata, cheirando a rum, divertido, versátil e com letras escrachadas Arranjos criativos, usando e abusando do som do violino endiabrado, dando um tom “classudo”, místico que dá vontade de dançar. Começam com a música “Rússia Reversa”, do disco “Canções de Assassinato”, lançado em dez/12., nos falando um pouco dos personagens da história da Rússia, com bom humor e um pouco de sarcasmo, seguindo o set list sempre com alegria, na “Oh Garrafa” tem um solo de guitarra bem bacana. Destaco “A Deriva”, com um violino psicodélico. O Ivan (vocal), brinca se queremos ouvir a palavra do diabo e mandam a “Polka do Diabo”, música bem eclética onde no meio intercalam uma guitarra sabbatica muito “dez”, digna de bater cabeça. Avisam que tem merchan da banda lá no mezanino, junto aos stands e após o show estariam lá,  para receber o público.

Terminam com a música título do álbum de 2012 , “Canções de Assassinato”, deixando a galera bem aquecida para as próximas atrações.

Show empolgante  dos marujos punks Gipsys da Confraria!

Intervalo para a segunda banda.

Formação:

Ivan Halfon – vocal, violão, banjo, flauta

Luiz Pantaleoni – baixo, vocal de apoio

Abdul Osiecki – bateria, vocal de apoio

Anderson Lima – guitarra

Marco Polo – violino

André Nigro – percussão

Set List

1- Rússia Reversa

2- És Cadavérico!

3- The Basso

4- À Deriva

5- oH! GARRAFA

6- Balada dos Mortos

7- lagartos

8- Coisas Piores

9- Cia de Canalhas 

10- Polka do Diabo

11- Motim

12- Canções de Assassinato                                                                                                                                                                                                                                                    

TERRA CELTA

As 16:30 sobem ao palco os  músicos da Terra Celta, de Londrina – PR.

A banda mescla a música Irlandesa com a nossa brasileira, fazendo divertidos crossovers.

O vocalista Elcio nos convida a entrar no mundo de magia, entre fadas e bruxas da Terra Celta. Nos  diz que é necessário um ritual para entrarmos nesse mundo. Primeiro precisamos esquecer dos reveses da vida e pensar no que é bom, na felicidade e renascer como uma fênix. Pede para  todos nós abaixarmos por um tempo e em seguida subirmos, simbolizando o renascimento.

Inúmeros instrumentos se fazem presentes no show, além do básico Guitarra, Baixo e Bateria, usam Violino, Banjo, Bandolim, Accordeon,

Gaita de Fole, Tin Whistle, Flauta Doce, Flauta Transversal e mais alguma coisa que fugiu aos meus olhos.

Mesclando rítmos e músicas conhecidas, mandam um “Celtanejo”, “Clara Nunes”, brincam e animam o público.

Sempre simpático, o vocalista Elcio agradece a todos da produção.

Vem “Gaia”, que  é uma das músicas mais emocionantes da gig deles, falando sobre a destruição de nossa Terra por nós mesmos.

Brincam falando que terão tempo para mais um som, instruindo o público a pedir o bis.

Rolou até uma tarantela no meio das músicas. Sempre uma festa a apresentação deles e como  parte mais engraçada, o pedido de Elcio para erguemos os braços e solta uma palhinha de “Wando”, entre a última música, todos acompanham o meu ya ya meu yo yo “de boa”!!

Se despedem com mais agradecimentos.

Set List

 1-Bella Ciao
2- Glenuigh Hall
3- O Quadrado
4- O Porco
5- Forró Bretão II
6- Gaia
7- Até o Último Gole
8- Música, Piratas e Rum
9- Tortuga
10- Era uma vez
11- Terra Celta
12- Ressaca

Formação

Elcio Oliveira: Vocal, violino, nickelharpa, tin wistle, bagpipes

Edgar Nakandakari: Banjo, bandolim, tin Wistle, Hurdy Gurdy, Flautas.

Alexandre Gracia (arrigo): Acordeon

Bruno Guimarães: Baixo Eletrico

Fernando Sardo: Bateria

Eduardo Brancalion: Guitarra, bouzuki, bandolim

 

METSATöLL

As 18:30 sobem ao palco a banda com o som mais pesado da noite, os estonianos da Metsatöll, misturando heavy épico agressivo com cantos xamanisticos dos habitantes pré-teutonicos da antiga Estônia. Logo de cara, antes mesmo da “cortina” subir por inteiro, um baixo matador já avisa como seria o show.

Honrando o nome que construíram no decorrer dos anos, fizeram um show forte, energizante, com músicas cantadas em estoniano, usando a técnica vocal gutural, conhecida  como Khoomei, este tipo de canto permite à voz humana executar até três tipos de sons independentes, resultantes de uma apurada técnica que mistura vários mecanismos de movimentação do abdomen, garganta, cavidade nasal, lábios e língua. Markus e Lari dividem o vocal na maioria das músicas, cada qual com seu estilo.

