JackDevil: entrevista exclusiva com integrantes.

A nossa colunista Yasmin Amaral do blog METAL ON METAL entrevistou a banda “JackDevil” que esta lançando o seu EP “Faster Than Evil”. Confiram como foi.

Primeiramente gostaria de agradecer à banda pelo tempo cedido. Os leitores do IMPRENSA DO ROCK. Como vocês se conheceram e quando começaram a tocar?

Bem, primeiramente conheci o Speedwolf e nos entrosamos logo quando começamos a aprender nossos instrumentos, somente em seguida conhecemos o Filipe Stress e por último encontramos o Ric Andrade. Eu comecei na música por volta dos 14 anos (mesma idade que o Speedwolf deu partida no seu aprendizado), já o Ric e o Filipe começaram um pouco mais tarde, creio que por volta dos 16 anos eles entraram no mundo da música. Lembro também que quando decidi aprender a tocar minha família passava por um momento precário na área financeira e meus primeiros acordes eu esbocei usando o meu próprio braço onde eu desenhava com uma caneta as seis cordas do violão.

E foi bem assim com todos nós, começos caóticos, porém carregados de força de vontade e amor ao rock n’ roll.

Quem escolheu o nome da banda? Por quê?

O nome “Jackdevil” está relacionado ao clássico literário “O Bem Amado” de autoria do mestre Dias Gomes. Jackdevil (em português “Zeca Diabo”) se tratava de um famigerado personagem cangaceiro e foragido da polícia que era contratado pelo prefeito da cidade de Sucupira para tentar “inaugurar” o cemitério da cidade. Outro fator que deu bastante impulso para o nome ser firmado foi o fato de ser um ótimo derivativo ao cangaço e ao nordeste (região na qual pertencemos) e como queríamos um nome fácil, diferente e de pronúncia descomplicada nós topamos em batizar a banda assim.

O nome se trata de um derivativo de uma grande obra do Dias Gomes

Isso mesmo! Como falei na resposta anterior o nome só se fixou quando descobrimos a ligação com esta grande obra literária, ainda mais quando descobrimos a fundo a história do personagem.

Como foram os preparativos para a gravação do EP? Vocês já tinham todas as músicas prontas há muito tempo?

jackdevilep

A preparação foi rápida, porém intensa e lembro que ficamos trancados no estúdio por muito tempo acertando os detalhes de cada música, pois algumas canções entraram pouco tempo antes de decidirmos gravar o “Faster Than Evil”.

O EP ‘Faster Than Evil’ transmitiu a mensagem da forma com que vocês esperavam?

Com certeza! Acho que esse é um dos pontos positivos da Jackdevil; A direção e facilidade de como passamos a nossa mensagem. Eu mesmo fiquei até surpreso de ver pessoas comentando coisas que imaginávamos e comentávamos somente entre nós antes mesmo do cd ser lançado como foi o caso de ouvirmos pessoas dizendo que a capa do “Faster Than Evil” lembrava a arte dos vinis das grandes bandas de metal dos anos 80.

Quais foram as principais barreiras no início da banda na estrada?

Acho que a falta de capital para investirmos no trabalho da banda e a distância da cidade que moramos em relação ao eixo Sul/Suldeste foram as piores barreiras, mas com a internet e nossa força de vontade conseguimos diariamente nos superar e fazer nossa música chegar cada vez mais longe, temos que suar a camisa e dedicar nossa vida praticamente toda para fazer algo acontecer, mas digo sem receio que vale a pena!

Vocês estão atualmente em turnê, vão tocar em diversos lugares bem bacanas aqui em São Paulo, além do Brasil todo, mas há alguma parceria que gostariam de fazer ou lugar que vocês gostariam de tocar, em especial?

Através da própria internet nós acabamos conhecendo muitas bandas legais, hoje quase não nos focamos em assistir bandas “grandes” e preferimos passar horas no computador buscando bandas novas. O resultado disso é que acabamos descobrindo várias bandas boas e por muitas vezes até mantemos contato com elas através dos meios de comunicação digitais.

Vou citar alguns exemplos de bandas que gostaria de dividir palco e que vamos ou já até dividirmos e queríamos repetir a dose; Skull Fist, Violator, Farscape, Korzus, Selvageria, Sinaya, Attomica, Anthares, Test, Warpath, etc…

Qual a opinião de vocês sobre o cenário Death/Thrash Metal do Brasil? O estilo está se expandindo?

Sinceramente eu não sei! Fica difícil definir o contexto da palavra expansão dentro desta pergunta por que talvez expandir nem seja aumentar o número de público, mas sim elevar a consciência e fidelidade dos que já estão dentro e vivem apoiando o metal pesado no geral. Nós da Jackdevil acreditamos que do gênero hard rock ao death metal, todos precisam crescer bastante no nosso país, mas por outro lado vejo que as coisas mesmo que de maneira bem compassada já estão ameaçando tomar proporções cada vez maiores e o mais importante é não deixar nenhuma destas vertentes do rock n’ roll caírem no esquecimento.

Qual o principal objetivo da banda para 2014? Há a possibilidade de termos surpresas como mais um videoclipe, ou um full-length?

Em primeira mão já disponibilizo a notícia de que estamos analisando a probabilidade de “Bastards in The Guillotine” se tornar clipe e se rolar mesmo será lançado ainda este ano justamente porque no ano que vem estamos preparando o lançamento do nosso primeiro álbum “full”.

Deixem os 5 álbuns favoritos de vocês como dica para os nossos leitores.

– Anthrax – Fistful of Metal (1984)
– Insane – Wait and Pray (2005)
– Tank – Filth Hounds of Hades(1982)
– Toxic Holocaust – An Overdose of Death (2008)
– Angel Witch – Angel Witch (1980)

Muitíssimo obrigada pela oportunidade, meus sinceros votos de sucesso!

Yasmin Amaral
Jornalista

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
Victor Santos