HL Arguments: “Honten” (2018) Resenha Faixa a Faixa!

Saudações fraternas a todos, me chamo Tchaina, sou o fundador do selo Sub Discos, produtor e apresentador do programa Projeto Piloto na rádio Putzgrila e também atuo como músico

(Baixista, compositor e toco um pouco de violão).

Antes de começarmos a esmiuçar cada aspecto do disco, “Honten” da HL Arguments, quero falar sobre essa árdua tarefa que na minha humilde opinião, é uma arte.

Foto: HL Arguments formação da banda na gravação de “”Honten”

A resenha é uma abordagem que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. Podendo, e é utilizado como forma de prestação de serviço.

Sim essa é descrição técnica, mas para mim a resenha de um disco, EP ou single é mais que isso, é entender o conceito por trás da obra, identificar o sentimento, a fagulha de inspiração que gerou algo maior que seu idealizador imaginou, antes do produto final.

É como uma investigação para descobrir, a intenção do compositor e as mensagens subliminares por trás das letras e composições, é descobrir quais as influências e motivações por trás da estética sonora.

É a arte de interpretar e descrever sem ser tendencioso e com objetividade e logo após a resenha sobre resenha, vamos a resenha que realmente nos interessa nessa redundante explicação sobre a redação em si. Que se trata de descrever sobre o álbum “Honten”, depois de relançar o homônimo HL Arguments Live” em 2014, a banda que é liderada por, Helio Lima o guitarrista, cantor e compositor, nos é apresentado o que pode ser considerado ou melhor dizendo; que é um dos álbuns lançados em 2018, que representaram melhor o Rock Alternativo.

 Em 2011 a banda com bases fundamentadas também no Folk, teve seus momentos de flerte com a música eletrônica, em seu álbum de estreia “ (2011), já no disco “ de 2018 traz dez músicas de altíssima qualidade e dessas dez traz uma canção em português.

Com elementos estéticos que remetem desde Pink Floyd, U2 e Pearl Jam, esse disco é um estrondo, tanto nas músicas que contém o peso das guitarras distorcidas, ou seja, nas canções com características mais acústicas e com maior destaque para o violão e voz.

Começando pela Capa do álbum:

Quem é da minha geração entende a importância que capa de um álbum tem para quem viveu a era pré internet, a maioria dos discos que eu comprei na minha adolescência, muitas vezes, talvez a maioria delas, foram por conta das capas. Que às vezes eram muito mais atrativas, que o próprio disco em si.

Mas as novidades chegavam, nas lojas e só tínhamos as capas dos discos para nos ajudar a tentar entender a identidade da banda, se aquilo era metal, hardcore, glam ou alternativo, comprar pela capa era um risco necessário.  

E acredito que isso não tenha mudado na era digital, quem nunca? Quem nunca?

Teve um dia de buscas por músicas novas nas plataformas digitais e acabou escolhendo pelas imagens, antes de dar play e ouvir o streaming? Quem nunca?

Bom eu faço isso às vezes. Recomendo a você fazer isso e poderá se surpreender.

E a capa do disco “Honten” tem isso, o elemento subliminar, a simbologia oculta que tanto me atrai numa capa.

Temos o que me parece uma mandala envolvendo um relógio às 22:11min, um relógio com números romanos.

Vejam bem, aqui começam as teorias conspiratórias.  O relógio marca a hora X (10) e o ponteiro dos minutos passa um pouquinho do símbolo II (2).

Fico curioso? Eu também! Será tem algum significado maior?  Tempo, será que o relógio representa o tempo? Doze podem ser messes? O ciclo de um ano? 12 passos?

É disso que eu falo: uma capa tem que ter este poder de te fazer pensar! De nos deixar curiosos, de querer saber que o tem ali dentro.

A Capa tem nos fazer questionar, gerar dúvidas, pontos de interrogações, gerar perguntas sem respostas, a arte tem o poder e o dever de despertar a nossa criatividade e a quem mais ela tocar.

Mesmo que sejam apenas teorias sem sentido, mas isso é a coisa mais linda que a arte pode fazer por nós, despertar o poder da imaginação.

Claro que não ignoramos a Mandala, o elemento artístico, talvez com maior destaque na representação gráfica da sonoridade contida em “Honten”, a capa é o papel de presente que embala a música.

Mandala é uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. Refere-se a uma figura geométrica em que o círculo está circunscrito em um quadro ou o quadrado em um círculo. Essa figura possui ainda subdivisões, mais ou menos regulares, dividida por quatro ou múltiplos de quatro. Mandala (em Sânscrito significa “círculo”). Aqui fala por si só não é mesmo?