Markus faz o vocal mais limpo e Lari o gutural, fazendo uma harmonia belíssima nas canções. Sente-se a força da ancestralidade que muitas vezes causou uma espécie de transe e uma sensação de força e respeito. Alternando com o peso do metal, fazendo- nos agitar a cabeleira sem dó e piedade.

Me sentia voltando, vitoriosa, de uma batalha com os Orcs.

Com instrumentais pesados misturados à uma harpa de boca, uma gaita, um tipo de citara e uma harpa eslavas, flautas , agitaram a galera. Além dos instrumentos folks que fazem a diferença na sonoridade, destaco o baixo do Kuriraivo, com linhas bem definidas e trabalhadas.

Tônis “destrói” na bateria.

Markus conversou, agradecendo a receptividade e a produção. Disse que estava muito feliz em participar do festival e estar em nosso país e até dedicou uma música às lindas mulheres brasileiras( disse isso em Português) Era notória a empolgação e a simpatia dos músicos.

Lari pergunta se gostamos de cerveja e diz que na Estônia gostam muito.

Fizeram uma setlist bem mesclada com música de quase todos os álbuns.

Set List

1- Külmking

2- Metslase Veri

3- Must hunt

4- Küü

5- Kivine maa,

6 -Vaid vaprust,

7- Saaremaa vägimee

8- Tõrrede kõhtudes,

9-Roju

10- Merehunt

11- Veelind

12- Kuni pole kodus, olen kaugel teel

13-Tuletalg

14-Vimm

15- Metsaviha 2

16- Lööme mesti

17 -Minu kodu.

Formação

Markus – vocals, guitars

Lauri – vocals,torupill, flutes, kannel, instrument of angst, mouth harp, goat horn, acoustic guitar

Kuriraivo – bass, vocals

Tõnis – Drums

 

FAUN

As 20:45 sobe ao palco, pela segunda vez no Brasil, a Faun, banda muito aguardada pelos presentes. Vindos de Munique na Alemanha.

Suas canções vão desde baladas melancólicas até músicas animadas e dançantes. Impressionante a versatilidade de instrumentos que eles tocam, incluindo a harpa celta, a viela de roda, nickelharpa, a gaita de foles, o cistre, flautas, percussões, Hurdy Gurdy, um Bodhrán, uma Meia lua e uns chocalhos exóticos.

O Tropical Butantã parecia ter se transportado para outra época, em um lugar cheio de magia e som contagiante.

“Faun” nos presenteou com seu Folk Medieval em uma linha tênue entre a música popular e a erudita. Logo com a entrada da instrumental Endro, onde todos os integrantes demonstram suas habilidades, já se percebia que todo o público  estava integrado ao som da banda. As exímias composições saiam do alto falante, impecáveis, notava-se cada nota por mais delicada que fosse.

Fizeram jus a fama que tem  e se mostraram bem a vontade, em casa. O público fez parte do show com suas vestes e danças, abrilhantando mais a festa.

Oliver interagiu brincando com o público.

Ressalto que todos os músicos tocam vários instrumentos, trazendo uma riqueza na apresentação ao vivo.

Vários momentos especiais se seguiram durante o espetáculo, tais como quando Stephan Groth rouba a cena com um solo de seu instrumento chamado “Hurdy-gurdy”,  produzindo um som psicodélico

Em  “Odins,” onde Oliver convida os fãs a viajarem ao mundo dos vikings, e nos fala sobre a magia das runas nórdicas.

E “Feuer”,  interpretada por Laura Fella, que fala sobre o fogo e o poder feminino, inspirada em partes na personagem de Daenerys Targaryen, da série Game Of Thrones.

Setlist

1- Andro
2- Wind & Geige
3- Alba
4- Walpurgisnacht
5- Hymne der Nacht
6- Drehleier Intro

7- Blaue Stunde
8- Odin
9- Pearl

10- Zeitgeist
11- Feuer
12- Iduna
13- Rhiannon

Encore
14- Wenn wir uns wiedersehen
15- Diese kalte Nacht

Formação

Fiona Rüggeberg – vocais, flautas, gaita de foles, dombra, rebab, pomme

Oliver “Sa Tyr” Pade – vocais, nyckelharpa, harpa

Stephan Groth – vocais, viela de roda, flautas, cistre

Rüdiger Maul – percussão, bateria, berimbau

Niel Mitra – sampler, sintetizador

Laura Fella – vocais, tambor, mandola

Posso dizer com certeza, que Faun fez um espetáculo audío/visual incrível, como todos nós esperávamos.

Aguardo a próxima edição festival que, tenho certeza, será mais um sucesso!

Agradeço a Tedesco Comunicação & Mídia, a OKF Produções e ao Imprensa do Rock pela oportunidade de ter presenciado esse sensacional evento.

Fotos oficiais gentilmente cedidas pela Assessoria do evento!