HIM: noite de “Love Metal” marcada por imprevistos e empolgação só dos fãs

Não demorou muito para o retorno do criador do estilo “Love metal” ao país. Após sua primeira e gloriosa passagem em março de 2014, no HSBC Brasil (atual Tom Brasil), o grupo finlandês HIM – His Infernal Majesty -, desembarcou desta vez com a nova turnê “Tour of the Middle Aged 2015” que continua a divulgar seu último disco, o “Tears on Tape”, lançado em 2013, com duas datas, sendo a primeira no Circo Voador, Rio de Janeiro (10), e nesta última sexta-feira (11), no Carioca Club em São Paulo, recheando a setlist com clássicos da carreira.

HIM-SP-Carica-Club-Edi-Fortini-2

HIM – Por: © Edi Fortini.

Entorno da casa, fãs formavam uma extensa fila que indicava local cheio horas antes do show. Pontualmente às 20h, sem firulas Mikko “Linde” Lindström (guitarrista), Mikko “Migé” Paananen (baixista), Janne “Burton” Puurtinen (tecladista) e o mais novo integrante Jukka “Kosmo” Kröger (baterista), subiram ao palco, e para o deleite do público feminino, e Ville Valo (vocalista), saudou a todos oferecendo sua cerveja, suficiente para o delírio da plateia calorosa que os aguardava ansiosos, abrindo a sequência de sucessos com o já entoado ‘Buried Alive By Love’, com ‘Poison Girl’, ‘The Kiss of Dawn’ e ‘Pretending’ na sequência.

HIM - Por: © Edi Fortini.

HIM – Por: © Edi Fortini.

Como típicos europeus e de poucas palavras, enquanto músicos arrebentam em faixas mais melódicas como ‘Your Sweet Six Six Six’, o hino ‘Join Me In Death’, e os hits ‘In Joy and Sorrow’ e ‘Rip Out the Wings of a Butterfly’, além do cover de Chris Isaak ‘Wicked Game’, tomaram a plateia, além da performance de seu novo baterista aprovada pelos fãs. Enquanto isso, Valo seguia visivelmente irritado com os problemas técnicos e falta de equalização no som, ao qual durante alguns momentos do show sua voz sumia, limitando-o a fazer seu trabalho, sem nenhuma interação com o público até por volta de 1h de show. Nítido que a empolgação era só dos fãs, em devoção às canções do grupo imersas em sentimentos, melancolia, amor e ódio. Fato é que a música prevaleceu e o sentimento fez-se ouvir com os fãs assíduos que o Him possui por aqui.

HIM - Por: © Edi Fortini.

HIM – Por: © Edi Fortini.

Alteração na setlist, com a inclusão de ‘Razorblade Kiss’ do disco “Razorblade Romance” de 1999 e ‘Soul on Fire’ do “Love Metal”, de 2013 foram bem-vindas, além da balada ‘When Love and Death Embrace’ que aproximava o show de seu final, e que houve interação por parte do vocalista, ao dizer que não poderiam ir embora sem tocar uma música composta por Linde quando ele havia partido seu coração, arrancando sorrisos do público. Em seguida, o cover da canção ‘Rebel Yell’ de de Billy Idol marcou o encerramento da apresentação. Saldo positivo, pois conseguiram fazer o que se propuseram, apesar  dos contratempos.