E aqueles que são extremamente observadores, vão perceber quatro pontos na vertical, entre o espaço do relógio e o título do álbum. Os pontos têm diâmetros diferentes, com dimensões que vão diminuindo ou aumentado dependendo do seu ponto de vista.

Mas aqui não me arrisco a dizer mais nada que possa ser ou deixar de ser, mas te convido a deixar nos comentários sua teoria sobre os quatros pontos. E porque não, sobre o significado inteiro que a copa de “Honten” desperta na sua imaginação, fique à vontade para falar suas ideias mais bizarras ou absurdas este espaço é absolutamente seguro, para sua imaginação, pode deixar ela correr, livre, leve e solta.

Ficha técnica:

Formação da banda em “Honten”:

Amanda Labruna (vocais), Fernando Silvestre (guitarra), Helio Lima (Vocal/Guitarra),

Marcos Cesar (baterias), Wesley Lima (Contrabaixo) e Marcelo Santos (Teclados).

A produção do foi por conta de Marcelo Santos que mixou e finalizou a master da obra fonográfica chamada “Honten”, captação de baterias realizada no Espaço Som da rua Teodoro, localizada no bairro Pinheiro, rua que é muito famosa, conhecida pela sua concentração de lojas de instrumentos.

As demais captações de áudio foram nos home estúdios do Marcelo Santos e Fernando Silvestre.

Resenha faixa a faixa:

 

e você chegou até aqui, recomendamos que dê play no disco e faça isso agora!

Sua leitura, desta resenha acompanhada das músicas do álbum “Honten” e a trilha sonora perfeita para entender exatamente o que vou descrever daqui para a frente.

Pensando um pouquinho melhor eu me pergunto se com tudo que já leu até aqui ainda não deu play, tsc tsc.

Está esperando o que?

1- “Give Me a Light”:

Assim como a escolha, da capa do disco é fundamental para seu sucesso comercial, de vendas ou de atração. Tão importante quanto é o single de abertura, não é mesmo? Pois são as primeiras impressões as que ficam, concordam comigo ou não?

Quantas vezes já desistimos de um álbum na primeira faixa? Vocês não sabem, mas eu sei, muitas vezes já abandonei a audição na primeira faixa!

Mas o que posso dizer é que em “Give Me A Light” fui surpreendido e gostei muito da música de abertura do álbum. Pois temos um efeito cinematográfico de tensão, perfeito para abertura de um disco, ou até mesmo em uma cena de filme, é levantar das cortinas suave e que cai bem em qualquer situação.

Efeito, acredito eu que, criado pela guitarra e teclas, é o que pude distinguir, um tanto quanto Pink Floydiano, algo que me remete aos filmes de ficção espacial, sabe aquelas cenas de tensão?

Suspense que antecede uma revelação, surpresa ou baita susto?  É esse é o clímax da intro.

O que por algum motivo me recorda e um pouco a Odisseia no espaço, mas é uma impressão pessoal não faço ideia se tem relação com o filme.

Mas esse clima cinematográfico e de suspense, duram exatos 00:35” seg. Que é o momento exato que essa viagem é rompida pela bateria, de Marcos Cesarquebrando a monotonia e abrindo espaço para o riff de guitarra, que faz a cama perfeita para o vocal de Helio que entra, suave e vai crescendo, a cada verso cantado, subindo até o limite harmônico, chegando quase a um scream; não na verdade temos o que se assemelha a um grito na palavra intersection, no início da segunda estrofe, claro que ficou lindo por estar dentro do campo harmônico construído nessa bela canção.

E continua até se entregar para um dueto, lindo dueto e com mais perfeita harmonia entre a Amanda Labruna, e um breve solo de guitarra, no pré refrão que antecede a terceira estrofe e isso tudo acontece sem perder o ritmo, numa pegada forte e contínua.

Seguindo para o próximo refrão, chegamos a achar que a música acabou ali e que isso era tudo, mas para a surpresa de todos a música tem uma quebra de paradigma.  Num espaço onde brilham as vozes e o destaque fica por conta do baixo, de Wesley Lima.

“Give Me A Light” foge as regras daquelas estruturas tradicionais e convencionais no modo que nós conhecemos do ato de fazer música, que eu conheço pelo menos. Ela é apresentada no seu arranjo final. E somos apresentados a um novo refrão, totalmente distópico em outro ritmo totalmente desacelerado em relação ao restante da música.

