Machine Head: única apresentação em SP visitou toda a carreira da banda; show contou ainda com músicas do novo álbum “Bloodstone & Diamonds”

No último domingo com noite calorosa na cidade de São Paulo, aconteceu a única apresentação do Machine Head, no Via Marquês, na Barra Funda, esta que fica na zona oeste da cidade. O show contou com a banda revisitando toda sua carreira com mais de 20 anos de existência incluindo músicas do novo álbum “Bloodstone & Diamonds“.

O show que estava previsto para começar exatamente as 20h, começou por volta das 20h45 com a excelente “Imperium”, o Via Marquês simplesmente escurece e em torno disso surge luzes azul escuro dando um toque diferente a casa e a galera simplesmente reconhece e clama por “Machine Fucking Head” o tempo todo até que “Beautiful Morning” (The Blackening, 2007) entrou com toda potência merecida e o vocalista e guitarrista Robert Flynn como é de praxe solta um “Olá São Paulo, como vão? Vamos lá, quero ver as mãos de todos vocês levantadas e sacudindo” e completa: “Vocês estão prontos para sacudirem a casa? Estão prontos?” o público parabeniza e cantam junto trechos da música.

Na sequência, surge “Now We Die” último single da banda do já aclamado álbum “Bloodstone & Diamonds“, lançado em 2014 o peso fantástico da música volta para o público que abriu uma singela roda de mosh ao nosso lado, jogando cerveja entre os quatro ventos e molhando quem quer que fosse como se a música fosse a única coisa que importava no momento (e podíamos ver realmente que era).

“Bite the Bullet” (Through the Ashes of Empire, 2003), “Locust” (Unto the Locust, 2011) e “From This Day” de The Burning Red, 1999 vieram em seguida, mostrando todo o peso, sincronia e mais diálogos entre Robert e público vieram à tona. Quando Robert pedia para que o público batesse palmas as luzes do Via Marquês acompanhava logo em seguida dando um “quê” a mais na performance e no peso entre as músicas, as viradas de bateria e cada “hey, hey, hey!” fazia a casa esquentar mais e mais.

As seguintes “Ten Ton Hammer” (The More Things Chance, 1997) e “Clenching the Fists of Dissent” novamente de (The Blacknening, 2007) serviram para o público abrir novos moshs, o Robert Flynn apresentar o grande baixista Jared MacEachern e reproduzir solos de altíssima qualidade em torno das músicas e anunciar de forma ‘delicadamente’ com uma pegada bastante interessante com violão e vocal a “Darkness Within” (Unto the Locust, 2011).

Uma avalanche de músicas vieram a seguir, “Bulldozer” (Superchanger, 2001), mais uma nova “Killers & Kings” (Bloodstone & Diamonds), “Dadivan” (Burn My Eyes, 1994), “Descend the Shades of Night” (Through the Ashes of Empire, 2003) e “Now I Lay Thee Down” (The Blackening, 2007) vieram seguidas de um monte de improvisos e um dialogo bem extenso por parte de Robert Flynn em forma de música a casa ficou com uma aparência escura enquanto que ele fora iluminado com uma luz lilás estilo aqueles filmes de terror onde o ator que assusta enfia a luz da lanterna no rosto e faz caretas a seguir, começa a elogiar o público, a casa, o DJ que apresentou ótimas músicas para aquecer a galera antes do show, a comida, o clima, comentou sobre cirurgia, os 24 sensacionais anos de carreira da banda, o último e já citado álbum lançado em 2014 a forma de composição e a alegria por lança-lo e por fim realizando um solo que levou novamente o público ao delírio.

Por último, antes de encerrar a primeira parte do show, um cover inusitado de “Hallowed By Thy Name” clássico absoluto do Iron Maiden, de 1982 do álbum The Number of The Beast foi executado. Via-se lágrimas escorrendo de um ou outro fã pela homenagem da banda.

O encore ganhou quatro músicas que passeou bem rapidamente por toda a carreira “Aesthetics of Hate”, “Game Over”, “Old” e “Halo” fizeram encerrar mais uma excelente apresentação do Machine Head pelo Brasil e a única em 2015 na cidade de São Paulo e esperamos que a banda retorne mais vezes mesmo com o problema de produção ao qual diversos profissionais da área principalmente fotógrafos foram impedidos logo na primeira música de fotografarem os músicos não sabemos se realmente foi por parte dos integrantes ou da própria produção em si.

Resenha por: Victor Santos
Agradecimento pelo credenciamento: The Ultimate Music – PR

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
Victor Santos
  • Azazel

    Capricharam no texto (muito bonito) e pecaram na precisão…em nenhum momento Rob Flynn elogiou a comida é muito menos o DJ, pelo contrário, meteu o pau nos DJs “com seus laptops”. Now we Die não foi a segunda música…entre outras informações equivocadas…