Maroon 5: californianos deixam publico em São Paulo empolgados com show esgotado

O Imprensa do Rock esteve presente na última quinta-feira, 17, no Allianz Parque, em São Paulo para acompanhar a primeira de duas noites do Marron 5 na cidade.

Resenha por: Maria Clara
Credenciamento: Time For Fun

Dashboard Confessional

Levando por volta de 45 mil pessoas ao estádio, em meio a tensão de protestos que viraram madrugadas na capital paulista, o Maroon 5 contou com show de abertura da banda de rock alternativo do líder Chris Carrabba, a Dashboard Confessional.

Apesar de ter dois integrantes doentes por conta de uma intoxicação alimentar, o show foi descrito como “incrível” por muitos presentes. A natureza dos comentários já mostrava o perfil do público, em grande parte composto por mulheres, que diziam que os integrantes eram muito bonitos, “mas não são o Adam”.

Maroon 5

Por volta de 21h30, subiam ao palco os integrantes do tão esperado Maroon 5. Sendo extremamente ovacionados, a banda tomou seus instrumentos, e, por último, o frontman, Adam Levine, entrou no palco com seu último visual loiro, fazendo o Allianz Parque desfazer-se em gritos, com um acompanhamento sonoro por parte da banda, que logo depois transformou-se em “Animals”.

Os uivos do vocalista presentes nessa canção foram repetidos durante todo o show, praticamente. O show seguiu com “One More Night”, “Stereo Hearts”, do Gym Class Heroes em parceria com Adam Levine.

Com uma versão um pouco diferente da original, a banda tocou “Harder To Breathe”, seguida por “Lucky Strike” e “Wake Up Call”, onde Adam fez seu primeiro contato com o público, chamando a todos para acompanhá-lo cantando. Durante a canção, foi arremessado uma bandeira do Brasil no palco, a qual Adam recolheu.

Após a música, o vocalista conversou com o público, perguntando a todos como estavam e dizendo “We Are Maroon 5”.

Durante “Love Somebody”, Adam demonstrou o seu poder sobre o público feminino. Enquanto a imagem do telão mostrava um zoom em seu rosto, este apenas deu um sorriso com um ar mais “safadinho”, provocando uma grande reação do público feminino, com muitos gritos.

Após a execução de “Maps”, Adam anunciou uma canção do primeiro disco, o “Songs About Jane”, que ele tinha certeza, todos o acompanhariam, iniciando a canção “This Love” a capela, sendo de fato acompanhado pelo público, que gritou bastante quando Adam fez um pequeno solo em sua guitarra rosa choque.

Com acompanhamento da banda, Adam arrisca um “boa notche” e apresenta sua banda, começando por Jesse Carmichael, que na ocasião tocava guitarra, o empréstimo do Phantom Planet, Sam Farrar, que já é um habitual membro de turnês do Maroon 5 no baixo, Matt Flynn na bateria. Durante a apresentação de James Valentine, possivelmente o segundo integrante mais conhecido da banda, Adam acompanhava a guitarra cantando, mostrando sua potência vocal, em seguida, apresenta o integrante que iniciaria a próxima música, PJ Morton, tecladista, que tocou a introdução de “Sunday Morning”.

Em um dos poucos contatos com a plateia, Adam anunciou que aquele era um show muito especial, pois após a meia noite seria seu aniversário de 37 anos e, para ele, era como se todos os fãs do mundo estivessem ali naquela noite. Após, os integrantes, com exceção do baterista, juntaram-se em mais dois microfones postos ao palco, para fazer uma “intro” à capela de “Payphone”, voltando aos seus respectivos instrumentos antes do segundo refrão da música. A banda ainda tocou “Daylight” antes de sair para uma pausa.

Enquanto estavam fora do palco, o público gritava “Fora PT” e “ei, Dilma…”. James Valentine entrou no palco com um violão, seguido por Adam. Numa versão acústica, os dois tocaram “Lost Stars”, enquanto o público que ocupava as arquibancadas balançavam celulares com flashes ligados, dando um belo cenário de acompanhamento à canção.

Talvez uma das mais aguardadas pelo público, “She Will Be loved” também iniciou em uma versão acústica, porém foi finalizada com o restante da banda.

No início da música seguinte, “Moves Like Jagger”, uma das mais animadas da noite, Adam deu pulos, parando de costas e rebolando, levando o público feminino ao delírio, o que não melhorou quando o vocalista tirou a camisa, exibindo o peitoral malhado.
Na sequência, a banda tocou seu hit “Sugar”, maciçamente acompanhada pelo público, finalizando o show.

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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