Mas não se enganem é uma desacelerada breve, em seguida a música volta a crescer e acelerar para fechar com chave de ouro os seu 5:20 min de execução.

2- “The Far West”:,

Começar com tanta elegância, no single de abertura é um grande risco a correr. Pois ainda tem mais nove músicas no decorrer do álbum que precisam manter o que foi apresentado logo de cara.

Mas o que eu posso dizer é que “The Far West” não me decepcionou mostrando uma releitura breve na sua intro.

E novamente temos uma introdução que nos remete a indústria cinematográfica, com uma introdução a lá bang, bang e as trilhas de Ennio Morricone, que estabeleceu o assobio como marca registrada dos filmes de faroeste.

A quebra de paradigma, se apresenta logo no início da música, o destaque aqui vai para a caixa e baixo, o baixo que especialmente nessa música traz todos, os elementos de tensão. Traz em seus graves o peso que talvez represente uma carga emocional, a emoção da busca pela libertação, a busca de almas atormentadas procurando refúgio e buscando exorcizar seus demônios.

 A HL Arguments nos apresenta uma letra relativamente simples, mas a execução vocal é extremamente complexa. O dueto entre os vocais de Helio e Labruna, estabelecem o sentimento indecifrável que talvez que represente uma dor profunda, mas somente seu autor poderá revelar tais suposições.

É senhoras e senhores também está, presente o famoso scream citado no início da matéria, o grito inconfundível de Helio, aparece no final da música como se fosse o último grito, o grito de libertação da alma.

E nós não deixamos nada passar em branco, teve pouco menos destaque, mas estava ali do início ao fim. Tanto o solo quanto o riff da guitarra estavam um pouco tímidos nessa música e isso foi fundamental para manter esse clima sombrio e libertador, que nos foi apresentada.

 3- “A Home Is Not Mad Of Wills”:

Diferentemente das duas primeiras músicas, em “A Home Is Not Mad Of Will”, é dada a largada, com a clássica chamada do baterista, batendo a baqueta contra a baqueta, Tac Tac Tac Tac. O que representam para os seus confrades de banda a contagem inicial que antecede a execução da música 1,2 3,4 marcando o ritmo que será dada a largada e a execução da mesma. Assim como um metrônomo.

Numa música que vejam bem e isso é um elogio, do fundo do meu coração por que vou citar as referências que me vieram à memória, de bandas que não conheço nem acompanho a discografia.

Mas de alguma forma me remeteu e me lembrou um pouco de Oasis e Coldplay.

Relativamente uma música mais simples na execução, com a abordagem, mais tradicional, não chega de forma alguma a ser convencional.

Novamente o destaque vai para a voz de Helio Lima que canta uma música extensa, como se fosse num único fôlego e isso realmente me impressionou.

Se na música anterior senti um pouco a falta de um destaque maior da guitarra, já em “A Home Is Not Mad Of Will”, Fernando Silvestre, dá o seu melhor e nos apresenta um solo incrível que abrilhanta ainda mais a música como se estivesse em um duelo com Helio Lima, é isso mesmo não me enganei querendo me referir a dueto é eu realmente imaginei um duelo, entre a guitarra e o vocal a música finaliza assim.

4- “Você”:

A única música cantada em português no álbum todo. Ela começa com a simplicidade do violão e voz, na primeira estrofe.

Trazendo uma nuance diferente a partir do meio da música em diante, o que traz uma linha de baixo, um groove pegado, praticamente na execução de um solo, único que se estende do início e por todo o decorrer da música.

O que mais me chamou a atenção é que a música, não apresenta aquela estrutura padrão, que nós estamos acostumados, estrofes, refrão repete a estrutura e acabou. Não, essa música vai além das convenções harmônicas padronizadas.

Ela é uma declaração, de amor, de gratidão, fala de saudades, da complexidade humana, me faz pensar o seguinte, já que todos nós somos, seres humanos e isso, é o que nos define, define simplesmente como, somos todos iguais, mas que também, define que cada indivíduo tem suas próprias especificações, gostos e sabores, únicos e isso é o que nos torna tão complexos, diferentes, especiais e simples demais para entender.

5- “Mountain Climber”:

“Mountain Climber” a intro se destaca pelo som de vento em sua abertura inicial. Fiquei muito curioso para saber se foi captado originalmente ou produzido artificialmente.

Porém ela é um pouco diferente do que vinha sendo apresentado nas canções anteriores, por ter a sua estrutura mais convencional, em termos de composição e arranjos.

