John Petrucci comenta participação de Mike Portnoy em seu novo disco, “realmente incrível”

Durante uma Live de perguntas e respostas aos fãs ontem(8), o guitarrista do Dream Theater, John Petrucci, comentou sobre a participação do ex parceiro, Mike Portnoy, em seu novo disco solo, “Terminal Velocity“. Ele comenta: 

Mike está tocando bateria neste registro, o que é realmente incrível. Obviamente, Dave LaRue tocou no meu primeiro álbum solo, ‘Suspended Animation’, e também fiz turnê com ele várias vezes com ‘G3’, como no passado, Mike Portnoy, fizemos uma turnê juntos com o ‘G3’ – de fato, desde o primeiro ‘G3’ em 2001. Mas, sim, fazer Mike tocar bateria nisso foi legal. Foi uma ótima experiência.

Mike e eu conversamos bastante e ele meio que plantou a semente no meu ouvido. Eu estava falando sobre meus planos de gravar um novo álbum solo, e ele era como, ‘Bem, se você precisar de alguém, eu estou disponível.’ E foi, tipo, na minha cabeça, ‘eu vou te levar nisso’. Eu escrevi todas as músicas e programamos a bateria. E eu toquei baixo, assim como nosso engenheiro tocou baixo, então tínhamos essas músicas completas. E Mike entrou, aprendeu tudo, é claro, acrescentou seus toques e gosto. Ele fez um tremendo trabalho espetacular. Foi muito divertido reunir-se musicalmente e fazer isso juntos. Demorou cerca de seis dias para fazer. Mais uma vez, ele fez um ótimo trabalho. A bateria é incrível. Dave gravou suas coisas remotamente, refez todo o baixo. E é mixado por Andy Sneap – é a primeira vez que trabalho com Andy, e ele fez um trabalho tremendo: atualmente ele está no JUDAS PRIEST tocando violão depois que Glenn Tipton não podia mais fazer isso. E ele é um mixador inacreditável com um currículo incrível, mixou ‘Firepower’, o mais recente JUDAS PRIEST, e várias outras coisas – KILLSWITCH ENGAGE, ARCH ENEMY e MACHINE HEAD. Ele é incrível. Então, o álbum parece ótimo.

Petrucci também comentou porque decidiu gravar um disco solo nesse momento e como foi o processo de criação das músicas:

Originalmente, antes de todo o auge da pandemia, eu tinha planejado trabalhar no meu álbum solo, porque o DREAM THEATER tinha algumas turnês chegando, mas havia, tipo, pedaços de meses livres no ano. Então eu fiquei tipo, ‘Se Não começo agora, nunca vou fazer isso. E então tudo aconteceu e parou, tudo foi adiado, então eu me vi com todo esse tempo em minhas mãos. Basicamente, logo depois que cheguei em casa daquela [última turnê do DREAM THEATER], comecei a trabalhar no meu álbum solo – dois meses seguidos, cinco dias por semana. Consegui em três meses.”

Há nove músicas no álbum, e duas delas eu já havia tocado ao vivo no ‘G3’ anteriormente e no meu camp. Uma delas é uma música muito antiga do início dos anos 90, quando eu estava fazendo clínicas de guitarra. Na verdade, ela se chama ‘Gemini’, e há um trecho dela no vídeo de ‘Rock Discipline’ que eu fiz em 95. Há um pouco de mim tocando isso. Então, para quem conhece essa música, é meio que uma pequena e interessante lembrança disso, porque eu nunca tive a chance de gravá-la corretamente. Havia uma música que eu escrevi, eu acho, na mesma época que ‘Happy Song’ e ‘Glassy-Eyed Zombies’ que eu toquei no ‘G3’, mas nunca fiz nada com isso. Honestamente, eu meio que esqueci que tinha. Chama-se ‘The Way Things Fall’. Quando eu estava olhando todos os meus arquivos e tudo, eu estava tipo ‘eu esqueci essa música “, e eu tive uma demonstração completa dela. Eu fiquei tipo” Isso é muito legal “. Então, eu pude gravar isso de verdade. E então isso deixa as cinco músicas restantes, todas novas, e eu as escrevi e as gravei, junto com as outras quatro, novamente, por cerca de dois meses.”

O novo trabalho de John ainda não tem uma data de lançamento definida. A entrevista completa pode ser vista abaixo.

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Marcio Machado

Estudante de História pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), mas com o pé no jornalismo musical, desde os 12 anos se arriscava à escrever sobre o que ouvia em cadernos, se enveredando pela escrita jornalistica do Metal desde 2016 com o Whiplash, tendo de lá para cá, 80Minutos, Headbangers News, Gaveta de Bagunças, Headbangers Brasil e recentemente o Imprensa do Rock, como casas para seus textos e chatices. Tem como bandas de cabeceira Korn, Alice in Chains e Pantera, mas fã de muita coisa dos anos 90, a melhor década.