Maximus: Um festival espetacular no Autódromo de Interlagos

Dia 13 de maio, sábado, ocorreu a segunda edição do Maximus Festival em São Paulo no Autódromo de Interlagos. Com um line-up recheado de ótimas bandas de metal, tinha de tudo para ser um festival memorável e prometendo como sempre agradar os fãs. Nomes como: SLAYER, ROB ZOMBIE, GHOST, PROPHETS OF RAGE, entre outros, faziam parte do festival.

Um mega festival com direito a várias áreas de lazer, divertimento, bares, food-trucks, entre outros. Merchandising oficial do festival também estavam presentes, lojas de acessórios e camisetas de bandas, estavam fazendo parte dessas áreas. O bacana também, é da localização dessas áreas, ficaram perto dos palcos e foi de fácil acesso a elas, não tendo problema de locomoção.

A edição contou com três palcos: Maximus Stage, Palco Rockatansky e Palco Thunderdome. Os horários dos palcos Maximus e do Rockatansky foram cumpridos como mostrados antes num flyer do evento, já do Palco Thunderdome, teve algumas pequenas alterações. O bom dos palcos Maximus e do Rockatansky, é que os dois ficam um do lado do outro, para se locomover entre eles, é super fácil ou muitas vezes, nem precisa sair do lugar da onde você está. Outro aspecto bom é que independente do lugar que você esteja, a visão dos palcos é muito boa, mesmo de longe, dá para ver muito bem as apresentações. Sem contar das instalações de três telões entre os palcos.

Não cansamos também quando ficamos entre esses dois palcos pela questão dos horários, por quê sempre quando acabava um show em um dos palcos, começava um show no outro, com um pequeno intervalo de mais ou menos uns 10 minutos.

Um aspecto interessante e com necessidade no festival foi as áreas dos deficientes físicos que contou com dois acessos localizados mais ou menos no meio das pistas. Foi muito bom a organização do festival de conter isso, quanto mais as pessoas respeitarem e implantarem mais acessos a esses tipos de condições, o festival é ainda mais prestigiado e apreciados pelo público.

Com a abertura dos portões as 11:00, as bandas teve por início as 12:00. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

OITÃO

Primeira banda no Rockatansky foi o OITÃO, banda brasileira de metal formada por Henrique Fogaça (vocal), Ed Chavez (baixo), Marcelo BA (bateria) e Ciero (guitarra). Uma pegada Hardcore e Punk, com letras que fazem críticas e protestos com a sociedade, política, violência, entre outros assuntos sobre o que acontece no Brasil. Velocidades em seus intrumentos, um som pesado e vocais guturais e rasgados do Fogaça, foi o que deu energia na apresentação deles. Uma duração curta de uns 30 minutos, foi uma boa abertura para o Rockatansky e conseguiu agradar o público que ainda estavam chegando no local.

RED FANG

RED FANG foi a banda que abriu o palco Maximus. Um estilo Stoner, formada por quatro integrantes, sendo eles, David Sullivan (guitarra), Maurice Bryan Giles (guitarra e vocal), Aaron Beam (baixo e vocal) e John Sherman (bateria) tocaram ao todo 7 músicas. Apresentação curta também e com músicos talentosos, conseguiram agradar principalmente os fãs específicos da banda. Por quê, sinceramente, não foi uma apresentação muito empolgante, e sim, ok.

HATEBREED

HATEBREED deu a continuidade no Rockatansky. Formada por cinco integrantes, a banda possui uma pegada bem entre o Metalcore e Hardcore. Dessa vez com um grande número de fãs, eles detonaram em cima do palco, trazendo excelentes músicas como: “To the Threshold”, “Looking Down the Barrel of Today”, “Destroy Everything”, “I Will Be Heard”, entre outras composições de arrebentar nas suas performances. Um metal destruidor e pesado, fez uma apresentação rápida, que deixaram todos os fãs bem empolgados e animados para as demais bandas.