É uma música com leveza e muito agradável de se ouvir, não apresenta surpresas no meio do caminho e deixo como destaque o refrão marcante apresentado pela dupla, Helio e Amanda.

Sabe aqueles refrões chicletes, que marcam na sua cabeça e não desgruda nunca mais? É isso mesmo essa é a característica principal e mais marcante na sua execução. Também há uma presença marcante ao final da música do solo de guitarra curto, mas muito expressivo que traz vida e ainda mais de alegria ao final da canção.

 

6- “I Don’t Wanna Make You Feel Sad”:

A intro da música é excelente, começa com as cordas sem distorção, agraciadas pela companhia do teclado, que juntos vão abrindo alas para o vocal entusiasmado de Hélio Lima e Pá!!  Antes mesmo da música atingir os dois minutos de execução temos, uma disrruptura, causada pela bateria e o que era uma canção basicamente Folk, semiacústica, se transforma completamente, em uma música nova e totalmente diferente, um rock mais agressivo, contundente sem perder a leveza, quase dançante, talvez, talvez eu diria.

E na metade da música, temos retorno ao início de si mesma, com isso nos brindando, com o som das cordas sem distorção e o teclado de acompanhamento num loop quase retornando a intro.

O som de teclado quero destacar e pedir que prestem atenção, pois está como uma pintura, são sombras e nuances, bem de leve. E Pá!! Lá vamos nós outra vez, a música cresce novamente e estamos nos embalos revigorantes e com uma pegada mais Rock N’ Roll quase dançante.

Quando entramos para o trecho final da música é que tudo muda, tudo o que ouvimos até agora e nos é apresentado uma trilha cheia de efeitos e com um solo de guitarra muito louco; por mais ou menos um minuto e a música volta a se estabilizar e com isso entra na reta final, para encerrar com outro solo e novamente numa pegada mais hard, isso tudo nos é apresentado em 6:26min de execução. Ousado e corajoso não acham?

7- “Trust Me”:

Com certeza e definitivamente é essa a música que eu escolho como a música de referência comercial do álbum. Aquela música de trabalho para tocar em rádios sabe?

É a música que me remete, a tudo eu lembro de ter escutado nas rádios durante minha infância e pré-adolescência.

Ela tem uma introdução linda com destaque para a voz de Helio, tendo o instrumental como cortina de background.

Em seguida “Trust Me” nos apresenta elementos e digo mais e vou além: Tem todos os elementos do Pop rock de sucesso, segue a fórmula, segue aquela receita das décadas de 80, 90 e anos 2000 à risca e vocês vão poder perceber durante a audição que essa música tem:

A explosão vocal saindo da intro, para a base, o aconchego de voltar para um segundo riff base confortavelmente e explodir novamente na voz do cantor. Assim abrindo os caminhos para a chegada do solo, que vem chegando de mansinho e rouba a cena a lá Slash, do famigerado Guns Roses.

Essa a verdadeiramente uma música de sucesso meus amigos, e não tem como não gostar por que ela é a prova viva, a prova cabal que a banda, HL Arguments já estava la em 2018, com a maturidade suficiente e necessária para criar as músicas mais encantadoras e uma das mais belas e bem executadas músicas do álbum “Trust Me”.

8- “Honten”:

A música título do álbum, tem em sua introdução a capacidade de causar aquela sensação de

expectativa, sensação essa que é causada, pela guitarra distorcida, aquela distorção suja, acompanhada da elegância melodiosa do baixo, em contraste na sua justaposição.

Na sequência, ocorre a invasão de uma linda melodia, que ainda mais agraciada pela voz do Helio, acompanha a constante pressão que segue no decorrer da música.

Aos exatos 1:12min, temos as nuances de se permitir as mudanças rítmicas e também de arranjos é quase outra música.

O baixo mais uma vez ganha corpo e presença, pulsando no ritmo da música e mantendo o compasso como se fosse o coração pulsando no peito, de uma alma inquieta e libertadora de seus intérpretes.

Porém temos novamente um solo impecável, marcado por um Wha Wha, e uma infinidade de outros efeitos indistintos que nos levam a beira da psicodelia e uma explosão experimentalismo. Me remetem

a Led Zeppelin e John Bonham e na volta da metade, para o final a música retorna a sua métrica, pacata e vai se encerrando num belo dueto entre Helio e Amanda.

E a música vai nessa nuance, brincando na sua própria estrutura e nas inúmeras variações do início de sua execução e em todo decorrer dos 6:34min.

