Iron Maiden @ Estádio do Morumbi (São Paulo/SP) – 06/10/2019

Com a aclamada turnê “Legacy of the Beast” rodando pelo mundo todo desde o ano passado, foi a vez do Iron Maiden retornar ao Brasil e realizarem uma série de três apresentações no mês de outubro, no dia 04 em pleno Rock In Rio, se apresentando no dia do metal no palco mundo, dia 06 no Estádio do Morumbi em São Paulo, na qual, comparecemos, e no dia 09 na Arena do Grêmio em Porto Alegre. Como em todos os shows da turnê, contamos com uma produção de palco espetacular, além de um repertório magnífico e claro, uma performance devastadora da banda. Os responsáveis pela abertura, foi a banda de metalcore The Raven Age, que também se apresentaram em Porto Alegre.

The Raven Age

Fundado em 2009, o quinteto conta atualmente com o co-fundador e filho do Steve Harris, George Harris (guitarra), Matt James (vocal), Tony Maue (guitarra), Matt Cox (baixo) e Jai Patel (bateria) e no momento, andam divulgando o mais recente trabalho “Conspiracy”, lançado em março desse ano, tanto que o repertório do show realizado, foi bem concentrado nesse disco. “Bloom of the Poison Seed” é tocada pelas caixas de som, a primeira faixa do “Conspiracy”, uma intro mais especificamente, a banda sobe ao palco e iniciam com “Betrayal of the Mind”, seguindo a ordem do disco. Um som pesado, riffs de guitarra intensos, vocais principais melódicos, vocais de apoio guturais e uma bateria potente.

Em seguida, executam “Promised Land” do “Darkness Will Rise” e depois, uma grande sequência de músicas do “Conspiracy” é tocada: “Surrogate”, “The Day the World Stood Still”, a tranquila “The Face That Launched a Thousand Ships”, “Fleur de Lis”, “Grave of the Fireflies”, nessa, o público tanto da pista quanto das arquibancadas, ligaram os flashs dos celulares, e “Seventh Heaven”. Fecharam o show com “Angel in Disgrace” do “Darkness Will Rise”. Aproximadamente uma hora de apresentação, The Raven Age mostraram um bom trabalho em palco e levaram bons aplausos do público.

Setlist:

1. Betrayal of the Mind
2. Promised Land
3. Surrogate
4. The Day the World Stood Still
5. The Face That Launched a Thousand Ships
6. Fleur de Lis
7. Grave of the Fireflies
8. Seventh Heaven
9. Angel in Disgrace

Line-up:

Matt James – Vocal
George Harris – Guitarra
Tony Maue – Guitarra
Matt Cox – Baixo
Jai Patel – Bateria

Iron Maiden

Estádio lotado, o grande momento estava prestes para acontecer. Uma animação bem divertida do game do Legacy of the Beast é passada nos telões ao som da instrumental “Transylvania”, logo, gritos de “Olê olê olê olê, Maiden Maiden…” ecoaram por todo canto. “Doctor Doctor” do UFO é tocada de fundo e depois, a famosa intro “Churchill’s Speech” foi apresentada e nos telões, se projetava algumas cenas de guerra. Rapidamente, Bruce Dickinson (vocal), Steve Harris (baixo), Dave Murray (guitarra), Adrian Smith (guitarra), Janick Gers (guitarra) e Nicko McBrain (bateria), sobem ao palco e iniciam a apresentação com “Aces High” para o delírio de todos os presentes. Os fãs cantando os refrões a plenos pulmões, o palco é magnífico, muito bem estruturado, bateria enorme personalizada da turnê, cenário rementindo a uma guerra e já nos chamou a atenção pela presença de um avião durante a execução e o Bruce com seu óculos de piloto, que início magistral. Bruce troca de vestimenta para uma camisa de força branca e um gorro na cabeça e manda “Where Eagles Dare” do “Piece of Mind” de 1983, o Bruce já gritava aquela famosa frase “Scream for me São Paulo…”, claro, o público ia ainda mais ao delírio. A energia do sexteto em palco é inacreditável, Bruce, Steve, Adrian, Dave e o Janick, sempre percorrendo por toda parte, e inclusive, o Janick já mandando seus giros de guitarra pelo corpo.

Sem respirar, veio “2 Minutes to Midnight” outra do “Powerslave” de 1984, dessa vez, Bruce estava com sua vestimenta “normal” e mandou até alguns “Scream for me Morumbi…”. “Muito obrigado” dito por Dickinson em português e fez uma breve interação com o público, dizendo: “Dois dias atrás, tocamos no Rio de Janeiro e foi o melhor show do Rock In Rio, e essa noite vai ser diferente, essa noite estamos em São Paulo e essa noite não vai o melhor show do Rock In Rio, vai ser o melhor show do Brasil”. Dito isso, a próxima do set foi “The Clansman” do “Virtual XI” de 1998, o começo dela é ótima, riffs de guitarra suaves e o Steve num baixo acústico. Bruce apanhou sua espada e executou a música com ela nas mãos.