GHOST

Continuando no Rockatansky, foi a vez do GHOST. Muitos fãs presentes e uma das bandas mais esperadas do festival. Um horário meio fora do contexto para a apresentação da banda. Por ser um conjunto com uma temática sombria e assustadora, fizeram quando estava no meio da tarde com direito a um sol pegando na cara. Mas por incrível que pareça, isso não interferiu na performance da banda.

Começando com uma belíssima introdução “Masked Ball” da Jocelyn Pook que logo me fez lembrar do excelente filme “De Olhos Bem Fechados” do Stanley Kubrick, já deu um clima para a banda subir no palco e tocarem a excelente “Square Hammer”. Com um visual diferente e novo do Papa Emeritus, mais precisamente a terceira encarnação do Papa, foi uma apresentação bem prazerosa de ser assistida. Tocaram quatro músicas do último álbum de 2015, “Meliora”: “From the Pinnacle to the Pit”, “Cirice”, “Absolution” e “Mummy Dust”. Além dessas, tocaram: uma do “Opus Eponymous” (2010), “Ritual”, já considerada clássica na banda, e a espetacular “Year Zero” do “Infestissumam” (2013), onde não tem como esquecer do seu excelente refrão, “Belial, Behemoth, Beelzebub, Asmodeus, Sathanas, Lucifer”.

Infelizmente, a apresentação da banda durou pouca, foram tocadas só 7 músicas com uma duração de aproximadamente 40 minutos. Mas, isso não deixou de ser um bom show e mostrarem o seu trabalho, devido aos músicos talentosos com melodias fantásticas e o Papa sempre cantando bem, com certeza, foi uma das melhores apresentações do festival.

ROB ZOMBIE

Quando acabou o GHOST, já se via no fundo do palco Maximus, um cartaz grande do filme King Kong, mais especificamente do primeiro filme de 1933. Quando subiram no palco, já abriram com a excelente “Dead City Radio and the New Gods of Supertown”, para já deixar todos empolgados e vibrando. Música bem empogalnte e contagiante, deixou os fãs felizes e cantando os refrões.

Como de costume, todos os músicos bem fantasiados para fazer bem o jeito do carismático ROB ZOMBIE. Inclusive, ele usando uns três tipos de roupas extravagantes, mas para dar um clima na performance dele e dos músicos presentes. Com o ROB super empolgado e cantando muito, foram ao todo 16 músicas, tocando clássicos de sua carreira solo e com direito a duas músicas do White Zombie: “More Human Than Human” e “Thunder Kiss ’65” em conjunto com o cover do Alice Cooper “School’s Out”. Músicas como: “Superbeast”, “Living Dead Girl”, “Well, Everybody’s Fucking in a U.F.O.”, “Never Gonna Stop (The Red, Red Kroovy)”, “Dragula”, entre outras excelentes faixas, foram muito bem tocadas e cada vez animando o público.

Pela falta dos sintetizadores na apresentação, foram usados alguns playbacks específicos em algumas músicas, para falar a verdade, em sua maioria, por se tratar deles sempre estarem presentes. Por incrível que pareça, isso não interferiu na apresentação da banda e continuaram numa boa.

Os músicos contratados pelo ROB ZOMBIE, que fazem um tempinho que estão na banda, estão de parabéns, muito bem escolhidos e tocando muito em cada música. Destaque para o John 5, um excelente guitarrista que tem uma grande carreira solo e por ter passado em excelentes bandas e músicos, como: Marilyn Manson, David Lee Roth, Paul Stanley, entre outros. E com direito a um ótimo solo no meio do show.

Sem dúvidas, o ROB ZOMBIE sempre teve o seu espaço de mostrar a sua potencialidade nas performances e nos excelentes álbuns de estúdio. Devido ao seu grande carisma e por ser um grande artista, tanto na música como no cinema, foi uma das melhores apresentações do festival. Com mais ou menos uma hora de show, deu para mostrar bem a sua grande performance em cima do palco, sendo assim, super empogante, tanto por parte do público como da banda também.