9-“The First Solitary Happy Man”:

Chegamos até aqui tranquilamente nem vimos o tempo passar, perdemos as contas e a noção de quantas vezes executamos a audição do álbum, e ouvimos single a single antes, durante e enquanto estávamos escrevendo a resenha.

Mas essas são músicas tão boas e tão envolventes, que acabaram criando lapsos de temporais e não chegamos nem ver as horas passar.

E na música “o primeiro homem solitário feliz” numa tradução livre da nossa parte, nossa memória foi remetida e vejam bem, prestem atenção, há outra banda que não conhecemos a discografia que é a Pearl Jam.

Diferente das músicas anteriores que atingiram o marco dos seis minutos e pouco, aqui não temos grande mudanças estruturais, é mantida a métrica e a forma do início ao fim, com a condução da guitarra base e baixo.

O vocal é valorizado na canção do início ao fim, com momentos de explosão na voz de Hélio.

O baixo também tem alguns momentos de destaque e com alguns groove sem igual, momentos ímpares, exacerbados e muito bem conduzidos com uma justa bateria que mantém o compasso como um metrônomo na execução do início ao fim.

10- “The Real Truth”:

A verdade real é essa, chegamos ao final do álbum com a mais completa satisfação, e com a certeza de termos consumido o que tem de melhor na música alternativa na atualidade.

“The Real Truth” começa basicamente com a voz de Helio Lima acompanhada de um violão base.

Suavidade e maciez são as sensações que essa música nos remete.

É como se eu pudesse tocar as nuvens. E ela vai assim até a metade, quando se expande e é preenchida por outros elementos que acompanhados, de uma vocalização, que se intercala com o cantar e por alguns momentos se chegam até se misturar.

É uma música poderosa e forte. Ela é o cair da cortina, a despedida, o desfecho, o desdobramento final, fechamento do álbum, o encerramento da jornada, essa jornada tão linda do nosso herói chamado “Honten”.

Eu vou ficando por aqui, encerrando a jornada como ouvinte e esmiuçador do “Honten”.

Mas deixo dito que ao ouvir do início ao fim, repetidamente num loop, as músicas deste lindo álbum, sinto a entrega, o suor escorrendo na pele. E imagino, o quanto foi complexo e desafiadora a sua produção. Desde a sua concepção na origem da ideia, no imaginário, de ser apenas uma ideia embrionária, da sua composição até chegar a nós ouvintes, como produto final como um álbum completo e para que seja possível ouvirmos, no conforto de nossas casas. “The Real Truth” é a escolha perfeita para encerrar a jornada e fechar o álbum e até uma próxima pessoal.

Por que você deve ouvir o álbum?

Mesmo sendo cantado 90% em inglês, a verdadeira linguagem universal, deste álbum é a música por si só, até leigos no idioma do tio Sam conseguem se identificar com as músicas e se conectar com as histórias contadas pelos seus intérpretes.

Excelente execução, músicas de altíssima qualidade e muito boas de ouvir eu recomendo:  ,

Ouça agora mesmo o álbum “Honten” (2018).

 

Sobre HL Arguments:

Banda de rock autoral, lançada em 2011 na cidade de São Paulo. Formada por Helio Lima , a HL Arguments lançou três álbuns de estúdio e um álbum ao vivo.


 O primeiro álbum de 2011, homônimo chamado “HL Arguments”, o segundo disco chamado “HL Arguments II” de 2013, em 2014 saiu o “HL Arguments Live” e  O último, com título “Honten”, foi lançado em 2018.

Com bases fundamentadas no rock alternativo e flertando com o toda diversidade musical possível com, hora brincando com o Folk Rock com pitadas de blues e até elementos de música eletrônica basta dar uma vasculhada da discografia da banda que você se surpreenderá; com referências de sonoridade você encontrará nomes como Radiohead,Broken Social Scene,Pearl Jam, Queen e Beatles.

Formação atual:

Helio Lima (vocal,guitarra e teclado),

Amanda Labruna (vocal),

Fernando Silvestre (guitarra)

Discografia:

 “HL Arguments”, (2011)

 “HL Arguments II”  (2013),

 “HL Arguments Live” (2014)

 “Honten” (2018).

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Nós da Rede

Anderson Severo

Atua como baixista das bandas: Capa Preta Rock, Exclusão Social e Ligante Anfetamínico. Fundou o Selo Sub_Discos. Comunicador em Radio Putzgrila. www.radioputzgrila.com.br