New Order em São Paulo: mantendo a sonoridade à altura do gosto apurado dos fãs

New Order no Espaço das Américas: Show de divulgação do novo álbum mantem sonoridade à altura do gosto apurado dos fãs

Foi com grande satisfação, muita energia e boas vibrações, que o público do Espaço das Américas recebeu na noite da última quinta-feira (1/12/2016) a banda inglesa New Order. O show em São Paulo, único no Brasil para promover o álbum “Music Complete”, trouxe uma multidão de quase 8 mil pessoas vindas de vários cantos do País.

Texto: Carla Maio

Revisão: Paula Alecio

Lançado em 2015, o “Music Complete” foi muito bem recebido pela crítica, pois revela o rigor sonoro do bom e velho New Order, que os fãs oitentistas tanto curtem. De modo impressionante, a banda agrega o legado pós-punk de suas origens, com pegadas eletrônicas, reafirma a empatia com fãs de longa data e garante um público sempre renovado, que gosta mesmo é de dançar.

O produtor de música eletrônica, Gui Boratto, animou a plateia antes da chegada do New Order com tracks inovadores, repertório exclusivamente autoral, todas elas em sintonia com seu entendimento musical.

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Explosão de cores, luzes e sons

Bernard Sumner (vocal e guitarra), Stephen Morris (bateria), Gilian Gilbert (teclados), Tom Chapman (baixo) e Phil Cunningham (guitarra e teclado) causam um alvoroço geral,  assim que sobem ao palco com “Singularity”, hit dançante cuja linha de baixo faz explodir uma sonoridade como o próprio nome da música sugere.

– “Boa noite, São Paulo! É maravilhoso estar de volta, nós adoramos estar aqui”, cumprimenta Sumner e a banda toca “Regret”, do álbum “Republic”, de 1993.

Efeitos sonoros, projeções, jogos de luzes. Ao longo das duas horas em que estiveram no palco, que passaram despercebidas para uma maioria, que dançou e se divertiu de verdade, o New Order trouxe outras músicas do novo álbum, sons impactantes que caíram no gosto dos fãs como “Academic”, “Restless”, “Tutti Frutti”, “People on the High line” e “Plastic”. A galera fez a lição de casa, escutou as músicas e muitos foram para o show com as letras na ponta da língua.

Para aqueles cujo som e as letras do grupo mexem com a memória e os cinco sentidos, causando efeitos sinestésicos, não faltaram as emblemáticas “Bizarre Love Triangle” e “True Faith” (Brotherhood, 1986), “Perfect Kiss” (Low-life, 1985), e “Blue Monday” (Power, corruption & Lies, 1983).

Uma especialidade: fazer música boa

E como o tempo passa mais rápido quando estamos nos divertindo, o show chega ao fim com “Temptation” (BBC Radio 1 Live in Concert, 1992), música que insiste em não terminar, já que Sumner oferece o microfone em direção ao público, que em coro vocaliza a melodia. Foi um tal de uh uh uh que não tinha fim.

O retorno para o bis marcou a habitual homenagem que o New Order faz a Ian Curtis e ao Joy Division, com as emocionantes “Decades” (Closer, 1980) e “Love will tear us apart” (The Peel sessions, 1990). Na projeção, o letreiro – Forever Joy Division – arrancou suspiros entre os fãs.

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– “Normalmente, o show acaba aqui, mas dessa vez trouxemos uma surpresa para vocês”, brinca o vocalista. A novidade ficou por conta da explosão de sons e cores magníficas em “Superheated”, que não deixou ninguém ficar parado, outro hit que comprova uma especialidade do New Order: fazer música boa.

Se o gostinho que ficou foi de quero mais, os fãs ainda podem conferir show da carreira solo do ex-baixista Peter Hook, na próxima terça-feira, 6 de dezembro, no Cine Jóia. Na ocasião, ele apresenta a turnê Peter Hook & The Light Performing Substance, com os clássicos dos álbuns do Joy Division e do New Order. Imperdível pouco é bobagem!

Set list

  1. Singularity
  2. Regret
  3. Academic
  4. Crystal
  5. Restless
  6. KW1
  7. Tutti Frutti
  8. People on the High line
  9. Bizarre Love Triangle
  10. Sirens
  11. Plastic
  12. Perfect Kiss
  13. True Faith
  14. Blue Monday
  15. Temptation

Bis

  1. Decades
  2. Love will tear us apart
  3. Superheated

 

Fotos adquiridas no site: Midiorama