FIVE FINGER DEATH PUNCH

Voltando para o Rockatansky, foi a vez do FIVE FINGER DEATH PUNCH, banda de metal composta por cinco integrantes. Uma sonoridade pesada, com misturas de Heavy, Groove e Metal Alternativo, conseguiu agradar bem o público tocando ao todo 11 músicas. Um setlist onde continha músicas pesadas e bem compostas, soube variar bem entre elas,  sendo assim, os fãs souberam muito bem apreciá-las. Dentre elas: “Lift Me Up”, “Wash It All Away”, “Jekyll and Hyde”, “Remember Everything”, “The Bleeding”, entre outras. Tocaram também o cover “Bad Company”, já do seu álbum “War Is the Answer” (2009).

Um momento marcante que merece ser destacado, foi quando a banda pediu para alguns fãs subirem no palco e assim continuando a sua apresentação. Isso me lembrou quando o Suicidal Tendencies fez isso no Brasil no ano passado e nesse ano. É bacana a banda fazer isso, para sentirem a animação dos fãs, e dos próprios fãs sentirem a emoção de estar ao lado da banda.

Chegando para o final do show, uma parte do público não estava sendo agradado e começaram a gritar Slayer no final da apresentação do FIVE FINGER. Nas últimas três músicas, começaram a fazer isso quando acabava elas. Mostrando que a banda não conseguiu agradar uma parte do pessoal que estava no palco Maximus para ver o Slayer e por acharem a apresentação do FIVE FINGER arrastada e cansativa. Um momento desagradável mostrando desrespeito com a banda, onde foi desnecessário e vergonhoso por parte do público. Respeitar os gostos e as bandas, são imprescindíveis, isso serve para todos e como somos da mesma nação, o Rock And Roll, precisamos estar sempre unidos. Mas, fora isso, foi um show divertido, com músicas bem tocadas e uma boa presença dos integrantes no palco.

SLAYER

Com expectativa altíssima dos fãs para a apresentação de uma das maiores bandas de metal de todos os tempos, já se via a grande bandeira no fundo do palco Maximus da capa do “Repentless” (2015). Com uma grande quantidade de fãs presentes e por parte do público, foi a banda mais esperada do festival, tinha de tudo para ser uma apresentação histórica e deixaria a marca deles no país.

Quando era umas 18:25, fim da tarde para entrar no clima da banda, apagam as luzes e começamos a ouvir a introdução “Delusions of Saviour”, faixa que se inicia o álbum “Repentless”. Só de ouvir essa introdução matadora, os fãs vão a loucura e não paravam de vibrar por um instante que seja. E quando ela acabou, já entraram tocando justamente a faixa em seguida do álbum, a “Repentless”. Isso para todos entrarem ainda mais no clima e rodinhas e mais rodinhas feitas pelo público, já foram se formando. Essa música já chegou arrebentando tudo e mostrando que o SLAYER veio para destruir e quebrar tudo em cima do palco.

Logo após, foi a vez da excelente “Disciple”, onde não tem como não tirar da cabeça o seu refrão, “God hates us all, God hates us all”. Refrão que dá o título ao álbum de 2001. Em seguida, foi a vez de tocarem a “Postmortem”, geralmente tocada antes da “Raining Blood”, mas mesmo assim, não saiu do clima e tocou ela de forma destruidora. “Hate Worldwide” foi a próxima do “World Painted Blood” (2009), para depois vim a clássica “War Ensemble”, que não poderia faltar no setlist né. Com vocais matadores do Tom Araya gritando “War” da melhor maneira que todos esperavam por isso, sem contar da velocidade insana que tem essa música.