“The Trooper” foi sem dúvidas, um dos melhores momentos do show, Dickinson continuou com a espada em suas mãos e durante, tivemos a honra de receber a presença do Eddie, no caso, o Eddie-soldado, fazendo jus a música tocada. Além disso, o Bruce com sua espada, realizou uma pequena luta de espadas com o Eddie. Se não bastasse, depois da batalha, Bruce ainda apanhou uma bandeira do Brasil em suas mãos e depois, uma do Reino Unido. Com o cenário da turnê, aquelas imagens dos Eddies estampando bonitos vitrais, e continuando no “Piece of Mind”, veio “Revelations”. Velas acesas no alto do palco, “For the Greater Good of God” do “A Matter of Life and Death” de 2006 e depois, com iluminações avermelhadas, “The Wicker Man” do “Brave New World” de 2000, foram executadas.

Na “Sign of the Cross” do “The X Factor” de 1995, Dickinson aparece com uma outra vestimenta, toda preta, com capa, capuz, carregando uma cruz preta e logo, prega ela bem no palco. Ao decorrer, Bruce tira o capuz, fogos começam a aparecer, luzes vermelhas, para criar um clima mais obscuro. Após, Bruce apanha a cruz na mão e ela se ilumina, o cenário clareia, e no final, volta o cenário obscuro. Em “Flight of Icarus”, o cenário da turnê é retirada, um grande anjo aparece ao fundo do palco e o Bruce apanha um lança-chamas e percorre pelo palco durante a música. O grande hit “Fear of the Dark” do álbum homônimo de 1992, contamos com um belo coro realizado pelo público em sua maravilhosa intro, partindo para os primeiros versos, os fãs ligam as luzes dos celulares, Bruce troca novamente de roupa, agora, com uma máscara, cartola, casaco preto grande, carregando um candelabro em suas mãos.

Depois, a intro matadora, “Woe to you, oh, earth and sea, for the devil sends the beast with wrath because he knows the time is short. Let him who hath understanding reckon the number of the beast for it is a human number, its number is six hundred and sixty six”, ecoou por todo o estádio e o clássico absoluto da banda “The Number of the Beast” do álbum homônimo de 1982, foi executada, deixando a galera mais enlouquecida, que cantaram os refrões e com direito a diversos fogos pelo palco. Mais “Scream for me São Paulo…”, Bruce anuncia “Iron Maiden” do primeiro álbum de estúdio de 1980, contamos novamente com a presença do Eddie ao fundo do palco, porém, com um visual diferente, além do tamanho extremamente maior, estava com uma cara mais diabólica, com chifres e um pentagrama invertido na testa.

Gritos de “Olê olê olê olê, Maiden Maiden…” vindo do público, solicitando a volta deles, foi atendida e mandaram “The Evil That Men Do” do “Seventh Son of a Seventh Son” de 1988 e duas faixas do “The Number of the Beast”: “Hallowed Be Thy Name”, Bruce ficava entrando numa jaula na plataforma de cima do palco e ao lado, uma corda de enforcamento. E para encerrar esse show histórico, “Run to the Hills”. Iron Maiden, bem felizes, deixam o palco com mais gritos de “Olê olê olê olê, Maiden Maiden…” dos fãs, e pelos auto falantes, é tocada a música “Always Look on the Bright Side of Life” do Monty Python.

O Bruce Dickinson mostrou que ainda é um dos melhores frontman de todos os tempos, durante todo o show, percorria por todo o palco, trocava de roupa em diversas músicas para se adaptar ao tema, realizou ótimas interações com o público e claro, seus vocais inigualáveis e fabulosos. O baixista e líder Steve Harris com todo seu carisma, empolgação e habilidades no instrumento, a excelente química entre os guitarristas Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers e o excepcional baterista Nicko McBrain com sua enorme bateria. Iron Maiden, com quase duas horas de show, realizou o que todos estavam esperando, uma apresentação perfeita e memorável.

Setlist:

1. Aces High
2. Where Eagles Dare
3. 2 Minutes to Midnight
4. The Clansman
5. The Trooper
6. Revelations
7. For the Greater Good of God
8. The Wicker Man
9. Sign of the Cross
10. Flight of Icarus
11. Fear of the Dark
12. The Number of the Beast
13. Iron Maiden

Encore:

14. The Evil That Men Do
15. Hallowed Be Thy Name
16. Run to the Hills

Line-up:

Bruce Dickinson – Vocal
Steve Harris – Baixo
Dave Murray – Guitarra
Adrian Smith – Guitarra
Janick Gers – Guitarra
Nicko McBrain – Bateria

Fotos: Diego Andrade

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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