Mark Morton do Lamb of God diz não ter expectativa para show no Rock In Rio, mas vem por lembranças anteriores sobre Brasil

FRESNO, CA - DECEMBER 13: Mark Morton of Lamb of God performs in support of the bands' Wrath release at the Save Mart Center on December 13, 2008 in Fresno, California. (Photo by Tim Mosenfelder/Getty Images) *** Local Caption *** Mark Morton

markmortonlambofgodOs norte-americanos do Lamb of God desembarcarão no Brasil para show no próximo dia 24 no Rio de Janeiro, integrando o cast de bandas da edição comemorativa de 30 anos do Rock In Rio.

A Imprensa do Rock conversou brevemente por telefone com o guitarrista Mark Morton a respeito de diversos assuntos atuais como o novo disco, a sensação de estar de volta a América Latina, Chris Adler (sobre entrada no Megadeth) e Grammy Awards. Confira entrevista na íntegra e exclusiva logo abaixo:

IDR: Como é para vocês estarem de volta a América Latina?

Mark Morton: É ótimo estar de volta à esta parte do mundo, os fãs são loucos por aqui, é excitante atingir este público. Nós somos muito sortudos de ter pessoas que nos permitem conhecer tantos lugares maravilhosos.

IDR: O Rock in Rio é o maior festival de Brasil, vocês tem alguma expectativa acerca de tocarem por lá?

Mark Morton: Na verdade não. Nós já tocamos em festivais realmente grandes como o “Download”, e outros igualmente imensos. O Rock in Rio tem a reputação de ser um dos melhores festivais no mundo, e estamos honrados de finalmente fazermos parte dele, mas expectativas não tenho nenhuma, com exceção das ótimas experiências no Brasil com a banda antes. Como eu disse, eles são muito animados e dedicados, então acho que será isso, mas numa escala maior.

IDR: Sobre o novo disco, ele se tornou um sucesso rapidamente, enquanto vocês estavam o escrevendo, achavam que ele teria esse tipo de recepção?

Mark Morton: Quando nós escrevemos os discos, apenas pensamos em algo que vem natural até nós, o tipo de músicas que queremos escutar e fazer, então não forçamos nada. Toda a vez que um disco faz algum tipo de sucesso comercial é ótimo, porque isso é somente a nossa música que flui naturalmente. Eu não tinha nenhuma expectativa de quanto sucesso o disco teria, porque para mim, já era um sucesso assim que acabamos de gravá-lo, assim que percebi que as músicas representavam o que nós somos, e todos nós estarmos felizes com ele, já era um sucesso. A parte de que ele vendeu bem (primeira posição no Canadá, e terceira posição nos Estados Unidos) é boa, mas não quero que chegue o dia em que eu espere pelo sucesso, ou então não irei mais gostar de fazer o que faço agora.

IDR: O Lamb of God tem uma formação sólida, você acha que isso influenciou de alguma forma o sucesso de vocês?

Mark Morton: Eu acho que o fato de termos os mesmos membros a tanto tempo, faz com que consigamos nos entender melhor, pessoalmente e musicalmente, faz com que nós possamos compor melhor, então hoje nós sabemos o que esperar um dos outros, e de como tirar a melhor performance e as melhores ideias de cada um de nós. Então, sim eu acredito que isso funciona a nosso favor.

IDR: Vocês nunca se sentiram pressionados à manterem as características que consolidaram ao longo dos anos pelo público?

Mark Morton: Não. Eu não quero soar como se eu não respeitasse nossos fãs, porque os respeitamos, mas desde o início até hoje, nunca escrevemos músicas para eles, o disco é de sucesso quando escrevemos algo que todos nós gostamos e concordamos. Entenda, é algo muito difícil para nós chegar num resultado, porque nós temos tantas influências diferentes, então eu não posso imaginar o quão difícil seria ainda agradar a toda uma base de fãs, acho que algumas bandas conseguem, mas nós nunca fomos este tipo de banda, nunca escrevemos música para os nossos fãs. Nós somos muito gratos que existam fãs que gostem de nossa música, e como eu disse, nós temos orgulho de ser parte dessa cena, mas a música é escrita por nós e para nós, é aí que tudo começa e termina.

IDR: Sobre o Chris Adler, ele foi recrutado como novo baterista do Megadeth, você em algum momento sentiu algum receio de “perdê-lo”?

Mark Morton: Não, eu acho que não, Chris sempre foi um fã do Megadeth, então eu entendo porque o Mustaine iria querê-lo para tocar bateria em seu disco novo. Ele também fez alguns shows com eles, enquanto nós não tivermos que mudar nada em nossa agenda ao redor da deles, isso não será um problema, isso não nos afeta, além de claro, estarmos muito orgulhosos do Chris, por poder viver esse sonho de infância, de tocar com a sua banda preferida, o que é ótimo, mas não nos afeta, pois como disse, não trabalhamos em volta da agenda deles.

IDR: Você acha que ele irá virar um membro fixo no Megadeth?

Mark Morton: Acho que isso seria muito difícil, devido a nossa agenda, mas se ele quiser fazer isso sem que interrompa o Lamb Of God, não vejo problema.

IDR: Após alguns episódios polêmicos como a indicação ao Grammy, você acha que a exposição da banda aumentou?

Mark Morton: Bem, honestamente não. Não acho que alguém tenha conhecido ou ouvido falar de nós por conta da nossa indicação ao Grammy, ou porque o Chris tocou bateria no último disco do Megadeth. Bom, talvez algumas pessoas, mas não acho que alguém que conheça o Megadeth não nos conheça, a menos que seja alguém velho (sic) ou algo assim. Então não acho que isso tenha afetado nossa exposição, nós já estamos por ai há algum tempo.

IDR: Você escuta bandas novas? Se sim quais?

Mark Morton: Bem, acho que eu sou a pessoa errada para você perguntar isso cara. Eu não escuto nada de Heavy Metal, eu amo metal e respeito a música mas, acabo ficando um pouco saturado, pois isso é tudo que escuto enquanto estou na estrada com o Lamb of God. O que eu escuto muitíssimo em casa é RAP e coisas de Classic Rock, principalmente Jimmy Hendrix e sons assim.

Entrevista por: Yasmin Amaral
Agradecimento: The Ultimate Music

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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