Mais uma faixa do “Repentless” foi tocada, dessa vez foi a “When the Stillness Comes”, uma boa introdução de guitarra lenta que vai ficando cada vez mais pesada e entrar no ritmo da banda, chegando ao ponto dela ser sombria. A excelente “Mandatory Suicide” foi a próxima, outra clássica da banda onde a guitarra faz muito bem a sua parte com vários “slides” e acompanhado novamente os vocais agressivos do Tom Araya.

Quem achou que eles não iriam lembrar do primeiro álbum de estúdio, ficaram enganados, por quê veio a excelente “Fight Till Death”, com uma pegada mais para o Speed Metal, devido a sua velocidade. Depois, foi a vez de mostrarem duas ótimas faixas do “Seasons in the Abyss” (1990): “Dead Skin Mask” com riffs de guitarras insanos, sendo assim, uma música assustadora e sinistra. E a própria “Seasons in the Abyss”, nem precisa falar dela né, sem dúvidas, uma das melhores faixas da banda.

Continuando veio a “Hell Awaits” do segundo álbum, para voltar um pouco da pegada do Speed Metal. Mais um clássica veio, dessa vez foi a “South of Heaven”, com uma introdução magnífica de guitarra, que começa a ficar cada vez mais pesada devido a bateria que entra junto e os vocais do Araya ficando mais agressivos e rápidos com o passar dela. Quando acabou ela, veio a faixa que todos esperavam, “Raining Blood”, simplesmente fantástico, com barulhos de raios e trovões em sua introdução, para depois vim aquele riff matador e entrar num ritmo extremamente pesado e veloz. Voltando ao primeiro álbum foi tocada a “Black Magic”, com certeza uma das melhores faixas do “Show no Mercy” (1983), mais um riff agressivo e rápido.

E para fechar essa excelente apresentação da banda, tocaram “Angel of Death”, música que não poderia faltar de jeito nenhum. Com o famoso grito assustador do Tom Araya, velocidade insana, letra com um tema polêmico mas já explicado pela banda nas décadas passadas e com uma tonalidade extrema, soube muito bem fechar a apresentação da banda de forma espetacular e marcante.

PROPHETS OF RAGE

No palco Rockatansky, já estava quase tudo pronto para o último show nele e o PROPHETS OF RAGE teve a honra de encerrar naquela noite. Grupo formado por integrantes do Rage Against the Machine e Audioslave (o baixista Tim Commerford, o guitarrista Tom Morello e o baterista Brad Wilk), dois membros do Public Enemy (DJ Lord e o rapper Chuck D), e o rapper B-Real do Cypress Hill.

Misturando Rap e Metal, fizeram uma apresentação de mais ou menos uma hora e vinte minutos, tocando 16 músicas, sendo elas covers das bandas dos integrantes que já passaram nela como também uma música própria do grupo prevista para lançar ainda nesse ano, chamando de “Unfuck The World”, que foi bem recebido pelos fãs. Em sua maioria, várias músicas do Rage Against The Machine foi tocada, como: “Testify”, “Take the Power Back”, “Bombtrack”, “Bullet in the Head”, entre outras.

Do Public Enemy foi tocada “Fight the Power”, uma clássica do Rap e do próprio conjunto. Do Cypress Hill, foi tocada a “How I Could Just Kill a Man”, que teve a sua versão regravada pelo Rage Against The Machine.

Momento interessante na apresentação foi quando os rappers Chuck D com o B-Real junto com o DJ Lord, fizeram um medley das canções do Public Enemy e do Cypress Hill, ficaram só eles no palco e começaram a cantar algumas músicas aleatórias. Costume dos rappers de fazerem isso, onde foi bem respondido pelos fãs.

Outro momento que merece destacar foi quando o Tom Morello repetiu o que ele tinha feito em São Paulo e no Rio de Janeiro, ele e a sua guitarra “Fora Temer” na música “Fight the Power” do Public Enemy. Devido as atuais situações que o Brasil está, ele decidiu fazer isso como forma de protesto e assim, claro, gerou altas salvas de palmas pelo público.

