Immolation @ Fabrique Club – São Paulo/SP (29/04/2018)

IMMOLATION, uma das bandas mais renomadas e representativas do death metal mundial, acabou de passar pelo Brasil em duas apresentações, uma delas aconteceu na Fabrique Club em São Paulo. Promovendo seu mais recente lançamento, o excelente “Atonement”, lançado no ano passado, IMMOLATION fez uma daquelas apresentações inesquecíveis e totalmente prazerosas aos fãs do metal extremo e da música de qualidade. E com abertura de duas excelentes bandas: Corporal Jigsore e Mystifier. Precisava de mais alguma coisa para essa noite?!

Corporal Jigsore

A primeira atração dessa incrível noite, foram os bolivianos do CORPORAL JIGSORE. O trio de death metal, fez uma apresentação, que certamente, deixaram muitos de bocas abertas. Foram altas performances impressionantes que valeram cada minuto de show. Death metal de qualidade, essa banda tem de sobra. Extremamente pesado e repleto de ótimas composições em seu repertório, que durou aproximadamente 42 minutos de show, o CORPORAL JIGSORE me surpreendeu e até demais pelas suas técnicas demonstradas. E em seu setlist, executaram somente as músicas do mais recente lançamento, “Unleashing the Pestilence” de 2017.

Depois de uma intro mecânica sendo tocada de fundo, show foi iniciado com a poderosa “Infernal Domain”, excelente música e logo já destacando, o desempenho incrível da baterista Adriana Pinaya, suas cadenciadas e suas técnicas ferozes, eram o suficiente para aniquilar o instrumento. Mais uma intro foi executada e de cara, mandaram “Salve Muerte”, tão boa quanto a anterior, os vocais guturais do Rotten estavam bem aplicados, os riffs e os solos matadores de guitarra e claro, novamente, os andamentos agressivos da bateria, corriam a solta nesse petardo. Após, alguns agradecimentos da banda ao público, a produtora e falaram que queriam compartilhar o disco que acabou de ser lançado, e veio “Bleeding Earth”, esse destruidor som que tornava a apresentação cada vez mais brutal, magnífica e surpreendente. Terceira intro da apresentação, foi executada, para vir a faixa-título do álbum “Unleashing the Pestilence” e depois, “Manufacured Apocalypse”. Quarta e última intro mecânica, foi tocada e vieram os dois últimos sons da apresentação: “La Via Dei Serpenti” e “Dark Supremacy”.

Setlist:

1. Infernal Domain
2. Salve Muerte
3. Bleeding Earth
4. Unleashing the Pestilence
5. Manufacured Apocalypse
6. La Via Dei Serpenti
7. Dark Supremacy

Line-up:

Julio Toro – Guitarra
Rotten – Vocal e Baixo
Adriana Pinaya – Bateria

Mystifier

Em poucos minutos, o palco já estava preparado para receberem os baianos do Mystifier. O trio de black/death metal, tocaram ao todo, 8 músicas, entre elas, focando bastante nos petardos clássicos da banda, uma música atual e um cover de uma banda clássica do black metal nacional. Uma excelente apresentação do Mystifier, com um bom repertório e integrantes com grandes desempenhos, foram bem simpáticos com o público, obtendo uma ótima recepção por eles.

Mystifier já chegou no palco e elogiou as bandas gringas, o público presente e a produção, que foram os responsáveis por eles estarem lá se apresentando. O repertório desse show foi iniciado com “Unspeakable Dementia (Utter Nonsense)”, do último álbum de estúdio “Profanus” de 2001. Um som extremamente potente, com andamentos acelerados, bons riffs de guitarra, ótimos “blast beats” para quebrarem os pescoços da galera e vale destacar o baixista e vocalista Diego DoUrden, além de nos impressionar com seus excelentes vocais, ele ainda ficou responsável nas boas melodias do teclado, porém, melhor que isso, é a ótima coordenação motora que ele possui durante a música sendo tocada. Enquanto ele ficava no baixo, ao mesmo tempo, ficava também nos teclados. Uma mão em cada instrumento. E isso, permaneceu, em praticamente, todo o show. Impressionante não é?! Em seguida, o clássico “Osculum Obscenum”, do primeiro disco “Wicca” de 1992, foi executada. Aos gritos de “Avé Satanás!” ao decorrer da música, veio “An Elizabethan Devil Worshipper’s Prayer Book”, a excelente “Aleister Crowley And Ordo Templi Orientis”, “The Realm Of Antichristus” e “The True Story About Doctor Faust’s Pact With Mephistopheles”, quatro petardos clássicos do “Göetia” de 1993. Mais agradecimentos aos fãs e logo, fizeram uma homenagem a clássica banda do metal nacional, Sarcófago, com a música “Nightmare” sendo executada. E para encerrar, “Beelzebuth”, foi a saideira dessa excepcional apresentação que foi a do Mystifier.

