Krisiun: “Ainda me empolgo em saber que influencio pessoas”, diz Max Kolesne

Entrevista exclusiva para o Imprensa do Rock. Max Kolesne do Krisiun fala sobre composição, treino e referências. Além de outras dicas e comentários! Não deixe de conferir, na íntegra!

O Krisiun realiza dupla apresentação no SESC Pompéia, em São Paulo, neste final de semana (8 e 9). Ainda há ingressos disponíveis. Confira serviço no final da entrevista!

Entrevista por: Yasmin Amaral
Edição: Victor Santos

Primeiramente, gostaria de saber como vocês compuseram o “Forged in Fury” e os álbuns mais recentes? Vocês têm algum processo definido de composição?

O processo é basicamente o mesmo de sempre, nós três vamos montando as músicas, é bem natural e espontâneo. Seguimos muito o feeling e o instinto do momento e não tem regra, a gente procura uma boa introdução e vai trabalhando em cima disso, com dinamismo e brutalidade. O Krisiun de uns tempos pra cá deu uma mudada, os álbuns anteriores são mais velozes e agora usamos elementos como ritmos mais lentos. Não perdeu a característica principal, mas trabalhamos agora outros elementos da música. Isso deixou os shows mais interessantes, a gente mescla as músicas novas e antigas.

Vocês têm alguma coisa agendada para esse ano, alguma música ou ideias?

Depois do “Forged in Fury” não compomos mais nada, mas temos momentos de inspiração e algumas ideias, mas não adianta escrever fora do momento do feeling, porque não adianta nada fazer uma música técnica, muito pensada, acaba perdendo esse lado mais selvagem do metal.

Então não existe um padrão Krisiun para um álbum?

É claro que existem inspirações, mas cada um tem um estilo próprio e tem que encontrar esse estilo apesar das influências, sem se apoiar totalmente.

Como é pra você saber que hoje o nome Max Kolesne é referência mundial?

Eu fico extremamente honrado quando músicos e bandas nos citam como inspiração, eu fico muito feliz. O Krisiun está vivendo um momento ótimo, estamos focados e satisfeitos com a nossa história e com o que estamos tocando. É muito legal nessa altura da vida ver isso acontecendo. Existe uma responsabilidade, sabemos que cada show é preciso dar o máximo, ser profissional, mesmo depois de vários dias tocando, a gente tem noção de que no próximo temos que dar 200% da mesma forma e nos cuidar pra isso acontecer. Mas é a vida que a gente escolheu e a gente tenta fazer o melhor possível.

Você treina todos os dias?

Não, todos os dias não, até porque o Krisiun ensaia bastante e é a melhor preparação que eu posso ter. Mas também quando não estamos ensaiando eu não posso perder a forma, no máximo fico duas semanas, depois de uma turnê longa às vezes é bom para dar uma recuperada. Acho que depois de dez dias sem tocar eu já começo a ficar meio desesperado, por minha própria vontade de fazer isso, de estar em contato com o instrumento.

Vocês todos mudaram para São Paulo há muito tempo. Qual foi o impacto disso?

Nós crescemos aqui, foi bem relevante ter mudado pra São Paulo, apesar de ter tocado em todos os “buracos”, não cobrávamos nada, na época a gente só queria fazer fã e conquistar o respeito dos headbangers da região. Ficamos sempre em contato com as gravadoras e revistas, hoje em dia tem a internet, mas aqui ainda aparecerem oportunidade do nada como participação em programas (PlayTV, Estúdio Showlivre). Ainda tocamos muito aqui, no SESC e em outros clubes.

Finalizando, gostaria de saber se tem alguma banda em especial que vocês tocaram e são muito fãs?

Com certeza, o Cannibal Corpse, Deicide, Morbid Angel, o próprio Sepultura, não só pela música, como pela atitude, o esquema que eles conquistaram na época de ir pra fora do Brasil e crescer do jeito que cresceram. Só de ter a oportunidade de apertar a mão de alguns dos caras que nos influenciaram já vale a pena. O Bill Ward (baterista do Black Sabbath) andou falando sobre nós e isso já faz valer tudo que fizemos.

Gostaria de agradecer imensamente ao tempo e à sua disposição para responder as perguntas. O Imprensa do Rock agradece!

Eu é que agradeço pelo espaço, espero que tenham gostado e mais uma vez obrigado pela oportunidade.

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Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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