Com certeza, o grande destaque dessa apresentação, foi o excelente guitarrista Tom Morello, que performance fantástica, tocando muito e sempre com seus excelentes solos e riffs incríveis, E claro, os seus grandes efeitos variados em sua guitarra, com técnicas que emulam sons de djs e hip hop ao mesmo tempo.

Uma das apresentações mais esperadas pelo público rendeu altas salvas de palmas e mostrou muito bem, um grupo que provavelmente, no futuro, seguirá uma boa carreira. Devido aos seus integrantes bem talentosos e comprometidos, souberam muito bem fechar o Rockatansky, sem contar que no meio do show, anunciaram um álbum previsto para setembro desse ano, agora é esperar para sabermos o resultado.

LINKIN PARK

Último show da noite ficou para o LINKIN PARK e talvez a banda mais popular do festival. Com uma imensa quantidade de fãs presentes, começaram pontualmente as 21:00. Tocaram por mais ou menos uma hora e vinte minutos e repleto de músicas de grandes sucessos da banda. Dentre elas: “Burn It Down”, “One Step Closer”, “Somewhere I Belong”, “What I’ve Done”, “Numb”, entre outras. Tocaram 4 músicas do seu último álbum “One More Light” (2017), foram elas: “Talking to Myself”, “Good Goodbye”, “Battle Symphony” e “Heavy”.

Todos os integrantes fazendo a sua parte em cima do palco e tocando sempre com animação. O público sempre participando e cada vez, o LINKIN PARK empolgando eles. Destaque na música “In the End”, com uma boa introdução no teclado e depois entraria a voz do Chester, porém, ele deixou para os fãs cantarem os versos da música até chegar no refrão, e com isso, formou-se um grande couro feito pelo público. Um ótimo resultado alcançado pela banda e muito bem recebido, mostrando o quanto os fãs estavam felizes e cantando cada vez com mais energia.

Destaque também para o Chester Bennington, cantando bem e interagindo com os fãs na hora certa, falando alguns clichês como: “Eu amo o Brasil”, “Vocês são os melhores”, “É o melhor lugar para fazer shows”, “Os melhores fãs estão no Brasil”. Muitas vezes, ele se aproximava dos fãs para cantar as músicas e agradando-os cada vez mais.

Ao todo foram tocadas 21 músicas, o suficiente para fechar a noite da melhor forma que os fãs saíssem de lá super satisfeitos. Conseguiram agradá-los com músicas clássicas da banda, integrantes muito bem representativos e a animação dos fãs, que é o ponto mais importante.

Assim, o Maximus se encerra. Depois de 12 horas de músicas com 15 bandas diferentes, foi mais um festival para entrar na história, sempre divertindo o público e o mais legal que é escutando músicas boas o dia todo. Que venha mais Maximus!!!!

Vou fazer uma breve observação em um aspecto com relação ao público e ao LINKIN PARK: por ser a banda mais distinta dentre as outras do festival, ela teve o seu público-alvo. Grande parte do público que ficou no festival para ver até o SLAYER ou até mesmo o PROPHETS OF RAGE, foi embora e não ficaram para o último show. Tudo bem disso acontecer, são gostos pessoais, mas chegar ao ponto de ofenderem os fãs e a banda, é muito desrespeitoso. Isso já aconteceu de forma parecida como eu tinha falado com o FIVE FINGER DEATH PUNCH, mas não chegaram a ofender o FIVE FINGER. Já com o LINKIN PARK, infelizmente aconteceu no final da apresentação do SLAYER, onde o público começou a xingar o LINKIN PARK e ao mesmo tempo, acabam por xingar também os fãs presentes. Entendemos que o LINKIN PARK tem um estilo diferente das outras bandas, mas o respeito é indispensável. Como eu tinha falado antes, somos uma nação, todos devem se respeitar e não ficar com esses tipos de gestos ofensivos. O respeito vem acima de tudo, independente da ocasião e do momento.

Fotos: Marta Ayora / Midiorama