Setlist:

1. Unspeakable Dementia (Utter Nonsense)
2. Osculum Obscenum
3. An Elizabethan Devil Worshipper’s Prayer Book
4. Aleister Crowley And Ordo Templi Orientis
5. The Realm Of Antichristus
6. The True Story About Doctor Faust’s Pact With Mephistopheles
7. Nightmare (Sarcófago Cover)
8. Beelzebuth

Line-up:

Beelzeebubth – Guitarra
Diego DoUrden – Vocais, Baixo e Teclado
Eduardo “Warmonger” Amorim – Bateria

Immolation

Rapidamente, em poucos minutos, o tão esperado, IMMOLATION, sobe ao palco e já notando, como hábito da banda, cada integrante com as mesmas vestimentas, deram início com a devastadora “The Distorting Light”, do mais recente álbum “Atonement”. E que ótima música para darem boas vindas aos fãs mega empolgados. Riffs cabulosos, velocidade insana e os vocais bem característicos e inigualáveis do Ross Dolan, estavam bem destacáveis. Permanecendo no mesmo disco, “When the Jackals Come” veio na mesma pegada e com um grande destaque para uma melodia de guitarra na metade da composição. Mostrando os ótimos trabalhos do guitarrista Robert Vigna, considerado um dos melhores guitarristas da história do Death Metal, que em poucos minutos, já nos mostrava suas grandes habilidades com seus riffs poderosos e marcantes e claro, seus excepcionais solos de guitarra. Não tinha como ficar paralisado ao som de “You’re Not a Father”, porquê ela veio numa intensidade monstruosa, e por conter harmonias ótimas o suficiente para quebrarem os pescoços dos fãs.

A porrada sonora, continuou à solta, quando veio “Swarm of Terror” do “Harnessing Ruin” de 2005. “Majesty and Decay”, possui uma ótima cadenciada brutal, ocasionada pelos seus riffs totalmente bem trabalhados e pela bateria com seus ótimos “blast beats” que só melhorava a cada momento e tornava a sonoridade mais agressiva. “Once Ordained” do “Failures for Gods” de 1999, possui um andamento violento, riffs bem estruturados e pra variar, uma certa agressividade em sua composição. Voltando para o “Atonement”, veio “Thrown to the Fire”, possuindo um riff de guitarra matador. Aquela bateria infernal, com seus andamentos extremos e brutais, ficou permanecida durante cada minuto da apresentação, graças aos excelentes desempenhos do Steve Shalaty. Na sequência, a ótima “Kingdom of Conspiracy” foi executada. Alguns agradecimentos aos fãs presentes, falando que foi ótimo a banda estar nessa noite em São Paulo e disse que a próxima música, era do novo álbum e executaram “Destructive Currents”, sem dúvidas, uma das melhores composições do disco. As guitarras ferozes e com riffs bem realizados, são os destaques desta brutalidade.

Em seguida, o Ross disse que a próxima é da época “old school” e mandaram a clássica “Into Everlasting Fire”, do primeiro álbum de estúdio “Dawn of Possession” de 1991. Com altas performances de cada integrante da banda, foi executada impecavelmente pelo quarteto. E por falar em suas performances, os vocais guturais do Ross, era algo muito notável e destacável do show. O Robert, sempre mandando bem nos riffs e nos solos, provando ser um dos melhores do Death Metal e também, uma das melhores performances de guitarristas em palco. Sem deixar para trás e não menos importante, o guitarrista Alex Bouks, que se juntou a banda em 2016, mostrou ser bem capacitado e por mais que ele foi o integrante mais “frio” e nada de se mexer muito em palco, fez um ótimo desempenho na noite. E o baterista, Steve Shalaty, fez uma completa destruição em cada composição tocada, seus potentes “blast beats”, ficaram rolando pelo show inteiro e sem tempo para descansar. E para encerrar, mais quatro músicas: “Den of Thieves”, “Fostering the Divide” e os clássicos “Immolation” e “Close To A World Below”.

Se foi um show que valeu cada segundo e cada momento de apresentação, certamente, foi o show do IMMOLATION. E não só do IMMOLATION, como as apresentações do Mystifier e do Corporal Jigsore, foram de surpreender a cada um que estava presente na Fabrique Club. Foi um excelente dia para os fãs de metal extremo. Três excelentes bandas, numa mesma noite e num mesmo lugar, e todas elas com objetivos similares: cativar os fãs com apresentações dignas e extraordinárias, para dizer o mínimo. Simples assim.

Setlist:

1. The Distorting Light
2. When the Jackals Come
3. Father, You’re Not a Father
4. Swarm of Terror
5. Majesty and Decay
6. Once Ordained
7. Thrown to the Fire
8. Kingdom of Conspiracy
9. Destructive Currents
10. Into Everlasting Fire
11. Den of Thieves
12. Fostering the Divide
13. Immolation
14. Close To A World Below

Line-up:

Ross Dolan – Vocal e Baixo
Robert Vigna – Guitarra
Steve Shalaty – Bateria
Alex Bouks – Guitarra

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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